Raimundo Rodrigues Pereira, um dos melhores jornalistas brasileiros de sua geração, publicou na edição desta semana da Carta Capital a reportagem "Os fatos ocultos".
Ela foi para a capa com o título "A trama que levou ao segundo turno" e um longo resumo explicativo:
"A partir da trapalhada do PT,a mídia, em especial a Rede Globo, beneficiou o candidato turcano de forma decisiva, às vésperas das eleições presidenciais, com a divulgação das fotos do dinheiro e a ocultação de informações cruciais na cobertura do escândalo do dossiê".
A matéria, apurada com a colaboração de outros dois jornalistas, soa crível - já não bastasse o currículo de credibilidade do autor.
Ele reconstituiu em detalhe a história divulgada pela primeira vez no site pessoal do repórter Luiz Carlos Azenha, a quem cita no texto.
A história é a do silêncio da mídia sobre a inside story da divulgação do dinheiro apreendido pela Polícia Federal, que serviria para comprar da mafiosa família Vedoin um suposto dossiê contra o ex-ministro da Saúde, José Serra, para desestabilizar a sua candidatura, afinal vitoriosa, ao governo de São Paulo.
A reportagem, a ser verdadeira, como tudo indica, é um libelo contra a grande mídia brasileira - no caso, Folha, Estado e Globo.
Os jornais e a emissora mostraram o dinheiro. Omitiram o que disse aos seus repórteres a fonte que lhes entregou um DVD com as fotos de pilhas de reais e dólares - e cujas palavras foram gravadas. O áudio existe e foi ouvido por muita gente, jornalistas e não-jornalistas.
A fonte saiu do armário no dia seguinte. É o delegado PF Edmilson Pereira Bruno.
O eventual visitante deste blog talvez se lembre do que leu aqui sobre o assunto.
Em 2 de outubro, no comentário "Foram os ´erros` e não o seu ´uso´":
Se a mídia agiu certo ao cumprir o compromisso assumido com ele [Bruno] de não identificá-lo, errou feio ao não publicar, junto as fotos, o que ele disse ao entregá-las.
E no dia 3, no comentário "Cadê os bastidores das fotos do dinheiro?":
(...) hoje como hoje parece que a mídia vai deixar baratinho, baratinho a verdade sobre o vazamento das fotos da dinheirama (...) A responsabilidade da imprensa nesse caso vai além da obrigação de tentar apurar os comos e os porquês de um ato que seguramente afetou os resultados do primeiro turno da eleição presidencial.
Vai além porque a mídia fez um pacto com o fornecedor das imagens (...) Até aí, tudo bem. Mas nenhum jornal, revista ou emissora contou o que ele disse aos repórteres na hora de entregar o material.
Do ângulo da responsabilidade da imprensa numa campanha eleitoral, é o que a reportagem de Raimundo tem de mais forte.
Ele conta quando, onde e como o delegado Bruno convidou quatro repórteres a receber dele as imagens comprometedoras para o PT. Incluíndo a já conhecida versão mentirosa que ele sugeriu fosse espalhada - o DVD teria sido roubado - para livrar a sua cara. Incluíndo a frase fatal também já divulgada:
"Tem de sair hoje à noite na TV. Tem de sair no Jornal Nacional."
Raimundo registra e rebate o argumento de alguns dos repórteres presenteados com o vídeo para justificar o silêncio sobre o áudio. O argumento: jornalista deve preservar o sigilo da fonte. O contra-argumento, aqui já exposto: o sigilo não se estende a declarações da fonte.´
Seria eticamente correto escrever, por exemplo: "Ao entregar o DVD, a pessoa que pediu para não ser identificada disse que..."
Não só seria eticamente correto, mas jornalisticamente indispensável, porque poria em evidência as motivações do policial e serviria de pista para tentar descobrir se ele agiu de comum acordo com interessados nos prováveis efeitos eleitorais da exibição pública das fotos.
Outros, pelo mesmo motivo, queriam manter as imagens longe do eleitor.
A reportagem de Raimundo identifica passagens mendazes nas matérias da Folha e do Estado a respeito. Ou seja, além da ocultação dos cruciais bastidores da notícia, dizeres desonestos.
Além disso, ele destaca a "omissão incrível" da edição do Jornal Nacional que se ocupou largamente das fotos: nenhuma referência ao choque do Boeing da Gol com o jato executivo Legacy, de que se soube a tempo de entrar no JN daquela noite.
Teria tido a emissora a intenção de impedir que qualquer outro fato espetacular concorresse com a matéria do dinheiro do dossiê?
Raimundo não deixa dúvida quanto ao que ele, com base em fontes não identificadas da Globo, acredita ser a resposta.
A Carta Capital enviou ao diretor-executivo de jornalismo da emissora, Ali Kamel, um questionário com 10 perguntas sobre o assunto. Ele respondeu com um texto único em que fala da alegria dos jornalistas da Globo com o "alto grau de isenção" da sua cobertura eleitoral, terminando com os parabéns do presidente Lula pelo seu "trabalho isento".
Já a editora-executiva da Folha, Eleonora de Lucena, escreve Raimundo, "não quis responder por que omitiu as informações dessa fita [o áudio com Bruno], a nosso ver tão relevantes". Aparentemente, o repórter se dispensou de procurar a chefia da redação do Estado.
Enquanto esses órgãos de mídia não provarem o contrário, a sua posição é insustentável.
A propósito, volto à minha previsão de 12 dias atrás de que "a mídia vai deixar baratinho, baratinho a verdade sobre o vazamento das fotos da dinheirama".
Porque se produziu no noticiário deste fim de semana um típico episódio de dois pesos e duas medidas.
Ontem e hoje, pelo menos um um importante blog e um grande jornal repercutiram, como se diz, matéria da nova edição da Veja, segundo a qual "nas últimas semanas, uma operação abafa foi deflagrada para tentar apagar as chamas mais destruidoras levantadas pelo escândalo da compra do dossiê. Nessa operação aparece o que pode ser a impressão digital de um personagem muito próximo do presidente Lula. Esse personagem é Freud Godoy, ex-segurança pessoal de Lula e que até sua demissão, há quase um mês, ocupava o cargo de assessor especial do presidente."
A matéria afirma ainda que "a operação faxina do dossiêgate contou com a colaboração jurídica do ministro Márcio Thomaz Bastos (sempre ele), da mãozinha financeira do tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, e da força bruta de um cidadão até agora distante do caso: José Carlos Espinoza – como Freud, um grandalhão que trabalhou como segurança de Lula e ganhou um emprego no governo."
Tudo muito bom, tudo muito bem em ecoar a reportagem e apresentar o "outro lado", que a desmente. Mas por que - ouso perguntar com santa ingenuidade - nem uma única, mísera linha sobre a reportagem de Raimundo Pereira?
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Isaac Silva Silva, servidor público
(Taguatinga/DF)
Enviado em 18/10/2006 às 1:33:37 PM
Excelente artigo Weis. Acreditamos que a ainda existe a banda boa da imprensa nacional. Nem tudo está perdido.
Agora, urge sabermos como fazer e o que fazer para termos um imprensa (mídia) menos partidária, menos influenciada por seus donos, mais democrática, mais crítica (inclusive de si mesma).
Mark Oliveira, Professor
(São Paulo/SP)
Enviado em 18/10/2006 às 11:53:38 AM
Como FHC enterrou a CPI da Corrupção?
Era preciso agir depressa. O governo pegou a lista dos parlamentares na quarta, logo que foi divulgada pela oposição, localizaram os suscetíveis de serem comprados, e fecharam todo o processo em 24 horas. Para ganhar tempo e não correr nenhum risco, ‘fecharam’ o Congresso. Em essência, foi isso o que aconteceu. Um golpe, como nos velhos tempos da ditadura. FHC inspirou-se no general Geisel, que no dia 2 de abril de 1977 fechou o Congresso ‘provisoriamente’, para editar o ‘pacote de abril’, que alterou profundamente as regras do jogo político, com 14 emendas à Constituição, três novos artigos, e seis decretos-leis. Os jornais relataram o enorme esforço de FHC em sustar a CPI. Bornhausen foi mobilizado pelo Palácio numa última tentativa de reverter a situação. A reportagem prevenia que ele ia chantagear ACM, dizendo-lhe que, se seus seguidores não retirassem as assinaturas pela CPI, ele seria abandonado, pelo governo e pelo PFL, no julgamento do caso da violação do painel. O JB disse que Bornhausen ameaçou de expulsão os 16 deputados do PFL que assinaram a CPI. Um relato ainda mais dramático do empenho de FHC em impedir a comissão estava na coluna de Ariosto Teixeira no Estadão que dizia: FHC lançará todos os recursos disponíveis para impedir a instalação de um inquérito (...) não descarta lances como a dissolução de todo o ministério.
Edinaldo Oliveira Souza, Professor
(Santo Antonio de Jesus/BA)
Enviado em 18/10/2006 às 9:07:25 AM
Ainda bem que existe o Observatório de Imprensa, o único espaço de fato democratico da imprensa brasileira. Precisamos de mais espaços como este que se proponham a discutirem o papel da mídia no Brasil. Vocês me fazem acreditar que nem tudo está perdido, que existe na propria mídia um espaço de resistência de ética jornalista, de preocupação com a "imparcialidade" possível na divulgação das informações.
Penso que é preciso urgentemente a aprovação de uma legislação mais rigorosa que regulamente a atuação da mídia no Brasil. E não me venham com o velho discurso hipócrita de que seria uma "madida autoritária", uma "tentativa de censura". Este tem sido o discurso utilizado pela grande mídia para impedir qualquer iniciativa neste sentido. É preciso criar mecanismos de controle da sociedade sobre a imprensa. Isto não é censura, é democratização dos meios de informações. Por que a grnde mídia não discute estas questões? Por que não se faz um grande plebiscito perguntando à sociedade o que ela pensa sobre tais questões? Por quer não se discute um projeto apresentado há mais de uma década pela então deputada Marta Suplicy?
Penso que a sociedade já começa a perceber com mais clareza tais questões e a resposta aos poucos começa a ser dada. É a perda de credibilidade. Apesar de toda a parcialidade da mídia contra o Governo Lula, o povo continua apoiando-o e o PT não acabou...
dioniso artuffo, professor
(campo grande/MS)
Enviado em 18/10/2006 às 1:14:26 AM
Uma perguntinha que ainda ninguém fez: desde quando comprar dossiê é crime? Se compra de dossiê, compra de informações fosse crime, as prisões deveriam estar lotadas de jornalistas e donos de jornais. E falando de compra de informações e de dossiês, mais algumas perguntinhas ingênuas deste brasileiro idiota: quanto "O Estado de São Paulo" pagaria por um documento que arrasasse a candidatura Lula? E em que momento colocaria as denúncias em suas manchetes? Será que esperaria o momento "apropriado"? Quanto o "Estado de São Paulo" pagaria por um dossiê que implodisse a candidatura Alckmin? Estamparia ou não em suas páginas o conteúdo contido em tal dossiê? Em que momento e como revelaria as informações contidas em tal documentação.?Todas estas dúvidas me inquietam e me intrigam e me levam a outras questões, como estas, por exemplo: além das raríssimas exceções, pratica-se jornalismo sério no Brasil? Merece respeito e credibilidade grande parte da mídia nacional?
