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O apagão da Telefônica
Postado por Luiz Weis em 4/7/2008 às 9:36:26 AM
 
 

Um leitor alerta:

“Tanto a TV Bandeirantes quanto a TV Globo, em seus jornais da noite [da quinta-feira] referiram-se de passagem ao nome da Telefonica quando noticiaram a pane [que prejudicou o acesso à internet em 400 municípios paulistas]. O nome não foi mencionado nas manchetes, só no decorrer das matérias, e de ‘leve’.”

Todos os grandes grupos empresariais de comunicação têm interesses, atuais ou potenciais, no setor. Proteger ou malhar a Telefônica deve fazer parte desse jogo.

O público não pode perder de vista esse clima de promiscuidade ao avaliar o farto - e justificado - noticiário sobre o apagão do Speedy, o sistema de banda larga da Telefônica, assinado por 2,4 milhões de usuários em São Paulo.

O que evidentemente não atenua em nada as responsabilidades da Telefônica. A Folha, por sinal,lembra que no fim do ano passado o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) testou os serviços do Speedy “e verificou que o sistema era instável”.

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Ivo A.  Auerbach, Aposentado (Palhoça/SC)
Enviado em 5/7/2008 às 11:20:27 AM

Moro em Santa Catarina e aqui não existe essa tal de Telefônica, portanto não posso opinar a respeito dos serviços prestados pela dita cuja. Mas o que eu gostaria de perguntar é o seguinte. A tal de privatização dos serviços prestados pelo Estado Brasileiro, não veio para suprir as ditas deficiências nos serviços? Onde está a tal eficiência tanto apregoada pelos defensores do Estado mínimo? Não propagavam aos quatro ventos que as privatizações viriam para baratear custos e aumentar a qualidade dos serviços prestados? Mas isso realmente aconteceu? São perguntas sem respostas. O que aconteceu foi justamente o contrário. Um aumento extorsivo para os usuários e uma péssima qualidade dos serviços. O povo perdeu duas vezes. Quem saiu ganhando com isso foram os burocratas de plantão que, com suas negociatas, “venderam” as estatais a preço de banana. Ou os senhores tiram seus traseiros das cadeiras que ocupam, ou dêem o lugar prá quem queira trabalhar!
Sibila  Sibila, Jornalista (Sao Paulo/SP)
Enviado em 4/7/2008 às 11:01:50 PM

É por estas e outras que eu me livrei da Telefônica há quase 4 anos atrás. E passo bem, sem aborrecimentos nem sobressaltos financeiros. Não dependo da Telefônica prá nada, se estou na rua e preciso de um cartão telefônico para usar um orelhão eu coloco crédito no meu celular e falo. obs : Os celulares da minha família não são : nem VIVO nem TIM, leia-se Telefônica. Todo mundo da minha família abandonou esta deficitária e dispendiosa prestação de serviços. Aos amigos e conhecidos eu divulgo a péssima empresa que é a Telefônica.
alberto  santana, advogado (exu/PE)
Enviado em 4/7/2008 às 10:04:05 PM

O governo tucano (será do Covas?) privatizou a Telesp em meados de 95, não sem antes investir 21 bilhões na companhia antes da privatização, vender por 22,8 bilhões e só arrecadar 8,8 bilhões de entrada. Diante dessa benevolência tucana para com o empresariado espanhol, pergunta-se: por quê haveriam de criticar o filho mimado? É mais uma pena que é arrancada do penacho tucano. Ah, se fosse o Lula...
Luiz Humberto  Viana Neto, Estudante (Brasília/DF)
Enviado em 4/7/2008 às 7:23:55 PM

Weis, o que não dá é para engolir umas pautas tão medíocres como as oferecidas pelos nossos jornalões. Eu realmente não acompanhei a cobertura da mídia eletrônica, pois realmente prefiro a leitura, mas os impressos todos fizeram corpo molo e não falaram da real situação de monopólio que vive nosso sistema de telecomunicações. É essa a pauta que faltou. A folha tentou falar um pouco, com uma reportagem da sucursal de Brasília, mas~ficou muito superficial, parecendo que era um favor da telefônica explorar o serviço.
marina  chaves, bancaria (marilia/SP)
Enviado em 4/7/2008 às 7:19:44 PM

graças a deus nao fiquei sem internet, pois uso o sistema a cabo.... mas nao conseguia acessar alguns sites.... mas fiquei sem telefone... aqui na minha cidade nao foi só o sistema da internet que falhou, mas metade da cidade ficou com os telefones fora do ar.... ah, nem precisa dizer o nome da empresa...
Wilson  Aloise, Emrpesario (São Bernardo do Campo/SP)
Enviado em 4/7/2008 às 5:20:58 PM

