OMBUDSMAN
Jornal desinforma e
quem paga é o leitor
Lira Neto, ombudsman de O Povo
"Experiência é o nome que todos dão aos próprios erros"
Oscar Wilde (1854-1900), escritor irlandês
Na semana que passou, os leitores do O Povo foram vítimas de uma série de desinformações. Tudo começou no sábado, dia 24, quando o jornal noticiou que segunda-feira, 26 de outubro, seria feriado bancário por conta das comemorações do Dia do Comerciário. A informação não era verdadeira. Bancários não são comerciários e, portanto, os bancos abririam normalmente. Na edição de domingo, veio a tentativa de correção, na seção "Erramos". Mas o "Erramos" também estava errado. Dizia que o feriado bancário não seria na segunda, mas na "quarta-feira, dia 2". Existiam dois erros no "Erramos". Em primeiro lugar, quarta-feira não era dia 2, mas sim dia 28. Depois, o erro mais grave: os bancos, ao contrário do que dizia o jornal, também não fechariam na quarta. Na edição do dia seguinte, segunda-feira, 26, O Povo insistia no erro. Afirmava, em título de matéria na editoria de Cidades, que "Comércio fecha hoje e bancos não funcionam na quarta-feira". O jornal atribuía agora o suposto feriado bancário às comemorações do Dia do Funcionário Público. Bancários, mesmo nos bancos oficiais, também não são servidores públicos. Não havia, mais uma vez, motivos para o tal feriado bancário anunciado pelo O Povo.
Finalmente, na terça-feira, em vez de assumir os erros consecutivos e pedir desculpas aos leitores, o jornal apenas afirmava que "o feriado pelo Dia do Funcionário Público, comemorado amanhã, não vai alterar o funcionamento dos bancos". Ora, quem havia dito o tempo todo que os bancos iriam fechar era O Povo. E mais ninguém. Mas o jornal não se preocupou em assumir publicamente, com todas as letras, a desinformação que vinha alimentando desde sábado. A matéria de terça-feira saía pela tangente e não fazia menção a qualquer erro do jornal. Leitores procuraram o ombudsman. Muitos haviam sido prejudicados com a desinformação patrocinada pelo O Povo. Pelo menos um deles estava verdadeiramente em apuros. Havia lido O Povo no sábado, confiado na informação e passado cheques que cobriria após o tal "feriado bancário". Como não houve nenhum feriado, os cheques foram compensados sem que existisse saldo disponível na conta. Resultado: os cheques voltaram, deixando o leitor no vermelho, revoltado com o jornal.
O episódio serviu para que o ombudsman, através da crítica interna, discutisse mais uma vez com a Redação a tese de que, em determinados casos, um simples "Erramos" não é suficiente para corrigir os deslizes cometidos pelo jornal. Serviu também para lembrar que tudo o que escrevemos tem repercussão imediata no cotidiano das pessoas que nos lêem. O problema é que nem sempre os jornalistas se dão conta da enorme responsabilidade social que têm nas mãos.
(*) Copyright O Povo, 2/11/98.
Novo presidente
mundial dos ombudsman
Jorge Luís Maiorano, defensor do povo da nação argentina, foi eleito no Paquistão, em 28 de outubro, presidente do organismo que agrupa 150 ombudsman de todo o mundo.
"Este es un orgullo que quiero compartir con el Congreso de la Nación Argentina y con el Gobierno de mi país", declaró Maiorano a poco de conocerse su designación.
"En el día de hoy, miércoles 28 de Octubre, en la ciudad de Islamabad, Pakistan, en el marco de la reunión anual del Consejo Directivo del Instituto Internacional del Ombudsman (IOI), fue elegido como presidente de ese Instituto el Defensor del Pueblo de la Nación Argentina, Dr. Jorge Luis Maiorano.
Asistieron a la reunión, por Europa, los ombudsman de Holanda, Dinamarca, Irlanda y Eslovenia; por Africa los de Nigeria, Senegal y Uganda; por Asia los de Corea, Sri Lanka y Pakistan; por América Latina los de Argentina, Peru y Honduras; por América del Norte los de Canada, Mexico y Estados Unidos y por Australasia los ombudsman de Hong Kong, Nueva Zelanda y Australia.
Fueron presentados dos candidatos para desempeñar la Presidencia del Instituto Internacional del Ombudsman: el Defensor del Pueblo de la Nación Argentina y el ombudsman de Nueva Zelanda, Brian Elwood, recayendo por mayoría la designación sobre el Dr. Jorge Luis Maiorano.
Cabe destacar que es la primera vez en la historia de éste Instituto, fundado 20 años atrás en Canada, que un iberoamericano llega a su Presidencia. Hasta este año esa función, desde 1978, siempre fue ejercido por anglosajones o representantes de los países centrales (un neocelandés, un holandés, un norteamericano y un sueco).