Marcio Peralta, Médico
(Petrópolis/RJ)
Enviado em 17/10/2006 às 9:02:09 PM
Caro Colega Paulo.
Somos médicos mas acredito que vc. tambem pense como eu que a imprensa séria deve repercurtir, investigar, questionar, opinar e não apenas ficar aguardando informações de advogados que é claro serviriam apenas aos interesses de seus representados.
Parece bobagem discutirmos se é ou não "legal" pois militantes parece que todos somos, vc. da candidatura Alckmimm , eu do Lula mas o que quero afirmar é que prudencia, boa investigação, respeito às opiniões divergentes, aceitação do resultado das urnas é o que me parece fundamental para a solidificação da democracia.
Só para te chatear pergunto o que voce acha de um médico que dividiu afazeres como vereador, prefeito e deputado enquanto cursava uma Faculdade e depois fazia residencia de Anestesiologia.
Dava tempo para cuidar de gente? Alguma coisa deve ter sido feita pela metade...
Um grande e fraterno abraço. Morei em PoA 2 anos e adoro seu estado e sua gente .
Elvis Gimenes, advogado/consultor de beleza
(Foz do Iguaçu/PR)
Enviado em 17/10/2006 às 6:38:56 PM
Há muito deixei de confiar nas reportagens da grande imprensa nacional. Todas são tendenciosas, porém, há uma pequena minoria que assume sua tendencia, e isto não critico, a crítica é para aqueles que como Globo, Band, Estadão, dizem serem isentos e neutros, quando na realuidade são azuis, têm bico longo, e defendem o centro/direita. Peço ao brasileiros que, ao ouvir uma notícia, ou ler uma matéria, ou assistir um Globo Repórteer, analisem como [e possível acontecer aquele fato, e então verão, o quanto, nossa imprensa nos passa informações falsas. Devemos começar um movimento chamada "Pensa Brasil", pois só assim, acostumando a pensar, iremos mudar este Brasil varonil.
Carlos Camfri, Contador
(Campinas/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 6:09:08 PM
O Mino Carta, de Carta Capital, sempre diz em seu blog que não existe imprensa séria no Brasil. Existe, sim, Carta Capital e Observatório de Imprensa, pois sempre procuram mostrar o que está por trás dos fatos e acontecimentos políticos. Pela segunda vez na história das eleições no Brasil, uma rede de TV, Globo, junto com os jornais Estadão, Folha de SP e Veja mudaram o rumo da eleição neste ano de 2006! O quarto poder desceu ao mesmo nível das mazelas políticas e de lá tão cedo não sairá. Até quando, as elites econômicas e os donos dos jornais, rádios e TVs vão continuar mandando neste país ? Será que a experiência do Collor não foi suficiente ? O último trunfo deles será o TSE, já que contam com a simpatia do seu presidente que já se manifestou publicamente, de forma parcial, e perdeu a credibilidade. Em 89 o Collor acabou nomeando o Rezek, que presidiu o TSE naquela eleição, ministro da justiça. Será que o atual presidente do TSE já está prometido para assumir o ministério da Justiça caso o Alckmin seja eleito ? A conferir depois do dia 29/10.
Davi Moreira dos Santos, Jornalista- Freelancer/professor
(Planaltina/DF)
Enviado em 17/10/2006 às 5:39:34 PM
Acabei ler essa matéria e, entre indignado e estarrecido, fico com o primeiro. Continuo ainda me perguntando: Quantos inocentes ainda crêem nos veículos de (des)comunicação como a Globo. É verdade que muitos sobretudo os menos esclarecidos. Sofre o Lula o revés por privilegiado a Globo, em detrimento dos profisionais de outras emissoras, sentando no banco do Jornal Nacional em sua vitória. Discutimos liberdade jornalística privando informações básicas para o nosso leitor, ouvinte ou telespectador. O povo brasileiro já olha com ressalva alguns veículos. Foi assim com a Globo, nas Diretas Já. Será assim de novo com a Força do Povo.
Catirina SD, Estudante
(Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 17/10/2006 às 5:12:05 PM
Vou fazer uma pergunta à moda dos petistas :
1 Se o dossiê é fajuto e esta na net pq diabos o PSDB iria fazer uma celeuma a ponto de comprometer uma eleição ganha em SP e outra em franca ascenção pra presidente. Sabendo tb que parte da impresa poderia cair em cima caso fosse um "golpe" do PSDB ?
2 Imagem de Serra entregando ambulância : O que que isso prova que ele tenha algum envolvimento nos sanguessugas ? Afinal o Lula tinha traidores debaixo do nariz e nada sabia, o Serra tb pode ser completamente inocente nesta situação.
Libério Eleuterio, Técnico
(Divinopolis/MG)
Enviado em 17/10/2006 às 4:09:28 PM
É estranho a preocupação execlusiva com o dinheiro.
Não se preocupam com quem informou a PF que os doi idiotas do PT estavam no HOTEL com o dinheiro e como se explica que o pessoal da campnha do ALCKIMIN chegaram antes dos presos a PF de São Paulo, eles sabia e prepararam tudo antes de acontecer.
Estavam esperando apenas a hora de agir,estavam sabendo de tudo.
E o conteúdo do DOSSIÊ,não têm importancia nenhuma.
A imprensa está protegendo o PSDB.
Também não deram importancia os SANTINHOS distribuidos com o número de ALCKIMIN e o retrato do LULA,isto nâo é crime eleitoral,
e o ministro do TSE achou tudo normal.
A imprensa também não deu importancia ao fato.
Não é incrível?
Marcel Gomes, jornalista
(São Paulo/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 3:56:28 PM
Excelente comentário sobre a excelente matéria do Raimundo Pereira. A mídia precisa falar mais dela mesma, se democratizar e se republicanizar. Sem isso, atitudes golpistas como a de Globo, Estadão e Veja continuarão a se repetir.
Adriano Cassone, Administrador
(São Paulo/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 3:52:10 PM
Interessante,o questionamento devereia ser a respeito de qual a fonte do dinheiro, e não sobrê o vazamento das fotos.
Querem cubrir o sol com a peneira com este artigo?
Teo Santos, Estudante
(Rio de aneiro/RJ)
Enviado em 17/10/2006 às 2:57:16 PM
A nenhuma linha, sobre a reportagem de Raimundo Pereira, se deve ao fato de que os petistas inteligentes o suficiente, para comentar sobre aquela matéria, já se desvincularam do partido e hoje não o apoiam mais. O restante é vaca de presépio.
Américo Gomes, Operário
(Ponte Nova/MG)
Enviado em 17/10/2006 às 2:56:46 PM
Estou me sentindo inojado com a emprensa brasileira, com raras exeçoês tomaram partido nestas eleições querem a qualquer custo eleger o Alckimin, este episódio que ocorreu com a divulgação das foto do dinheiro que supostamente seria para pagar o tal dossiê foi a gota d´agua, querem impor aos eleitores a voterem no su candidato Alckimin.
Eduardo Ramos, jornalista
(Rondonópolis/Mt)
Enviado em 17/10/2006 às 12:27:24 PM
Acho que concordo com a Núbia. Tudo indica que vem armação da grossa pela frente e, a julgar pelo comportamento (?) da, ops, do presidente do TSE o negócio será a fraude eletrônica - pois, nas urnas, eles não ganharão mesmo.
Vale lembrar que, segundo os especialistas, a possibilidade de fraudar o processo eleitoral informatizado é mínima. Mas existe. Para isso seria necessário a participação de funcionários das empresas contradas para operar o sistema e, atenção, de altas autoridades da Justiça Eleitoral.
Também vale lembra que, diante das fracassadas e vexatórias tentativas de golpe na vizinha Venezuela, a elite entreguista (que manda por aqui há séculos) vai procurar meios mais ´discretos´ para melar o sistema. Todo cuidado é pouco.
Espero estar enganado. Torço, sinceramente, para que as poucas mentes boas que ainda frequentam a legenda tucana consigam fazer frente ao ímpeto golpista dos pefelistas (que antes eram do PDS, da Arena ou simplesmente da Ditadura).
Só é uma pena observar nesse processo que a grande (?) mídia está se comportando de forma idêntica ao período pré-64. Uma vergonha que pode custar muito caro para todos nós.
Hélio Vieira, Professor
(São Paulo/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 12:27:06 PM
Qualquer pessoa, com um mínimo de decência, tem obrigação de afirmar que a Veja, Estadão, Folha e Globo estão manipulando informações para beneficiar o candidado do PSDB-PFL. O íntegro jornalista Paulo Henrique Amorim afirmou que já ocorreu o primeiro golpe. na eleição do primeiro turno. Qual será o golpe do segundo turno ? Uma nova Proconsult ?
Marcelo Rebello, Estatistico
(São Paulo/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 11:47:39 AM
Faltam 12 dias p/ a eleição.... as "lideranças" da oposição se reuniram ontem, não só p/ discutir sobre o absurdo da matéria da Veja mas tbé p/ traçar a estratégia nesses 12 dias. É vale tudo mesmo.....vem chumbo grosso por ai....não tenho dúvidas...
Paulo Bandarra, Médico
(Porto Alegre/RS)
Enviado em 17/10/2006 às 11:37:52 AM
Caro Dr Marcio Peralta. Quem deve informar isto não é a imprensa mas os advogados de defesa dos presos e processados. Afinal, Lula disse que não é para deixar pedra sobre pedra para descobrir isto. Até culpou de relapso o Berzoini por desconhecer. Parece que quem está achando tudo “legal” são os militantes apenas.
RODRIGO BARONI, Sociólogo
(Valinhos/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 11:37:30 AM
A reportagem de Raimundo Pereira é uma verdadeira lição de como fazer jornalismo neste país. Eu fiquei estarrecido como a Rede Glogo, Estadão e a Folha conduziram todo o processo sobre o dossiê.
Para resumir a minha indagação é a seguinte: como estes veículos de comunicação podem falar de ética diante da ocultação dos fatos?
Na verdade, eles estão banalizando o conceito de ética. Este tipo de cobertura em pleno pleito eleitoral revive uma cultura militar que herdamos durante os anos de chumbo.
MARCELO MORAES, Advogado
(Teresópolis/RJ)
Enviado em 17/10/2006 às 11:17:21 AM
Tudo bem, tudo otimo certo? Então vcs. queriam é que nada fosse abordado. Que existe corrupção no País a muitos anos todos nos sabiamos ou na melhor das hipoteses desconfiavamos, no entanto, agora é afrontoso, é tapa na cara daqueles que tem o minimo de senso crítico. Pelo amor de deus gente, não dá pra ficar inerte com tanta atrocidade acontendo, o Brasil parou só não vê quem não quer. O que esta acontecendo no cenário hoje é uma desmoralização completa, sem defender A ou B, o nosso País não pode ficar inerte com essa sucessão de escandalos e ocultações dos mesmos, pela força do governo e isso é pior. É arrogãncia e prepotencia por todo lado, com certeza de impunidade, do tipo sou amigo do chefe.
Nos homens de inteligencia mediana não podemos fechar os olhos para isso, até porque tá dificil diante dos fatos, como disse anteriormente, hoje nos tiraram até a possibilidade da dúvida, pois esta tudo muito escancarado.