Cabe aqui mais uma vez a reflexão: pode a midia agredir seu anunciante? Nunca se morde a mão que alimenta. A segunda reflexão é: Não existe uma agencia nacional para avaliar o desempenho dessas empresas (que diga-se de passagem) é uma das mais populares do procon?
Carlos N  Mendes, industriário (Santos/SP)
Enviado em 4/7/2008 às 1:27:57 PM

O apagão daTelefonica fez-me perder 5 horas da minha vida tentando configurar meu sistema - eu achava que era meu roteador recém-instalado. Se tivesse perdido 2 minutos ouvindo as manchetes de algum jornal televisivo teria me poupado desse aborrecimento. Isso só prova que não podemos excluir as outras mídias em detrimento da aparente imensa vantagem que a internet tem. Já em relação à matérias tendenciosas ou cheias de dedos... A Globo não sabe se chama as FARC de terroristas (Jornal Nacional, 02 de julho) ou narco-guerrilheiros (Jornal Nacional, 03 de julho). Acho que a aparente auto-moderação do dia 03 se deu porque já se sabia do pagamento do resgate. E interessante, a corresponde da Globo nos EUA deu matéria tendo ao fundo uma bandeira americana hasteada, igualzinho a qualquer filme ufano-ianque.
Antonio  Souza, Engenheiro (Santos/SP)
Enviado em 4/7/2008 às 10:25:14 AM

Concordo. Na Record, apenas algumas vezes citava o nome da TELEFÓNICA, pois na maioria das vezes dizia que "uma empresa de telefonia...". Já o título da reportagem na Folha de S. Paulo é de doer: "PANE NA TELEFÔNICA DEIXA SP SEM INTERNET". A impressão que dá, ao ver o título, é que NINGUÉM em todo estado de São Paulo acessou a internet. É brincadeira. Deixo isso claro porque sempre há algum desavisado que acredita nisso e sempre tira conclusões precipitadas apelas ao ver o título.
   
Os ´outros lados` da lei seca
Postado por Luiz Weis em 2/7/2008 às 9:32:21 AM
 
 

A lei seca está na boca do povo.

Qualquer pesquisa que se faça sobre o assunto que mais tem chamado nestes dias a atenção de ouvintes, espectadores e leitores com toda probabilidade dará tolerância zero na cabeça – como acontece com as notícias que mexem diretamente com a vida cotidiana das pessoas.

Nesse caso, a mexida é profunda. Envolve beber e dirigir, duas coisas – juntas ou separadas – de que a grande maioria gosta. Envolve o risco de sentir o bafo da polícia no cangote. Envolve ter de tomar decisões novas: sair para a vida de taxi, ou contar com o abstêmio de turno, ou simplesmente apostar na sorte.

Envolve pensar – até que enfim – nas inevitáveis tensões entre o direito individual e a segurança coletiva. E nos limites: se 0,29 miligramas de álcool por litro de sangue é muito pouco para o motorista merecer multa, e 0,3 mg/l muito pouco para merecer processo criminal, qual seria o ponto ótimo entre o permitido e o proibido?

A imprensa está tratando de cercar o assunto por todos os lados – menos um. Assim como repetem todos os dias quadros com as perguntas que o leitor se faz sobre a lei e as respostas que ele necessita conhecer para se orientar, os jornais precisariam fazer algo parecido com o teor da polêmica: mapear e manter na página os argumentos a favor ou contra a novidade, que vêm pipocando em entrevistas e artigos assinados.

Pode ser que os zangados com a medida permaneçam como estão, sejam quais forem as idéias dos seus defensores. Mas se fosse se pautar por isso a imprensa se trairia a si própria, deixando de dar os “outros lados” da questão - ou de qualquer outra que polariza a sociedade.

O que não dá, de toda forma, é cobrir o assunto pela rama, burocraticamente. Se é verdade que a polícia está de olho nos motoristas, muito mais ainda os motoristas e o público estão de olho no que a mídia lhes entrega sobre o caso de seu interesse personalíssimo.