Se o governo anterior fez errado e deve ter feito muita coisa mesmo, por que não se investigou?, por que não apresentou a sociedade o que aconteceu com as privetizações?, ora porque não há interesse e o pior quanto mais se mexe na M...., mais homens do governo estão envolvidos gente.
Tudo bem um puxa pra lá, outro puxa pra cá, mas não exite ninguém de bem que meta a cara na reta para esclarecer, ai pergunto será que já existe o terrorismo repressor?Medo?
Tchau!
Juciano Lacerda, jornalista e Professor
(JOinville/SC)
Enviado em 17/10/2006 às 11:08:22 AM
Caro Weis, agora do seu texto anterior creio que só resta a maionese, pois não é teoria, é conspiração midiática mesmo, cheira a golpe contra a democracia. Nossas práticas jornalísticas precisam ser revistas urgentemente, é o que nos aponta esse fato ímpar.
Luiz Souza, Comerciante
(Sao Paulo/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 10:59:59 AM
Desculpe pela franquesa, mas estes comentários no Blog me parecem todos mais uma masturbação mental. Quando a imprensa comentava sobre as maracutaias de governos passados, tucanos malufistas ou peemedebistas e usavam fontes não identificáveis, tudo parecia crível mesmo estas fontes sendo muitas vezes Delfim Neto. ACM ou Sarneys da vida, desde que falassem mal dos adversários. A maioria das acusações nunca foram provadas. Muitos relatos eram sobre conversas entre só dois interlocutores, sem testemunhas, por vezes nem mesmo ao telefone. Agora voce tem um ministro da Justiça que age mais como advogado do presidente, aliás já o era antes de ter sido nomeado ministro, do que como chefe da Polícia que deveria investigar com imparcialidade os múltiplos crimes ocorridos neste governo pelos seus principais ministros e presidentes de empresas e bancos estatais.
Franco Santos, Estudante de Jornalismo
(Salvador/BA)
Enviado em 17/10/2006 às 10:07:18 AM
Pessoal, por favor, quando aqui se falar em JORNALISMO esqueçam, definitivamente, VEJA, ÉPOCA, FOLHA, ESTADÃO etc. Isso não é jornalismo, seus papéis, lá em casa, não prestam nem pra embrulhar peixe / aipim / amendoim, pois, senão dá indigestão. É preciso acabar com essa IMPRENSA MARROM herdada desde os tempos de Chateaubriand, que ameaçava seus oponentes a troco de que estes fizessem anúncios em seu panfletário. Eu, como estudante de jornalismo, sinto vergonha desses que se dizem jornalistas e deturpam o verdadeiro valor da nossa classe. Foi por esses motivos, pelas desigualdades sociais e pela falta de esclarecimento ao povo e pelo amor que eu tenho ao Brasil, independentemente de qualquer interesse pessoal, que eu optei (e acho que fiz a escolha certa) por abraçar a profissão de jornalista. Aqui na Bahia as coisas ainda funcionam no ritmo das capitanias hereditárias, ou melhor, FUNCIONAVAM, pois, ACM perdeu todos os grandes postos possíveis para governar o estado, mas, ainda é o grande detentor da maior rede de comunicação daqui, Rede Bahia, afiliada à Rede Globo. É tudo uma rede! Uma rede de intrigas! Que promovem a intolerância étnica sem medir as consequências dos seus atos. Sobre o conteúdo do dossiê, quanto mais se afunilam as investigações, mais se evidencia que tem dedo tucano envolvido, inclusive o do delegado da PF. E isso ninguém fala. De quem será o interesse?
Lucia Almeida, Universitária
(Salvador/BA)
Enviado em 17/10/2006 às 10:01:55 AM
Uma coisa estou certa. Por onde ando falo de política e estou chegando a uma conclusão: O maior cabo eleitoral de Lula é a Globo, a Veja, A folha etc. Os brasileiros indecisos estão se inclinando para Lula porque estão vendo que tem alguma coisa errada com a imprensa. a manipulação está mais evidente agora que só temos dois candidatos. Conclusão: o que é bom para a Globo Veja etc. não é bom para o povo.
Luiz De Martino, Auditor
(São Paulo/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 9:27:36 AM
Com relação a Sra. Cristina, pseudo jornalista, o nosso amigo cearense, escreveu para a mesma tudo aquilo e mais um pouco do que gostaria de dizer. Na ansia de criticar, não conseguiu se quer acertar o nome da revista.... essa foi a melhor...Agora falando sério Sr. Luiz, é muito válido os seus argumentos aqui no OI e muito mais a reportagem da revista Carta Capital, porém acho muito pouco diante do estradalhaço que a outra parte da história estão se movimentando, precisamos de mais, precisamos abrir os olhos do povo quanto ao golpe que estão dando no brasil e em sua população. Sempre fui contra qualquer tipo de golpe e o que está se tentando praticar neste momento é o mais baixo de todos, onde estão revestidos com camuflagem e parecem estar sendo feitos dentro da lei. Temos que fazer algo e você como um formador de opinião tem obrigação e meios para fazer essas informações chegarem ao maior número de pessoas possível. Realmente estou preocupado com o futuro do meu país. Se esse que estão aí conseguirem o seu intento, realmente será o fim da esperança de um futuro melhor, e digo isso não por achar que o presidente Lula seja o infalível, mas por achar que a vontade soberana do povo brasileiro deve ser respeitada doa a quem doer.Isso sim é democracia.
Silvio Miguel Gomes, Func. Publ. Estadual
(Olimpia/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 9:08:32 AM
Muitos já lembraram da ação policial que destruiu Roseana SArney. Só esqueçaram de lembrar que o dinheiro apreendido foi devolvido e o acusado (ex-marido de Rosena) absolvido. Mas a intençáo foi alcançada: destruir uma possível candidatura de Roseana.
Marcio Peralta, Médico
(Petrópolis/RJ)
Enviado em 17/10/2006 às 7:05:05 AM
Em todo o lamentável "imbroglio" existem verdades que a grande imprensa omite deliberadamente:
1- O CRIME DE CORRUPÇÃO E FORMAÇÂO DE QUADRILHA está bem tipificado na ação dos deputados que apresentaram as emendas a partir da gestão de Jose Serra no MS, atendendo aos Vedoin. A paricipação dos Ministros da Saude de FHC e de Lula ainda não está comprovada, embora não possa ser descartada.
2- O episódio da "compra" do dossiê NÃO configura qualquer tipo de crime na legislação brasileira. Pode ser imoral mas não é ilegal, até porque não foi sequer divulgado É necessário que a grande mídia explicite de que forma o procurador Mario Lucio fundamentou seu pedido de prisão para os envolvidos, petição essa desconsiderada pelo Juiz titular do caso.
3- Se o dossiê é falso ai então é que inexiste crime federal ou eleitoral. A iniciativa para qualquer processo deveria partir dos pseudo ofendidos e não do MP.
4-O dinheiro provem de cofres públicos? Nesse caso o crime não seria a compra do dossiê e sim o desvio do mesmo.
PS.: A campanha do candidato do PSDB informa que o dossiê é contra o Geraldo. Pelo que foi apresentado do mesmo parece atingir mais Serra e Barjas Negri. Existe alguma coisa que não sabemos?
Ps.: A imprensa será co-responsável por perturbações da ordem publica que ocorrerem qualquer que seja o resultado final das eleições. Prudencia seria recomendável...
Maria Isabe Lopes da Costa, Oceanógrafa
(Petrópolis/RJ)
Enviado em 17/10/2006 às 2:37:37 AM
Isto o que aconteceu no Rio é o resultado da parcialidade da mídia irresponsável. Das colunas preconceituosas deste tal Diogo Mainard, na Veja e outros tantos mais similares a ele. Este é o IBOPE da Veja! Triste!
cid elias, emp
(fort/CE)
Enviado em 17/10/2006 às 1:11:32 AM
Jornalistas(?) como a Sra. Critina Santos não deveriam exercer a profissão. Uma jornalista(?) que não lê o que escreve, e/ou não lê o assunto sobre o qual irá escrever, não pode ser jornalista. Por que a senhora postou"Caros Amigos" e refere-se duas vezes à ela? Por que o nome é parecido com Carta Capital, ou por que pelas palavras que disse, abomina-as? E além de postar várias ilações que não se sustentam 5 minutos, acusa seus colegas de maneira leviana. Se pudesse perguntar algo e esta jornalista(?), seriam as questões: 1-Por que a jornalista(?) ao publicar o comentário não contou quantas propagandas têm ( e não "tinha" ) na Carta Capital(suponho), trazendo dados concretos, comparações de quantas têm em vejas, épocas, etc.? Eu tenho os dados, se tivesse vontade de se informar não afirmaria o dito.2-Quem está defendendo "pessoas corruptas"? Quais pessoas foram julgadas pela Justiça e condenadas por corrupção? Eu falei julgadas e condenadas pela Justiça, não por jornalistas? O serra foi..sabia? O barjas tem 102 condenações, sabia? Quem está defendendo corruptos parece que não são seus colegas, Sra. Cristina...
GILDO EUCLIDES DE SANTANA, TÉCNICO DE SEG. DO TRABALHO
(SÃO VICENTE/SP)
Enviado em 17/10/2006 às 1:09:53 AM
Senhores, boa noite!
O que fico a me perguntar é onde estão os verdadeiros jornalistas, íntegros e independentes, que ainda se manifestam apenas por colunas e informes distantes da grande massas de pessoas, que precisam conhecer a verdade e as verdadeiras intençõee desses "veículos de comunicação duvidosos", qua ainda acreditam que exercem poder absoluto sobre o povo. Senhores, em nome da verdade e da integridade dos verdadeiros jornalistas, é preciso mais; é preciso ocupar o espaço na mídia e com coragem enfrentar essas pessoas, falando abertamente para o povo o que realmente está acontecendo no país. Do contrário, vocês se juntarão a esses falsos jornalistas e o povo saberá. Em nome da verdade e da justiça, é preciso que os senhores não deixem de falar.
Vera Borda, professora
(Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 16/10/2006 às 11:14:47 PM
Resultado do envenenamento das relações sociais neste país, há mais de ano e meio, do qual a mídia tem uma parcela importante de responsabilidade por instilar um clima de ódio, racismo, preconceito, de classe.
"Quatro petistas foram violentamente agredidos na madrugada desta segunda-feira (16) por partidários do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, no Rio de Janeiro.
O ataque covarde, que aconteceu num bar de classe média, o bar Jobi, no Leblon, resultou na amputação parcial do dedo anular da mão esquerda da publicitária Danielle Correia Tristão, de 38 anos. A parte superior do dedo de Danielle foi arrancada a dentadas por uma agressora do grupo.
Segundo Juarez Brito de Vasconcellos, marido de Danielle, levada ao hospital São Lucas, o médico afirmou que o pedaço do dedo não poderia ser reimplantado porque a mordida arrancou até o osso. "
Onde vamos parar? Pessoas transformadas em animais, pitbulls, envenenadas, irracionais, puro ódio. Por que?
Wilson Lima dos Santos, Tec. administrativo
(Itabuna/BA)
Enviado em 16/10/2006 às 10:44:37 PM
É lamentavel ver participação da imprensa brasileira no processo de desenvovimetno da democracia no Brasil, principalmente com o poder de manipulação da massa concedido pelos governos aos seus afilhados e patrocinadores. Fico a temer da conciencia que estão formando nas massas, que por "ela" é informada de maneira parcial e conviniente a seus interresses. Massa que não sabe mais dicernir os fatos. terrivel futuro de falsa democracia. Faço apelo vocês que batam insistentimente neste fatos até haja algum eco.
Thea Tavares, Jornalista
(Curitiba/PR)
Enviado em 16/10/2006 às 10:02:36 PM
Essa história me lembra outra, aliás, de certa forma, a mesma. Só que de outro fato: quando foram divulgados no You Tube alguns vídeos do tal dossiê, era possível ver nele as imagens das entregas das ambulâncias da Planam... num ato que contou com a participação especial dos deputados sanguessugas e do José Serra. Não vou nem entrar no conteúdo dos pronunciamentos e em detalhes das imagens que levem a outros juízos de valor. Mas chamo a atenção para as entrevistas dos "organizadores" da ação e para a entrevista que José Serra deu ao final do ato. Ali, a gente enxergava apontando para a boca do Serra os microfones da Globo e do SBT em primeiro plano. Se essas emissoras já possuíam há tempos as tais imagens, porque toda a encenação inicial tanto de que sanguessuga era caso de corrupção atual, quanto o espanto sensacional sobre a "compra do dossiê", o foco único na dinheirama que ele supostamente valia e pouquíssima, quase nada de atenção para o seu conteúdo??? O mesmo conteúdo que já fazia parte do seu arquivo de imagens há muito tempo? Se essas emissoras, pelo menos, já conheciam a história toda e os seus protagonistas, por que o espanto diante da revelação dos fatos e por que todo um circo armado de perguntas "sem respostas", senão para atender a outros interesses mais ocultos (agora, revelados)?
Silvia Aquino, socióloga
(SP/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 9:58:21 PM
Acho que a toda imprensa é tendenciosa e publica o que lhe interessa. Mas não se pode inverter
as coisas e achar que a culpa de Lula não ter ganho no segundo turno é da publicação da foto
do dinheiro para pagar o dossiê Vedoin. O problema foi o PT querer comprar um dossiê para
prejudicar o outro candidato, a foto é simplesmente a comprovação do ato e nós tínhamos o
direito de vê-la. Será que se Lula tivesse ganho no primeiro turno a matéria da Carta Capital teria
sido feita? Sempre admirei Raimundo Pereira, desde a velha "Realidade" e "Opiniao", mas me
parece que agora ele virou um mero panfletário.
Cristina Santos, jornalista
(rio de janeiro/RJ)
Enviado em 16/10/2006 às 9:56:41 PM
Fico encantada com a capacidade crítica de nossos jornalistas. Mais ainda porque são estes jornalistas que adoram falar em objetividade e outras balelas. Uma pergunta apenas: quantas propagandads do governo federal tinha na revista Caros Amigos neste número? Todos sabemos de que a revista Caros Amigos está sobrevivendo: com o seu, com o meu, com o nosso dinheiro. Aliás, o dinheiro do dossie também é meu, seu, etc... Caso vocês achem interessante defender pessoas corruptas, é um direito de vocês. Agora querer ser ingênuos e dize que isso é jornalismo é demais. Cristina
Luiz Carlos Soares Moreira, aposentado
(Natal/RN)
Enviado em 16/10/2006 às 9:43:01 PM
Li a reportagem da Carta Captal e fiquei estarrecido. Realmente, o objetivo da oposição é "melar" o processo democrático em andamento, mesmo que seja através de "golpe". E o pior: com o apoio das grandes redes de notícias: Globo, Estadão e Folha.
A construção de uma democracia plena passa pela existência de um jornalismo livre, desvinculado de ações partidárias.
O POVO está apreendendo o processo democrático muito mais rápido dos que os profissionais jornalistas que atuam como os que receberam o DVD do PF, pois não foram honestos e omitiram o que foi gravado, onde está largamente evidenciado o objetivo eleitoreiro do "aloprado" do PSDB/PFL.
É preciso que se continue investigando. A origem do dinheiro, o contéudo do dossiê e a tucanada do Delegado.
Rosan de Sousa Amaral, advogado
(Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/10/2006 às 9:42:16 PM
LUIZ. QUANTO A "VEJA" NÃO LI, NEM IREI LER PORQUE NÃO PERCO TEMPO COM TAA REVISTA. NÃO ACREDITO COMO ALGUÉM POSSA ASSINAR OU COMPRAR TAL REVISTA QUE NÃO REPORTA FATO AOS SEUS LEITORES, APENAS VERSÃO SEM VERDADE FACTUAL, VERSÃO SEM PROVAS. NA REALIDADE ESTA REVISTA CRIA ESTÓRIAS COM EXPLÍCITA FINALIDADE POLÍTICA ELEITORAL.
Núbia T P Cavalcanti de Albuquerque, professora
(Recife/PE)
Enviado em 16/10/2006 às 9:29:30 PM
caro Sr Weis, a mídia golpista tenta camuflar o golpe que vem por aí dia 29 , a fraude eletrônica. Chegamos ao fundo do poço,a vontade soberana do povo é desreipeitada e não se pode fazer nada porque o TSE também é conivente.
dioniso artuffo, professor
(campo grande/MS)
Enviado em 16/10/2006 às 9:14:40 PM
Lamentavelmente, a grande imprensa brasileira mais "deforma" do que "informa". Por mais que busquemos, em veículos alternativos, informação confiável, o povo brasileiro há muito tornou-se vítima de profissionais e veículos "mendazes", que aceitam, por convicção ou por outros motivos, articular e ajustar os fatos aos interesses de segmentos da sociedade brasileira ( alinhados com seus pares estrangeiros) que, ainda mal-acostumados,concentram excesso de riqueza e poder.Somos um povo mentalmente escravizado por meia-dúzia de jornais e revistas. Que liberdade de informação é essa? Até quando, nós,brasileiros não teremos acesso à uma informação honesta e mais próxima da verdade?
Marco Toledo, Leitor
(São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 9:11:51 PM
Até que enfim se começou a fazer jornalismo. Parabén ao Weis e ao Raimundo Pereira.
evandro amaral amaral, s. justiça
(rio de janeiro/RJ)
Enviado em 16/10/2006 às 8:17:51 PM
É GOLPE, COMO OS OUTROS TANTOS URDIDOS NAS SOMBRAS DOS PORÔES DESSA MÍDIA IMUNDA E TERRORISTA ( PARCELA DELA). A NOSSA HISTÓRIA JÁ ESTÁ TRISTEMENTE CHEIA DESSES EXEMPLOS DE GOLPES CONTRA A SOBERANIA POPULAR. É UMA DESCARADA INTERFERÊNCIA NO PROCESSO ELEITORAL DESVIRTUANDO-O, AGREDINDO FRONTALMENTE A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, O ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO QUE TEM COMO FUNDAMENTO A CIDADANIA. BASTA! ESTE FATO LASTIMÁVEL E GOLPISTA DEVE SER ATACADO SEVERAMENTE PELAS FORÇAS DEMOCRATICAS DESTE PAÍS, PELA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA, E DEVERIA - COMO O É POR OUTROS ESTADOS SOBERANOS - SER TRATADO NAS BARRAS DA JUSTIÇA COMO CRIME, COMO "CONSPIRAÇÃO". ESSAS EMPRESAS DE ALGUMA FORMA TÊM QUE PAGAR POR TANTA MENTIRA E DESESTABILIZAÇÃO DO NOSSO AINDA FRÁGIL EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA. ESSES JORNALISTAS DA MESMA FORMA TERIAM QUE SER TRAZIDOS ÀS BARRAS DA JUSTIÇA. A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA QUE FIQUE MUITO ATENTA E ALERTA, POIS, JÁ VIMOS ESSE MESMO FILME PRODUZIDO PELAS SOMBRAS RODADO MUITAS VEZES NESTE PAÍS. FIQUEM VIGILANTES PORQUE O GOLPE ESTÁ ARMADO E TEM QUE SER ALARDEADO, DENUNCIADO NA DEFESA NA DA NOSSA GENTE, NA DEFESA DA DEMOCRACIA.
Maurício Meireles, Arquiteto e Urbanista
(Aracaju/SE)
Enviado em 16/10/2006 às 8:05:40 PM
Caro Luiz, o que é mais incrível é que em alguns comentários, o dossiê que nem foi divulgado ou investigado já ganha a classificação de falso. Com base em que se diz isso. Falso pq? O que se sabe dele?
Abraço,
Maurício
Augusto Felix, Pedagogo
(Rio/RJ)
Enviado em 16/10/2006 às 8:02:17 PM
Não existe neutralidade em jornalismo, assim como não existe virgindade em bordéis. O jornalismo é dialético por natureza. Entretanto, a leviandade está para o jornalista, assim como a puritanice para a prostituta.
Newton Gonçalves, supervisor de produção
(Londrina/PR)
Enviado em 16/10/2006 às 7:57:30 PM
Belo comentário. O que aliás, vindo do senhor não é novidade.
Um crime não justifica outro. O que me parece estar acontecendo é em alguns casos recentes é mais grave do que o acobertamento de fatos.
Ex.:Pela matéria da revista Veja, notamos que foram divulgadas acusações sem a devida comprovação, baseados em hipóteses. Parcial a tal ponto que a moça que produziu a reportagem escrever: "O ministro ligou para o delegado e falou: Isso pode respingar no Presidente?". Como ela soube? O ministro contou?O delegado contou?(ele diz que é mentira) ou a moça grampeou o telefone do ministro?.
Qual a intenção:?Simples: Um órgão de imprensa - qualquer um- usa sua imunidade jornalística e lança uma notícia carente de comprovação.Se for constestado ou processado, acusa o outro de censura ou atentado à liberdade de imprensa, no que é acompanhado pela maioria dos seus pares - eta classe corporativa!
Enquanto isso, o fato é usado pelo partido interessado bombasticamente sem que ele cometa crime eleitoral.-Afinal, só está reproduzindo fatos dfivulgados pela imprensa.
E por hoje chega que eu já estou nervoso
Rubem do Vale Tiné, bancário
(Recife/PE)
Enviado em 16/10/2006 às 7:46:22 PM
A Veja vergonhosamente tucanou. Cadê a independência jornalistica da Editora Abril? Basta ver a sessão de cartas, só tem opinião baixando o cacete em Lula. Será que nenhum leitor de Veja vota no Lula? Será que o governo Lula contrariou algum "legítimo interesse" dos gringos que comandam aquele pasquim?
Flávio Facchinetti, Programador
(Leme/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 7:43:09 PM
Entidades e profissionais de imprensa alimentam o fantasma da ditadura para justificarem liberdade total e irrestrita para si mesmos.
No entanto, manipulam a democracia como um jogo de xadrez.
Aos hipócritas e desinformados uma ressalva: A Carta Capital posicionou-se a favor do governo do Lula, mas em seu conteúdo não omitiu os fatos negativos do PT e da atual gestão.
Não é falta de ética tomar partido de A ou B. A falta de ética está em dizer-se isento mas pender para um dos lados.
Por que a Globo não divulgou o áudio mas mostrou as fotos?
Por que a Globo não cobriu o desaparecimento do avião da GOL?
Por que o Jô Soares convocou "jornalistas" para malhar o presidente às quartas-feiras?
Por que a Globo não declara de que lado está?
Por que a Globo editou o debate de 1989?