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Ivo A.  Auerbach, Aposentado (Palhoça/SC)
Enviado em 3/7/2008 às 10:04:52 PM

Eu sou cético quanto à duração desta medida (a lei seca). Vamos ver quanto tempo vai durar a dita cuja; porque no Brasil temos dois tipos de leis: as que “pegam” e as que não “pegam”. Estou torcendo para que esta seja do tipo: das que “pegam”. Tudo vai depender das autoridades.
Jairo Fernando  Oliveira, Profissional autônomo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 3/7/2008 às 9:45:41 PM

Estou plenamente de acordo com a nova lei. E gostei muito quando o Jornal Hoje, da Rede Globo, desmentiu os boatos de que 2 bombons de licor seriam suficentes para infringir a nova lei. Na verdade, nem 7 bombons de licor não são sufientes. E o anti-septico bucal acusa álcool somente se usado imediatamente antes do teste. Não podemos considerar a lei excessivamente rigorosa porque há pessoas que bebem um copo de vinho e ficam bêbadas. Torço para que esta lei provoque uma conscientização nos motoristas brasileiros e que todos compreendam que bebida e direção não combinam, seja quantas ml for.
Jose  de Almeida Bispo, Publicitario e radialista (Itabaiana/SE)
Enviado em 3/7/2008 às 4:25:57 PM

Nos vós preocupeis à toa, caro Weiss, o insuspeito Janio de Freitas, de fina cepa já faz o contraditório por vós reclamado no "ritmo Folha de oposição (qualquer oposição) ao Lula": já bate na "insanidade" da Lei. Claro, é para perspegar no governo federal. Já, já o Cansei sairá às ruas para protestar contra "mais essa atitude ditatorial desse governinho que está aí"... Êta província! Grande Max Gonzaga (aqui:www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs)
Alexandre Carlos  Aguiar, Biólogo (Florianópolis/SC)
Enviado em 3/7/2008 às 9:03:14 AM

Concordo com o Marco Antonio: a lei é ainda muito branda. O pior de ouvir os beberrões de plantão a "exigir" seu direito de poder ir a um restaurante e beber um vinhozinho com a esposa e a namorada, é ler e ouvir dos articulistas dos jornalões as defesas de tese quanto aos direitos e garantias individuais. Ora, direito a matar ninguém discute, não é mesmo? Pois é isso que fazem os beberrões quando tomam seu vinhozinho e pegam no volante. Ou o brasileiro abandona seu perdularismo, incluindo o desrespeito à lei, ou vai começar a mofar na cadeira.
marina  chaves, bancaria (marilia/SP)
Enviado em 2/7/2008 às 8:36:36 PM

pois eu sou a favor da chamada lei seca.... não dá mais pra suportar ver pessoas morrendo no transito por causa de motoristas embriagados....
Marco Antônio  Leite, TST (São Caetano do Sul/SP)
Enviado em 2/7/2008 às 6:53:46 PM

Senhora Eliana, o álcool também é considerado uma droga, que infelizmente, é permitida a venda desse cancro. O país precisa endurecer muitas leis, pois o brasileiro esta muito mal acostumado com a bagunça generalizada que impera em todas as áreas. Essa lei veio tarde demais, pois muitas vidas se foram em função do uso indiscriminado de bebidas alcoólicas. Esperamos que as "autoridades" não voltem atrás e, continuem com a tolerância ZERO e, para quem for pego após ter ingerido um milímetro de álcool que vá para a cadeia e apodreça por longo período detrás das grades.
PAULO  PEREIRA, nenhuma (S J CAMPOS/SP)
Enviado em 2/7/2008 às 6:11:48 PM

Dois dedos de falação e muita besteira para defender a cachaça, isto é o que tenho observado. É ridículo, quase hilário, “desculpar-se” afirmando que o bafômetro não coibi drogas. Tem gente criando teoremas para se justificar. A coisa é muito simples: se beber, não dirija. Torço para que lei realmente prevaleça.
André  Merez, Professor (São Paulo/SP)
Enviado em 2/7/2008 às 4:22:10 PM

Discutir as margens do assunto realmente tem sido uma constante na quase totalidade da imprensa brasileira. As questões que envolvem ética deveriam ser analisadas de maneira mais aprofundada, de modo que o foco não fosse a proibição, mas sim os efeitos lamentáveis da irresponsabilidade ao volante. Conscientizar é o verbo que devemos conjugar quando o assunto envolve risco de vida.
Ricardo  Pereira, quimico (Campinas/SP)
Enviado em 2/7/2008 às 2:38:36 PM