A resposta pode estar exatamente nas regras do xadrez outrora denominado democracia: o peão pode virar rainha. Mas essa é uma regra que eles querem derrubar!
HENRIQUE CHAGURI, engenheiro
(são paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 6:24:12 PM
A sensação, corrijo, a certeza é a de que somos todos bobos.
Nos anos 70 brigamos pela lberdade de imprensa.
Se vangloriam e se sentem um tal "quarto poder" e infelizmente podem e acabam com a credibilidade da informação.
Que triste papel esse a que se submete a imprensa nacional.
Como podem querer que leiam mais jornal, que assistam mais noticiários.
Parafraseando Drumond: "Ah. abre os vidros de loção e abafa o mal cheiro da memória ...
Haja loção.
Já faz dias, venho escrevendo a alguns órgãos de imprensa, pois essa história estava cada vez mais uma estória.
Ou uma meia história, que dá no mesmo.
Por favor, façam nos respeitar.
Triste, muito triste.
Melissa de Paula, Consultora
(Sao Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 5:52:36 PM
Ahhh... se os petistas fossem tão competentes quanto são criativos...
Luiz Carlos Luchini, Químico
(São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 4:48:44 PM
Realmente, a imprensa que se diz independente na verdade não assume o lado que defende. Além do episódio relatado, a imprensa não mostra a mesma vontade em descobrir o conteúdo do tal dossiê cuja compra interessava não somente ao PT mas também ao PSDB cujo emissário aao Mato Grosso também foi desmascarado. Não responde ainda por que a FSP não informa a seus leitores que uma de suas articulistas tem parentesco com coordenadores da campanha de Alquimin. Não vai juizo de valor à esta observação, mas a FSP deveria tornar transparente o fato. Parece-me que ética é boa discussão para os outros.
Saudações,
Luiz
fabio amaral, jornalista
(sao paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 4:34:51 PM
O lado bom desta eleição é que a mídia já tomou partido. É o caso da Carta Capital e IstoÉ pró-Lula e da Veja, Folha e Estado anti-Lula. É bom que seja assim. Todos devem tomar partido. Não existe jornalismo imparcial, principalmente quando se trata de política. Afinal, está em jogo o poder. Quem leu os livros sobre Chato, Samuel Weiner, os livros do Elio Gaspari e até os pseudo-livros do Roberto Marinho e do Otávio Frias sabe muito bem que a mídia sempre tomou partido e sempre quis ter o poder. Faz parte da natureza humana.
oliver prado, psicologo
(sao carlos/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 3:41:09 PM
Existe algum lugar onde se pode baixar esse video/audio do delegado falando com os reporteres?
Flávio Tasinaffo, Gerente Vendas
(São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 3:36:16 PM
O mesmo órgão, de um lado ocultando as imagens, sem explicação. Apenas pelo poder da turma do "abafa". De outro lado, alguém do mesmo órgão fez o que deveria ter sido feito desde o 1º dia. Não mostrar a foto beneficiava o Lula e mostrar, o prejudicava. Ledo engano, não mostrar prejudicava o eleitor e mostrar, dava transparência e mais informação para uma decisão. Mostrar era uma obrigação para que o eleitorado menos informado soubesse o que representa 1,7 milhão. O mais importante ainda continua sendo abafado: Quem forneceu essa dinheirama toda? O áudio em nada mudaria o efeito "foto".
Marcel Leal, jornalista
(Itabuna/BA)
Enviado em 16/10/2006 às 3:33:45 PM
Amigos, no meio desta enorme cortina de fumaça lançada pela Carta Capital (para minha decepção) todo mundo esquece do principal: amigos, coordenadores de campanha e petistas graúdos pagaram um criminoso para montar um dossiê falso que seria usado para detonar as candidaturas de Serra e Alckmin.
Ao contrário do que diz LUla, não foi um "erro grotesco", e sim um crime. Mudar o foco para o áudio do policial é, no mínimo, uma operação abafa.
jose sergio freitas guimaraes (articulista do "Jornal Ponto Final" sergio, tec. mineração
(mariana/MG)
Enviado em 16/10/2006 às 3:13:34 PM
Felicito os Srs. Luiz Weis e Raimundo R. Pereira pelo belo trabalho jornalistico imparcial. Volto ao tempo e lembro-me do falecido Estadista Leonel Brizola:"O Império Globo é um cancer neste País", porém hoje temos os nódulos como a "Veja", "Folha" e o "Estadão". Chega de golpe! Aceitem o mecânico no poder.
Luis Fernando Herrmann, Aeroviário
(São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 2:52:24 PM
É por essa e outras que não dá pra acreditar na imprensa, de modo geral. Infelizmente, o que prevalece na notícia são os interesses maiores que ela pode alcançar. É óbvio que existe partidarismo da imprensa, sem falar de que: quanto mais sangue melhor. (dos outros)
Chico Maia, Jornalista
(Porto Alegre/RS)
Enviado em 16/10/2006 às 2:26:54 PM
Não é Carta Capital ou Veja que estão em discussão, mas os métodos da imprensa brasileira para legitimar as suas teses. O declarado apoio da primeira ao governo Lula não redime a conduta deplorável dos veículos envolvidos no recebimento das fotos do dinheiro. A despeito das paixões partidárias, há que se considerar o rigor jornalístico de Raimundo Rodrigues Pereira. E, claro, lamentar o modus operandi da Folha, do Estadão e da Globo.
Plínio José Venturini Dotto, jornalista
(São Gabriel/RS)
Enviado em 16/10/2006 às 1:52:55 PM
Não sei se entendi bem: o vídeo mostrando o dinheiro não tem valor se não acompanhado pelo áudio? Se uma foto vale mais que 1.000 palavras, um vídeo deve valer um milhão. Outra: quando a mídia -três veículos importantes - mostram o mesmo fato contra o PT/Lula, aí não vale. Quando apenas um, assumido pró-governo, favorece o PT/Lula, aí é verdade verdadeira. Terceiro: o conteúdo do dossiê ainda não foi revelado, certamento, porque piora a situação do PT/Lula. Quarto: no OI, não vi e não li outro artigo ser tão aplaudido pela patrulha petista como esse do Luiz Weis. Por último: em que país existe o jornalismo perfeito, a mídia que satisfaz todas as ideologias? Sabemos de três ou quatro países que um das ideologias é bem servida...
Comentário do Autor
De fato, o leitor parece não ter entendido bem.
O vídeo vale como evidência de que petistas tentaram comprar material que supostamente incriminaria o candidato tucano ao governo paulista, José Serra, numa operação que o presidente Lula chamou de "abominável".
O áudio vale como evidência do interesse de um delegado da Polícia Federal em divulgar – anonimamente e sugerindo um falso roubo – imagens que ele não estava autorizado a fazer nem a distribuir.
A mídia acertou ao publicar as imagens. Errou ao omitir as palavras.
Luiz Souza, Comerciante
(Sao Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 12:44:46 PM
O Jornal Nacional passou todo mandato do Lula fazendo propaganda eleitoral para a reeleição do presidente. Tudo para conseguir um refinanciamento do BNDES. Assim como bajulava os regimes militares, Sarney, Collor ,Itamar e FHC. Acho que nunca foi tão descarado como agora com Lula. Apresentar sempre uma notícia positiva de como a população estava conseguindo melhorar de padrão de vida, etc,etc e tal. è só consultar arquivos verificar quantas notícias positivas e quantas negativas. A parcialidade do JN no governo Lula sempre foi a favor do presidente. Não só no noticiário como nas mensagens subliminares das novelas. Parecia tudo sob controle do Duda Mendonça. Não foi a Globo, nem a Veja, nem o Estadão ou a Folha que inventaram o Vadomiro, o Mensalão. o Valerioduto ,os Dólares na cueca ou o Dossiêgate. Não adianta cuspir no prato que o PT sempre comeu, quem criou o mito Lula e ajudou o PT a chegar na presidência foi esta mesma Maléfica Imprensa.
Era assinante da Folha (mais de 25 anos). Depois dessa, cancelei minha assinatura. Um jornal pode e deve ter opinião, mas não pode, em hipótese alguma manipular a informação a seu bel prazer. Pelo menos era assim que eu entendia que a Folha se conportava. Me arrependo de tanto tempo ajudando a sustentá-los. PS. Não sou eleitor do Lula. Ou não era! Já estou pensando nisso, também.
Luis Neubern, Administrador de Empresas
(São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 11:56:11 AM
Aqui neste blog, como em outros artigos publicados neste Observatório da Imprensa, tanto criticou-se a revista Veja por ser uma contadora de histórias, arma usada em favor de interesses de terceiros contrários ao Governo Lula. Agora, o que faz Carta Capital ? Para mim, o mesmo procedimento utilizado por Veja. Historinhas, contos, romance policial. Mas Luiz Weis sugere uma medalha ao jornalista Raimundo Pereira. Vai entender. Santa ingenuidade a minha.
Maria Izabel L. Silva Silva, professora
(Aracaju/SE)
Enviado em 16/10/2006 às 11:18:29 AM
Caro Weis. É até compreensível que este OI, na pessoa da Alberto Dines, se mostre preocupado com a liberdade de imprensa e credibilidade dos grandes jornais Folha, Estado e Globo! De fato, estes veículos já prestaram grandes serviço à democracia e contribuiram decisivamente para o fim da ditadura militar. Porém, o que esta acontecendo agora é um caso patologico de aversão ao governo atual, envolvimento promíscuo com a candidatura do Geraldo, e falta de respeito às instituições e população eleitora deste país! Muitos anos se passarão até que voltemos a acreditar na instituição jornalística. Lamentável pois a credibilidade se faz absolutamente necessária, caso contrário, viveremos num mundo "além da imaginação", onde paira ameaçadora a sombra de sucessivos golpes e divisões irreconciliáveis, que tanto sofrimento e amargura trazem ao povo brasileiro. Se este país se dividir ao meio, numa "guerra civil" incontrolável, a instituição jornalística terá uma imensa parcela de responsabilidade!!!
Fausto Luis, aposentado
(Campinas/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 11:07:50 AM
A parcialidade da imprensa já não influencia mais, como em outros tempos.O acesso a informação e o descrédito da Globo, Veja, Estadão e que tais, da mídia mais odiosa e comprometida, que não quis se submeter ao código de ética de jornalismo e agora se acha o quarto poder, que tudo pode e a todos desrespeita.Democracia não é isto, democracia é primeiramente respeito(respeito a inteligencia do leitor e ou telespectador), nas versões e fatos repassados e sem a menor credibilidade e com flagrante parcialidade.Tais noticias e noticiários me lembram os mexericos da candinha, que eram irrrelevantes, mas hoje a coisa é séria, influencia a todos nós e poderá determinar o futuro de todos nós.
Manoel Pinto, Teatrólogo
(Rio das Ostras/RJ)
Enviado em 16/10/2006 às 10:50:37 AM
Weis!... Parabenizar o OI, é chover no molhado, felicitações a vc é redundância, e, congratulações ao Verbo Solto é mero formalidade!
Fico mais por aqui, no Verbo Solto, e mesmo não comentando, leio todos os comentários, todos os dias! Nas três últimas postagens, que show de postagens e de comentários! Comentar, eu? para que? está tudo aí nos temas por vc apresentado e no parecer dos comentaristas. É cada melhor do que o outro. Felizmente, todos com absloluta convicção de que o "imbróglio" está de volta e o grande risco que corremos, uma vez mais, de darmos péssimo exemplo para o mundo e confirmar De Gaule! Poetas, seresteiros, namorados, correi.... É chegada o hora de cantar e gritar, golpe não! golpe não!....
Golpe...... NÃO! Seja qual for o vencedor, que seja eleito com dignidade e que a verdade prevaleça sobre todas as formas de fraudes e outros babélicos mais que possam desmoralizar nosso país, nossa gente!
antonio pereira, jornalista
(maceió/AL)
Enviado em 16/10/2006 às 10:30:58 AM
Certamente, após o período eleitoral, esse episódio, tanto a divulgação das tais fotos como o "esquecimento" dos jornalistas em revelarem as falas e o crime do delegado ficarão na história de mais uma grande farsa divulgada pela imprensa brasileira. Triste e repugnante todo o episódio. Pelo que venho acompanhando, acredito que tem as digitais do pessoal de José Serra em toda essa novela, ou melhor "matéria" do Jornal Nacional. Pode ser mais um caso, como foi a tão falada edição do debate presidentel de 1989. Quem viver verá.
Paulo Bandarra, Médico
(Porto Alegre/RS)
Enviado em 16/10/2006 às 9:35:52 AM
AH! Ia me esquecendo. O dossiê não era para ferrar o PSDB também?
Paulo Bandarra, Médico
(Porto Alegre/RS)
Enviado em 16/10/2006 às 9:33:01 AM
Faltou a matéria dizer que pela "omissão" o Ministro Tarso Genro e o novo (mais um) coordenador da campanha do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, acusaram o candidato Alckimin e o PSDB de terem COMPRADO as fotos para divulgarem. É uma tentativa desesperada para tentar abafar os crimes dos petistas aloprados. Por isto que até divulgaram que o Delegado teria dito que queria ferrar o PT. O que também não seria crime se tivesse dito, pois sua motivação fora a perseguição pessoal que sofrera. Ao contrário se realmente tivesse havido dinheiro do PSDB. Isto não é jornalismo, mas panfletagem!
Fernando Perisse, Publicitário
(Sousa/PB)
Enviado em 16/10/2006 às 9:24:01 AM
Está mais do que claro que a grande imprensa assumiu o papel de um novo poder não previsto na Constituição. Influiu delioberadamente no processo eleitoral utilizando para isso práticas até mesmo criminosas.
Carta Capital já mostroui também que isso foi feito em diversos outros paises da América Latina, sempre atingindo as forças políticas que contrariam os interêses de Bush e dos EEUU.
O que podemos fazer para acabar com a Libertinagem da Imprensa sem ferir a Liberdade de Imprensa?
Fernando Perisse
Maria Isabel Lopes da Costa, oceanógrafa
(Petrópolis/RJ)
Enviado em 16/10/2006 às 9:17:46 AM
Parabéns é pouco pela reportagem Raimundo e se cabe uma sugestão investigue o tema sugerido por William: quando Alckmin exerceu a medicina tão propalada aos quatro ventos? Quanto aqueles que não acreditam nas letras passem no www.youtube.com. Enquanto ficam engulindo o que a "Grande Imprensa" despeja todos os dias as 20:00hs ou aos domingos, a internet a muito disponibilizou as imagens. E com áudio! Um verdadeiro espetáculo!
Ao ler determinados comentários repito mentalmente o título do artigo de Marilene Felinto (CAROS AMIGOS, 110, aquela do Ciro) e me deixo envolver cada vez mais por suas palavras. Letra por letra: EU ADORO TER OPERÁRIO DE ESQUERDA NO PODER!
Silvio Hisashi Imafuku, Taxista
(Austin USA/IN)
Enviado em 16/10/2006 às 8:58:38 AM
Existem alguns pontos que é oportuno deixar dito: Uma é o atraso da
divulgação destas informações que líamos nas entrelinhas de alguns orgãos.
Outro ponto é jornalistas experientes terem corrido, barrado e "abrindo alas"
para esta ocultação, co-participando nesta força-tarefa para a felicidade do
intento. E fica o triste conceito para a sociedade, (Na realidade, já imbutido no
nosso inconsciente coletivo) de que jornalistas são estes coadjuvantes
(figurantes) que podem ser chamados quando bem entender e confiar que pelo
menos eles, não alopram. Fazem direitinho conforme o script. Triste!!!!!
Carlos Bocchi, projetista
(são paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 8:39:22 AM
Faltam respostas: Será que o Delgado-Fotógrafo também recebeu algum depósito de um pai ilegtímo descoberto às vésperas do imbróglio? Ou será que o Delegado-Fotógrafo está a espera de receber a herança de alguma tia morta recentemente? Ou será que o Delegado-Fotógrafo vai adquirir um apartamente com o dinheiro ganho com a venda de coxinhas e salgadinhos para festas? E o O.I., ainda vai insistir que a imprensa é imparcial ou finalmente a ficha caiu?
Bruno Jurema, Autônomo
(Fortaleza/CE)
Enviado em 16/10/2006 às 8:35:22 AM
Caro Luiz Weis, lendo trecho da reportagem da Carta Capital, a conclusão que se tira é a de que, muito pior do que essa tão falada corrupção do governo Lula e dossiê, o que houve foi uma operação abafa conteúdo. Isto é, toda a celeuma que a mídia fez e está fazendo é para encobrir os fatos por dentro do dossiê.
Fica exposto, também, que o atual presidente do TSE, ministro Melo, não tem mais compostura moral para dirigir as eleições presidenciais.
Outrossim, ao não permitir a penetração das urnas eletrônicas, o ministro passa um recado à nação: vale tudo no próximo dia 29!
Como se sabe, o relatório Brennan, divulgado em julho deste ano nos Estados Unidos, comprovou que nossas urnas podem sofrer, no mínimo, 120 tipos de fraudes. O ministro sabe disso mas não admite a penetração das urnas. Penetração é um varredura que se faz aleatoriamente nas urnas para verificação da eficiência do software, que pode ser modificado ao bel-prazer do programador.
Que os neoliberais desejem seu retorno ao governo, tudo bem. Agora, tomar o poder na marra. contra a vontade do povo e concupiscência dos poderes constituídos encarregados de zelar pela decencia do pleito, aí é dose!
Daniel Pereira, Analista
(SP/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 8:09:41 AM
Todo mundo sabe e vê o engajamento na camapnha do PSDB de mídias comko o Oesp , Folha e Veja esses veículos nã fazem questão nem de disfarçar isso é explícito mesmo . em relação a TV Globo , a julgar pelo seus historico de manipulções, a gente já sabe o que esperar. A Globo manipula mesmo, e usa o casal de aprentadores do JN como "fantoches" para passar ao público apenas o que interessa a empresa (Globo). É triste de ver manipulações tão descardas e explícitas nos maiores meios de comunicação do Páis. Dá para confiar em jornalistas desta esp´cei ?? Claro que não !! Confimar como ??
E ao que tudo indica novas armações estão por vir para cima do PT
que de inocente também nada tem.
Flávio Weinstein, Professor Universitário
(Recife/PE)
Enviado em 16/10/2006 às 6:31:19 AM
Prezado Jornalista,
Gostaria, pela segunda vez e pelo mesmo motivo, parabenizá-lo por sua honestidade profissional ao tratar desta questão com a idoneidade que se requer. Algo muito escasso na imprensa brasileira.
Atenciosamente,
Flávio Weinstein.
Willians Barros, Jornalista
(Porto Alegre/RS)
Enviado em 16/10/2006 às 3:53:03 AM
Pautinha para a "grande imprensa": por que o nome do "Dr." Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho não aparece nos registros do Conselho Regional de Medicina (http://www.cremesp.com.br/)??? Quando e onde o candidato tucano "cuidou de gente", dentro de sua especialidade, a anestesiologia? Descubram o hospital, a clínica, e por quanto tempo ele exerceu a medicina? "Dr" Geraldo, como sabemos, iniciou sua carreira política em 1972, mesmo ano em que entrou para a faculdade de Medicina, em Taubaté. Formou-se em 1978, quando já era o prefeito de Pindamonhangaba havia dois anos. Depois disso, deputou na Assembléia e na Câmara, sucessivamente, até virar vice de Covas. Então, cabe a pergunta: quando o tucano "cuidou de gente"? ONDE? Por quanto tempo? E por que, raios!, seu nome não está no cadastro do órgão que regula e fiscaliza a medicina, nem mesmo entre os inativos??? Para completar a singela pautinha, sugiro um box: os artigos do Código Penal para os casos de charlatanismo e curandeirismo, comentados pelo ilustre jurisconsulto Roberto Antonio Busato, presidente da OAB.
pablo Valerio Polonia, Estudante
(Florianópolis/SC)
Enviado em 16/10/2006 às 2:05:06 AM
É triste ver a manipulação da mídia e como a "Sociedade Esclarecida" (para as revistas e jornais, seus leitores) caí nessas piadas...
Dêem uma olhada na charge que fiz sobre o assunto no site: http://subversivos.libertar.org
Schetini Rossi, Comerciante
(São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 1:06:52 AM
A POLICIA FEDERAL desmentiu a História da VEJA, como sempre baseada em fontes fantasmas. Será que panfletos como a revista VEJA continuarão impunes?
Maria do Carmo, Professora
(Cuiabá/Mt)
Enviado em 16/10/2006 às 12:58:42 AM
ONDE ESTÁ A FITA?
Mário Serafin, jornalista
(Joaçaba/SC)
Enviado em 16/10/2006 às 12:49:09 AM
Não vejo nenhum problema na divulgação das fotos, como querem imputar. Aliás elas deveriam ter sido divulgadas no dia da prisão e apreensão da dinherama. Foi assim que a Polícia Federal fez em Santa Catarina, no caso Aldo Hey Filho, e esteve no site da PF até a polêmica de "cadê o dinheiro". A divulgação favoreceu o atual presidente "que é vítima de tudo isso". Estamos tapando o sol com a peneira. A verdade é que nessa história não existe nenhum santinho.
Fernando José, bancário
(São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 12:44:58 AM
A correta - pelo menos aparentemente - reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira tem um grande defeito: foi publicada pela Carta Capital, revista sabidamente privilegiada pelas polpudas verbas federais. Em outras palavras: a revista não tem isenção suficiente para apontar um eventual complô da mídia, uma vez que é parte interessada em defender o governo. É bom lembrar que, um mês antes de o procurador-geral da República divulgar seu relatório apontado a existência de uma quadrilha no seio do governo federal, a Carta publicou matéria tentanto desconstruir o relatório da CPI. Assim, a reportagem sobre o suposto complô soa agora como um panfleto petista. Mino Carta assumiu publicamente sua opção pela candidatura Lula, o que só faz confirmar a tendenciosidade da reportagem de Raimundo Pereira. Não há inocentes na política e na mídia. Todos atendem a interesses de grupos. Se for para levar a sério a matéria da Carta Capital, é preciso que os áulicos também não estrilem com as tão criticadas reportagens da VEJA.
Fernando Ferreira, Analista de Sistemas
(São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 12:23:40 AM
Weis, só aqui no OI e na Carta Capital (Leandro Fortes), eu vi esse assunto ser abordado.