Sabe quem ganha com isto: o bar mais proximo de casa. Afinal, beber ainda pode,né? Entao, vou sair a pé e tomar perto de casa pra nao ter que gastar com taxi. Se o objetivo é só tomar e conversar, qualquer lugar serve desde que a companhia seja boa. Esta lei tem um insuspeitado efeito ecologico: provoca uma queda no consumo de combustivel....
Jose  Leitao Neto, Aposentado (Fortaleza/CE)
Enviado em 2/7/2008 às 1:01:35 PM

Em países civilizados, trânsito e álcool não se misturam, pois a lei é rígida não permitindo a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis, e nem o transporte dessas bebidas sem que estejam embaladas e no porta-malas. Qualquer um que já viajou pela Europa sabe disso. Resultado, um número praticamente insignificante de desastres de trânsito. O mais interessante é a perfeita colaboração da população. Eu gosto de tomar umas cervas de vez em quando e gosto de andar no meu carro, mas nunca junto as duas coisas. Isso não deveria ser obrigatório mas espontâneo. Só uma pessoa totalmente desprovida de senso é contra essa lei, pois o motorista embriagado é como uma arma engatilhada pronta para atirar para qualquer lado, até para o seu mesmo. Outro dia vi uma inscrição em um Táxi que me levava para casa, " Se for beber tome um Táxi antes e um depois", uma das melhores prescriçãos que eu já vi na minha vida.
Eliana  oliveira, Depto pessoal (São Paulo/SP)
Enviado em 2/7/2008 às 12:17:57 PM

O meu comentário seria a respeito do bafometro, foi muito bom e maravilhoso só que estão esquecendo do principal as" Drogas" a maioria de acidentes,violencias são cometido por Drogas ,os adolecentes estão se perdendo nas Drogas, nas propagandas de Tv voces chamam atenção de Fumantes,Bebidas alcoolicas, não entendo...será que a Droga foi liberada e eu não fiquei sabendo?
   

As opiniões são livres. Os fatos, sagrados

Postado por Luiz Weis em 29/6/2008 às 3:26:53 PM
 
 

Quatro domingos depois de sair no New York Times, o Estado reproduz hoje um comentário do ombudsman, ou “editor público”, do jornal, Clark Hoyt, sobre um polêmico artigo do historiador Edward Luttwak, publicado em 12 de maio.

 

Luttwak escreveu que o Islã jamais perdoará Barak Obama por ter ele ter se convertido ao cristianismo. O seu pai era muçulmano converso. Ele morreu quando Obama tinha 2 anos. O seu padastro, segundo marido de sua mãe, era muçulmano. Em Jacarta, Indonésia, onde viveu 5 anos, Obama frequentou uma escola islâmica e outra, católica.

 

Luttwak chegou a escrever que, se fosse visitar um país muçulmano, um eventual presidente Obama daria uma imensa dor de cabeça aos responsáveis por sua segurança, “porque o simples ato de protegê-lo seria pecaminoso para os guardas islâmicos”.

 

O ombudsman entrou na história porque, nas suas palavras, “muitos leitores do Times consideraram o artigo irresponsável ou falso”. Um deles, por sinal, observou que “o Islã não é como o nosso cabelo ou a cor da nossa pele, que herdamos dos nossos pais”. [Trata-se do jornalista Ali Kamel, do Globo, mas a passagem do texto de Hoyt que o cita e a outro leitor não aparece na versão do Estado, mas isso é detalhe.]

 

O que interessa no comentário do ombudsman, do ângulo da feitura de um jornal, é o que acontece, ou deixa de acontecer na imprensa com artigos de opinião, oferecidos ao jornal ou a convite. No Brasil, escritos desse tipo saem como vieram – no máximo o editor da página os “põe no tamanho”, cortando o que exceder o espaço previsto. Se o autor diz que o dia é escuro e a noite é clara, problema dele. O jornal não tem nada com isso.

 

Já no New York Times e, decerto, em outros jornais do mesmo porte pelo mundo afora, os editores passam o pente fino não nas opiniões dos articulistas, mas nos fatos em que elas se baseiam – além de dar uma guaribada na linguagem do original para torná-lo mais claro ou suscinto.