Graças ao Raimundo Pereira, o assunto ganha um pouco mais de destaque.
A cada dia, ao invés de respostas, só aumentam as perguntas.
Carlos Santana Belinatti, professor universitário
(Sorocaba/SP)
Enviado em 16/10/2006 às 12:05:27 AM
Um pouco de refresco na memória para lembrar que Carta Capital foi a revista que declarou apoio explícito ao candidato Lula e justificou dizendo que lá fora "nas Oropas, como fala o presidente" assim acontece e é "normal".
Carta Capital perdeu credibilidade (e assim já estava previsto) e o que faz agora com essa reportagem sobre o dossiê é puro “facciosismo panfletário” e apenas está cumprindo direitinho a sua lição de casa e participando da central de boatos, mentiras e achincalhes à nossa inteligência, que a campanha de Lula tem feito contra a candidatura Alckmin.
Se precisar a revista irá negar até que o homem colocou seus pés na Lua e afirmará com justificativas (são criativos!!!) que a Terra não é redonda e negará inclusive a Lei da Gravidade.
É o jogo eleitoral...! No qual ela (a revista) tomou partido a favor de Lula e do PT. Não dá para levar a sério e é mais um desrespeito à inteligência cidadã e um cruel desprestígio à imprensa no Brasil. E depois reclamam que está se lendo cada vez menos, jornais e revistas!!!
Andres Vince, Artista Gráfico
(Porto Alegre/RS)
Enviado em 15/10/2006 às 11:10:56 PM
A reportagem da Veja desta semana vai virar bandeira dos partidos de oposição. Ninguém discute que o papel aceita tudo. O fato do delegado ter exigido a veículação do material no JN vai passar ao largo. O fato dessa revista ter publicado uma capa com charge do presidente levando um pé na bunda não é levado em consideração pelos leitores. Uma postura altamente desreipeitosa que poderia, ao meu ver, ter resultado em uma CPI da Imprensa. Mas claro que isso nunca vai acontecer, pois, qualquer atitude nesse sentido resultaria num violento movimento anti-censura. O mais impressionante é que a vanguarda desse movimento se daria pelas pessoas que foram beneficiadas pela censura durante a ditadura. Viva a liberdade de imprensa, viva o desrespeito pela poder democraticamente constituído. Mas o que me intriga é o silêncio sobre o conteúdo "fajuto" do dossiê. deem uma passada no site do Youtube e digitem a palavra sanguessugas na busca e vejam que maravilha de material está dispónível para quem quiser ver a maracutaia de que ninguém fala nada. Chega a aparecer em um dos videos, duas ambulâncias para uma cidade que não deve ter dois mil habitantes. Não existe nenhum audio em off nem edição, são imagens cruas que falam por si só. Mas nelas aparecem todos rindo e felizes, já sabemos por que não é?
Núbia Tavares, Zootecnista
(Angelim/PE)
Enviado em 15/10/2006 às 11:00:54 PM
A pergunta que não quer e não pode calar é: Por- que a imprensa marron insiste em proteger os tucanos e pfl , escondendo que o conteúdo do DOSSIÊ é caixa 2 3 4 5 mil da campanha dos mercenários da política no Brasil????
Aluizio Medeiros, Adm de Empresa
(Porto Velho/RO)
Enviado em 15/10/2006 às 10:38:01 PM
Todos sabem que no PT não tem nem um santo, ainda que isto não seja regra. Mas o que podemos esperar se alguns veículos de comunicação colocam-se ao lado de partidos e políticos, se é essa mídia que deveria ajudar a defender os interesses da sociedade, divulgando e denunciando descalabros, para que os poderes constituídos de nossa República possam agir.
José de Souza Castro, Jornalista
(Belo Horizonte/MG)
Enviado em 15/10/2006 às 10:20:25 PM
Na matéria de capa da Veja desta semana, assinada por Marcio Aith, tem logo no primeiro parágrafo uma informação relevante, embora eu não saiba se verdadeira. Diz: "Gedimar e Valdebran foram flagrados com 1,7 milhão de reais para a compra do dossiê falso que serviria para ligar os tucanos à máfia dos sanguessugas". Pois, então, a Veja descobriu que o dossiê é falso... e dá a informação assim, en passant? Não seria essa a verdadeira capa que não houve? A prova de que o dossiê é falso não calaria a boca dos petistas que vivem aos berros, cobrando da imprensa o fato de não ter revelado ainda o conteúdo do dossiê? E não levaria ao ridículo ainda maior os autores da idéia de pagar 1,7 milhão por um dossiê falso? Ou será que a Veja não tem prova do que afirma e apenas jogou a rede para ver se no arrastão pega algum peixe graúdo? Quando se faz jornalismo sem distinguir entre fatos e ficção, tudo é possível... Até mesmo descobrir mais três delegados da Polícia Federal que, em off, lançam graves acusações sobre o ministro da Justiça e um diretor da PF, usando a Veja como veículo. Diz-me com quem andas... Marcio Aith não é ingênuo, pois escreveu: "A PF é uma organização altamente profissional mas seus delegados são pessoas, eleitores e têm lá suas ligações políticas com o PT e com seu adversário, o PSDB". Ou ele é ingênuo, pois, apesar disso, escreveu tudo aquilo?
Rogerio Martins, Produtor cultural
(Governador Valadares/MG)
Enviado em 15/10/2006 às 10:08:36 PM
Não tenho o que comentar. Estou , assim como milhares de pessoas, pasmas e atordoadas com a gravidade dos fatos.
Estamos novamente diante de outra versão do "Muito além do Cidadão Kane"... Triste país. Desgraçado povo que tem para sí essa imprensa lamentável.
A Globo deve ao governo federal os tubos de impostos, e a Tv digital está aí. 2007 é amanhã! Como saudar os impostos devidos pela Rede Globo ao povo brasileiro e ainda participar desse maravilho evento digital? Melhor dar o golpe e receber depois a gratidão dos que vendem esse país e ora ou outra doam o que não lhes pertecem...
Eu penso que isso que aconteceu deveria ser i nvestigado pela Polícia Federal, até para que seja dela lava a mácula e reitegrada ao seu lugar de respeitabilidade e confiabilidade. Penso que interferir assim, mesmo sendo imprensa, de maneira tão aberta e contundente se faz crime contra as instituições legais. Terrorismo deve ser tratado como manda a Constituição Federal deste país.
Não há o que justificar, mas há muito que lamentar vendo a democracia ser aviltada, estrupada por orgãos de comunicação que lutam tanto pelo direito e pela liberdade de si e dos outros.
Pobre país. Pobre povo desgraçado que até no seu momento único de poder é roubado!
Alexandre Diogo, Empresário
(SÃo Paulo/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 10:07:47 PM
Acho primordial que a Carta Capital faça este alerta à sociedade brasileira, e que o observatório ecoe e questione tal postura da grande imprensa nacional. Não tenho nenhuma dúvida de que esta postura, em especial da TV Globo, com uma massificação gigante e totalmente tendenciosa da imagem do dinheiro e do tema dociê na reta final do primeiro turno, teve importante impacto na reação popular que levou ao segundo turno. Como diz hoje Paulo Henrique Amorim (Conversa Fiada - IG), precisamos ficar atentos para outros "golpes de estado" que podem estar sendo articulados. Não podemos aceitar passivamente tão acintosa manipulação dos fatos com vistas à interferência direta no processo eleitoral brasileiro! Precisamos ter acesso aos fatos reais, de forma isenta, para que cada um faça seu próprio julgamento e eleja com base nisto o presidente da república. Este é o papel de uma imprensa séria, ética e profissional que o Brasil quer e precisa!
Silas Leite da Silva, Funcionário público
(Brasília/DF)
Enviado em 15/10/2006 às 10:06:28 PM
Acho muito importante a existência da revista Carta Capital e de artigos como o referido acima, embora eu ainda não o tenha lido na totalidade. Acho sintomático de um Brasil oligárquico, no qual alguns cidadãos se acham titulares exclusivos dos chamados direitos da cidadania, o fato de muitos denunciarem que a Carta Capital exerce sistematicamente a "defesa do PT" quando, a meu ver, apenas apresenta o nível de isenção necessário que deveria pautar os demais órgãos da imprensa brasileira. Por uma questão de lógica , os mesmos que criticam a "manipulação" da Carta Capital admiram ou fingem admirar de forma muito interessada a "isenção" da revista Veja. A partir de tal situação, pode-se afirmar que no Brasil há várias verdades e muito mais mentiras segundo a oportunidade e o interesse de cada um. Nesse contexto, é sempre positivo um artigo como o do jornalista Luiz Weis e outros divulgados pelo Observatório da Imprensa.
Bruno Pinheiro, médico
(Marília/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 9:52:13 PM
É flagrante a parcialidade da imprensa em benefício à candidatura Alckmin. A matéria da veja , citada no texto, é uma ofensa à inteligência do leitor. Eu me pergunto :qual é a motivação da Veja em eleger alckmin? Deve ser uma motivação tão grande que vale a pena colocar sua credibilidade ( na minha opinião, há muito tempo perdida) em jogo. Mesmo que a reportagem fosse crível ( ela não é) eu vejo outro erro na cobertura eleitoral da Veja. Eu acho natural que determinada publicação tenha preferência por um ou outro candidato ( todos os jornalões, a globo , a Veja e a Época são clarramente pró-Alckmin). Mas, o mais natural seria que essas publicações deixassem claras, em seus respectivos editorias, as sua preferências. Ao invés disso , eles fazem o jogo tucano vestindo uma máscara de imparcialidade.
Monte Carlo Monaco, aposentado
(ijui/RS)
Enviado em 15/10/2006 às 9:43:40 PM
Quando falo que está na hora de uma CPMI - séria - sobre a imprensa brasileira, me chamam de louco, autoritário, ditatorial, inimigo da liberdade de imprensa, etc.....Será?.....
DA SILVA, Mateus Domingues, estudante
(Washington DC/IN)
Enviado em 15/10/2006 às 9:42:05 PM
Pensava que o maior golpe branco numa grande democracia desde 1990 fosse a eleição de 2000, aqui nos US, quando Al Gore, de forma suspeita foi derrotado por Bush. Agora nós brasileiros deixamos os americanos comendo poeira. Lula gosta de dizer que nunca em outro momento ou período da história do Brasil houve presidente tal qual a ele; agora graças à Globo, ao Estado e à Folha, ele poderá dizer que nunca na história, não do Brasil, mas da humanidade, pelo menos nos últimos 15 anos, em uma democracia supostamente séria, houve uma tentativa de golpe como a que ele sofreu _ ele que já havia sofrido um duro golpe da Globo em 1989 (1989 não vale, ainda havia Muro de Berlim, e o Brasil não havia provado ser uma democracia séria. Párabéns Globo, Estadão e Folha: vocês fizeram um bem tremendo para este país: é, no Brasil, a primeira tentativa de golpe, desde a Proclamação da República, sem a participação dos militares. Mais uma vez a jovem democracia brasileira é um exemplo para o mundo!
Cristiano Medri, biólogo
(Londrina/PR)
Enviado em 15/10/2006 às 9:22:41 PM
A revista Veja me provoca asco. Não conheço publicação tão parcial e caluniosa quanto esta. Publica antes de averiguar a verdade, de maneira sensacionalista, sempre contra o governo, sempre a favor das forças conservadoras. No plebiscito sobre o desarmamento, fez uma capa com 10 motivos para ser contra o desarmamento, foi uma das reportagens mais arrogantes que já li. Para os desavisados, parece que a Veja é paladina da ética, o problema é que parece que a desonestidade mora só de um lado. Fui assinante da Veja por muito tempo, jamais serei novamente.
luzete pereira, professora
(jpa/PB)
Enviado em 15/10/2006 às 9:20:45 PM
sera que o Dines, a quem aprecio muito, leu sua analise? digo isto porque ele tem exagerado (e decepcionado) quando acusa os petistas de exagerarem na sua critica a imprensa. carta capital prova, com um jornalismo critico, os bastidores da noticia. luzete
josé nogueira, funcionário público
(São Bernardo do Campo/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 9:13:26 PM
As omissões da mídia se explicam pela "Lei de Ricúpero", ou seja, "o que é bom para os tucanos a gente mostra, o que é ruim a gente esconde".
Soledad SOLEDAD, Bacharel em Direito,Músico e poeta
(Rio preto/SP/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 7:51:28 PM
OLá Luiz, muito lúcido e importante seu artigo. É fundamental que a parte "livre" da Imprensa aja agora concretamente de forma a elucidar e divulgar o caso. Sob pena de anular sua própria credibilidade por uma terrível omissão. Tem que ser agora.
josé paulo badaro, desempregado
(são paulo/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 7:15:21 PM
Parafrazeando-lhe eu diria que o título correto da matéria deveria ser: “O vídeo mostrado pela metade e o áudio omitido por inteiro”, isso porque na minha modesta opinião a Imprensa foi cúmplice no crime eleitoral relativo à divulgação das fotos, e incrivelmente omissa em relação ao vídeo contendo as cenas explícitas de entregas de ambulâncias super faturadas, na presença do então ministro Serra e do então governador Alckmin, se bem que, assim como eu, algumas poucas pessoas conseguiram assistir a esse vídeo na Internet. Vale dizer, se o delegado e a Imprensa tivessem real interesse em divulgar material de interesse público, deveriam divulgar, também, em nome da imparcialidade, o DVD com as imagens das ambulâncias. Afinal, as duas coisas dizem respeito ao mesmo caso, ao mesmo dossiê, ao mesmo assunto. Em segundo, parabenizo o OI por abrigar opiniões tão divergentes (sera?), pois uma semana atrás fomos obrigados a amargar um artigo ligeiramente raivoso e mau humorado do Mauro Malin, dizendo que aqueles que enxergavam parcialidade por parte da mídia na cobertura da eleição estariam viajando na maionese... Oras! Fico feliz agora, ao ver você e o grande Raimundo Rodrigues Pereira deslizando maionesicamente ao nosso lado!!!
Moacir Teles Maracci, Professor
(Presidente Prudente/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 7:09:58 PM
O vídeo foi divulgado, mas o áudio foi ocultado. Mas não é só isso. O conteúdo do tal dossiê não é sequer lembrado para divulgação. É a pergunta insistente de Lula, o que há no tal dossiê? Toda essa história tem tudo para ser uma enorme farsa para prejudicar a campanha de Lula. Afinal, na propaganda do PSDB aparece que o dossiê era contra o Alckmin. Uai!! Não era contra o Serra? Agora mudou? Com a palavra os trapalhões (será?) tucanos. Moacir
Danilo Jorge Barreiros, estudante
(Salvador/BA)
Enviado em 15/10/2006 às 7:04:56 PM
Pois é! O recalque da mídia veio à tona. Sobre a Globo? Já vi esse filme. Triste sina. Á mídia brasileira está operando no limite (que odor de golpe!). Há muito tempo os meios de comunicação arbotaram a Ética do seu ambiente de trabalho, apesar de cobrar de um certo partido político( que odor de hipocrisia!). É o velho DNA farisaico PFLista. Isto não vai ter fim no Brasil?
Nei Oliveira, autonomo
(SP/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 6:50:41 PM
De onde tiraram a ideia de que o JN nao citou o desaparencimento do aviao da Goll? Eu me lembro muito bem que esta noticia foi dada naquele dia.
Comentário do Autor
Confira a íntegra do JN de 29 de setembro em http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,3586-p-29092006,00.html
Bernardo Costa, Estudante
(RJ/RJ)
Enviado em 15/10/2006 às 6:36:45 PM
Pois é. Duas reportagens comprometedoras. A de Carta Capital mostrando o lado negro tucano, e a de Veja, bem... deixa para lá. O detalhe é o seguinte: a polícia federal já soltou uma nota dizendo que Veja foi leviana nas informações de sua reportagem. Dai, a eu mesmo não ter nem me dignado a comentar a sua reportagem, se é que assim se pode chamá-la. Mas e carta capital ? Cadê a resposta a carta capital ? Por que sempre que existem estas histórias escabrosas coma mídia tudo, fica por debaixo dos panos e nada vem a tona, nem que seja para dar uma resposta convincente ou não ao que a reportagem de carta capital disse ? É muito estranho que a mídia tenha até agora tentado se defender na base do silêncio. A imprensa existe para dar informação e não para sonegá-la. Quero só ver a folha, o estadão, e a globo tentarem se defender do episódio que carta capital conta. E para mim, cá entre nós, silêncio destes órgãos soa quase que como confissão de culpa. Tem outro detalhe que o artigo passou batido, mas que é de fundamental importância na reportagemd e carta capital. No começo da reportagem, evidencia-se que, quem primeiro soube do "furo jornalístico" das fotos não foi nenhum dito órgão de imprensa, mas sim gente ligada a campanha de Alckmin e Serra, que estava presente ao local antes que qualquer outro jornalista estivesse lá. Fica a pergunta: quem aparelhou mais o estado PT ou PSDB ?
Jorge Oliveira, OP.CNC
(Carapicuiba/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 6:36:40 PM
Assim caminha boa parte da mídia, manipulando e enganando, mais fazer o que né? Eu por ex: acho a Globo,Folha e o Estadão o maximo em jornalismo - tenho uma afinidade tão grande com esses orgãos de imprensa que hoje em dia não assino e não compro em bancas os jornais Folha e Estadão e, não perco minha saude mental assistindo ao Jornal Nacional, com tanta mídia boa por ai eu vou ficar estressado para que? "Não adianta se preocupar com coisas sobre as quais você não tem controle. Quanto às coisas sobre as quais você tem o controle, faça algo para resolvê-las, em vez de ficar se preocupando."
marina chaves, bancaria
(marilia/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 6:17:39 PM
eu penso que os dois lados da questao erraram e feio.. e explico o porquê. o candidato jose serra já estava praticamente elito em sao paulo e me parece que os desesperados petistas queria comprar o tal dossie para prejudicar josé sera. imaginem se a pf nao tivesse agido ... será que os petistas de plantao iriam esconder o tal do dossie? duvido muito. só que foi tao feio o que fizeram que prejudicou até a candidatura lula........ a reeleiçao já estava garantida em primeiro turno. qualquer um preceberia que a divulgaçao da dinheirama foi uma provocaçao politica....... mas o pt errou e ofereceu a deixa para que isso ocorresse... na minha opiniao, nenhum lado tem razao nessa historia....
Felix antonielle, aposentado
(RJ/RJ)
Enviado em 15/10/2006 às 5:39:50 PM
Nem todos sabem que a Globo beneficiou o candidato tucano de forma decisiva às vésperas das eleições, com a divulgação das notas de dinheiro e ocultação de informações cruciais, creio ser por isso que o candidato opositor só sabe falar nesse assunto. É o samba de uma nota só, mas aqui no Rio, parte da população não gostou da agressividade do tucano, e , a prova é que na pesquisa de intenção de votos, o Lula está bem na frente. Mas os tucanos ainda podem apresentar uma outra igual ou pior. Eles não sabem que no jogo um deve ganhar mas querem a todo custo ganhar , custe o que custar. E ainda flam de ética.
Marco Costa Costa, T.P.A.
(São Caetano do Sul/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 5:36:14 PM
Para saber de fato os porquês da divulgação das fotos e não do audío da fita que foi passada para a imprensa sobre o dossiêserra, se faz necessário uma investigação completas sobre o ocorrido. É preciso saber quanto o delegado Bruno levou (se é que levou) em dinheiro para repassar o produto do possível crime. Quanto ao Estadão, Folha e Globo investigar até que ponto estão envolvidos em conluio com os candidatos citados do dossiê e, também o porque somente estas empresas tiveram acesso com o conteudo dos fatos relatados nos respectivos meios de comunicação. Vale dizer, esta imprensa conservadora tem objetivos não confessavéis com políticos que estão a serviço do capital nacional.
taciana oliveira, aposentada
(natal/RN)
Enviado em 15/10/2006 às 5:35:03 PM
Ótimo saber que o professor está de volta! Até parece o antigo. Estou feliz de reencontrá-lo. Aproveite e dê uma olhadinha nas explicações de Josias a respeito das apurações sobre a " compra do dossiê". Parece que os efeitos desta jogada estão se exaurindo, está perdendo a graça ou estão cansando. Portanto, esperemos nova jogada sensacional nessa próxima semana ou na outra, para atingir a candidatura de Lula.
Jaqueline Ruza, Psicopedagoga
(Guarulhos/SP)
Enviado em 15/10/2006 às 4:15:32 PM
Weis, CONVENIÊNCIA & ÉTICA raramente caminham juntas. Cada um que decida, de acordo com sua condição moral, financeira e pessoal, qual o grau de importância das informações que ele pretende prestar e com que dedicação e cuidado ele o fará. Ao público, ainda incauto em sua grande maioria, resta tentar fazer uma leitura (o mais inteligente possível) dessa realidade e assim desenvolver seus conceitos. Na imprensa é assim...na saúde (onde atuo) idem, na educação não é diferente, na segurança também...e acho que em todos os cantos da sociedade. Na verdade, cada um que deite sua cabeça no travesseiro da consciência e durma, se puder.
Fábio Carvalho, Jornalista
(Porto Alegre/RS)
Enviado em 15/10/2006 às 3:22:51 PM
Raimundo Pereira é peso pena só na balança. O fato de as equipes de Serra e Alckmin terem sido informadas da prisão de Gedimar e Valdebran antes mesmo de chegarem à superintendência da PF é curioso. As equipes de campanha disseram que foram informados pelo site de Cláudio Humberto! A mídia que perguntava onde estavam as fotos do dinheiro sumiu com o áudio do delegado Edmilson Bruno? Com a palavra, como sempre, o trio Folha, Estadão e Globo.
pela USP, onde lecionou Sociologia da Comunicação.
Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal "O Estado de S.Paulo". Entre
outras atividades, foi redator-chefe das revistas "Superinteressante" e "IstoÉ",
editor-assistente da "Veja", editor político e apresentador do programa
"Perspectiva" da TV Cultura, editor nacional da "Visão" e editor de assuntos
especiais da "Realidade". É autor, com Maria Hermínia Tavares de Almeida, de
"Carro-zero e pau-de-arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime
militar, in "História da Vida Privada no Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (org.),
1998, e do perfil político de Vladimir Herzog (sem título), in "Vlado — Retrato
da morte de um homem e de uma época, Paulo Markun (org.), 1985. Recebeu o Prêmio
Esso de Jornalismo Científico, em 1990.
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