 

No caso da momentosa colaboração de Luttwak, o ombudsman, ecoando os leitores, se pergunta se os responsáveis pela página checaram adequadamente os fatos mencionados pelo autor para provar a sua tese de que a maldição de Alá paira sobre a cabeça de Obama [a expressão é minha, não dele, mas é o que quis dizer].

 

O editor David Shipley disse que o artigo foi checado, sim, pelos fechadores. Eles consultaram o Alcorão, textos relacionados, artigos de jornal e historias do Islã, para conferir se Luttwak sabia do que estava falando.

 

Mas, para o ombudsman, foi pouco. Como escreve – e quase dá para ver o seu ar de reprovação – “nenhum estudioso do Islã foi consultado”. Segundo o editor da página lhe explicou, “não costumamos convidar especialistas para pesar o trabalho dos nossos colaboradores”.

 

O fato é que o ombudsman resolveu fazer ele mesmo o serviço, entrevistando cinco islamistas de cinco universidades americanas. [Nenhum deles aceitou a interpretação dos preceitos muçulmanos dada por Luttwak, mas – de novo – isso é detalhe.]

 

Ainda está por vir o dia em que jornais brasileiros terão o mesmo cuidado – por respeito ao leitor. Como diz Hoyt, parafraseando no título do seu comentário uma expressão clássica do ofício, todos têm direito às suas próprias opiniões – “mas aos próprios fatos”?

 

P.S. Não é só para expurgar erros factuais de um artigo assinado – ou deixar de publicá-lo por causa deles – que a intromissão dos editores é fundamental. Vale também para ajudar o leitor a entender o que o articulista escreveu, se ele tiver resvalado para o hermetismo.

 

Hoje, por exemplo, o Estado publica um texto do sociólogo José de Souza Martins, da USP. O assunto é Ruth Cardoso. Às tantas, ele escreve: “Ruth personificou a opção pascal na política brasileira que se inaugura com a posse de Fernando Henrique Cardoso.”

 

Já li uma coisa ou outra na vida, mas não sei o que é “opção pascal” e algo me diz que não devo ser o único a ter ficado no escuro. Pascal de Páscoa? Do filósofo Blaise Pascal? Mesmo relendo o artigo – de resto excelente – não peguei o espírito da coisa.

 

Pior. Quem baixou o texto não só não acrescentou um “ou seja...” depois da frase, como ainda tascou a “opção pascal” no título. E não se diga que o subtítulo – “O abraço de Lula em FHC no velório cobra um pacto sem o qual PT e PSDB perecerão e o Brasil que se deseja perderá” – resolveu o enigma.

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Ivo A.  Auerbach, Aposentado (Palhoça/SC)
Enviado em 1/7/2008 às 3:12:45 AM

Luiz Weiss você poderia me esclarecer somente uma dúvida. Será que os “ombudsmans” tupiniquins fazem o seu trabalho com o mesmo esmero e senso crítico dos umbudsmans ianques?
ana maria  sales, professora (paranamirim/RN)
Enviado em 30/6/2008 às 10:18:29 PM

Eu não li o artigo. Mas, não seria uma alusão ao cordeiro pascal, aquele que se imolou para os outros viverem e alcançarem a glória do Reino dos céus?
marina  chaves, bancaria (marilia/SP)
Enviado em 29/6/2008 às 7:57:36 PM

eu penso que onde está escrito "quel" no texto que dizer na verdade "qual".. "... sem o quel PT e PSDB perecerão e o brasil que se deseja perderá"...

Nota do OI: Agradecemos o alerta. O cochilo de revisão foi corrigido,.

Luiz Weis
Jornalista, pós-graduado em Ciências Sociais 
pela USP, onde lecionou Sociologia da Comunicação. Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal "O Estado de S.Paulo". Entre outras atividades, foi redator-chefe das revistas "Superinteressante" e "IstoÉ", editor-assistente da "Veja", editor político e apresentador do programa "Perspectiva" da TV Cultura, editor nacional da "Visão" e editor de assuntos especiais da "Realidade". É autor, com Maria Hermínia Tavares de Almeida, de "Carro-zero e pau-de-arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime militar, in "História da Vida Privada no Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (org.), 1998, e do perfil político de Vladimir Herzog (sem título), in "Vlado — Retrato da morte de um homem e de uma época, Paulo Markun (org.), 1985. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Científico, em 1990.


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