Las razones que determinaron la votación con este resultado descansaron, en buena medida, en el reconocimiento a la labor que realiza el Defensor del Pueblo de la Nación Argentina en el concierto internacional. El Dr. Maiorano venía desempeñando la Vicepresidencia del IOI desde hace dos años y había sido el organizador, en 1996, de la Sexta Conferencia Mundial del Ombudsman en Buenos Aires con singular éxito.
La elección del Defensor del Pueblo de la Argentina también constituye, de alguna manera, un reconocimiento al desarrollo que ha tenido la figura del Ombudsman en Latinoamérica.
En declaraciones formuladas al periodismo en la ciudad de Islamabad, en Pakistán, el Dr. Maiorano destacó: "Éste es un orgullo que quiero compartir con el Congreso de las Nación Argentina, que fue quien me eligió en 1994 por los dos tercios de los votos de cada una de las Cámaras".
También resaltó la independencia con que ejerce su labor, destacando "el respeto que el Gobierno argentino tiene hacia la Institución del Defensor del Pueblo de la Nación". Miorano remarcó que su designación implica una honra que quiere compartir con las autoridades argentinas, recordando que fue precisamente durante el primer mandato del presidente Carlos Menem y la reforma de la Constitución Nacional de 1994 que se produjo la incorporación de la figura a la Carta Magna de los argentinos.
Consultado sobre el perfil que le dará a su gestión internacional, el Dr. Maiorano dijo que será el de fortalecer la Institución del Ombudsman en todo el mundo, que se viene difundiendo con gran intensidad en los países del centro y este europeos, así como en las naciones africanas y latinoamericanas. "A través de la labor del Instituto, que agrupa a mas de 150 ombudsman en todo el mundo, colaboraremos intensamente en la tarea de estrechar los lazos con todos, sean ya integrantes del Instituto o no", añadió el Dr. Maiorano.
El nuevo presidente del IOI destacó la necesidad de incrementar la apertura de la institución, de hacerla pluralista y de prestar apoyo a todos los Ombudsman del mundo. Para lograr esto último, Maiorano hizo un llamamiento a todos sus pares para que se acerquen al Instituto Internacional del Ombudsman. Recordó que pocos días atrás se había sumado el reconocimiento expreso realizado por Federico Mayor Zaragoza, Director General de la Unesco, quien ofreció la firma de un convenio de colaboración entre el IOI y la Unesco.
Juan José Larrea, Prensa y Difusión del Defensor del Pueblo de la Nación Argentina
Internet: http://www.defensor.gov.ar/prensa/prensa.htm
ÉTICA
Golpistas do jornalismo
Em carta endereçada à Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e reproduzida abaixo, o jornalista Alfredo Leão denuncia um golpe inacreditável de que foi vítima. O OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA se sente no dever de divulgar esta denúncia, por representar gravíssimo atentado à ética profissional que exige punição exemplar. Os Observadores
"Prezado Presidente da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo,
Convidado por um suposto amigo, Armando Rodrigues Coelho Neto, MTb/SP 26.938, sindicalizado nessa instituição, para criar e ser o editor executivo de uma revista do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Rua do Boticário, 39 - sala 72, 01040-010, São Paulo, SP, Tel.: 221.2538/1192, E-mail: sindpf@sol.com.br, CGC 96.287.503/0001-69), fiz todo o projeto editorial e de arte - orientando, dando total assistência jornalística e de diagramação, e contribuindo com crônicas e matérias -, nos quatro primeiro exemplares. Não participei da elaboração do quinto - apesar de ter feito a entrevista principal - por questões financeiras (havia terminado o contrato de assessoria de imprensa com uma empresa, e não teria tempo para dedicar-me à revista Sin-DPF), mas fui convidado a fazer a de número 6.
Como sempre, editei todas as matérias, as tenho no winchester do meu micro, e fiz a entrevista principal com o juiz José Renato Nalini antes de embarcar para Maceió, onde resido atualmente. Não antes de uma séria discussão com o semi-analfabeto "diretor de Redação" mencionado acima (tenho tudo documentado).
Para minha surpresa (extremamente desagradável), recebi o telefonema de um amigo comunicando haver recebido a revista, sem o meu nome no expediente e um alienígena assinando a matéria que fiz. Achei uma loucura.
Posteriormente, a recebi, caí duro, tal o susto. Meu nome, Alfredo Leão, com o qual assino matérias há 21 anos, foi trocado por Uimará de Souza, mas com uma debilidade mental inequívoca: o texto assinado pelo desconhecido tem no início do segundo parágrafo a seguinte frase: ‘Há dois anos, escrevi um livro sobre a Reforma do Poder Judiciário, no qual entrevistei José Renato Nalini...’ Este livro chama-se Justiça: Realidade ou Utopia?, LTr Editora (tel.: 826.2788, São Paulo), de minha autoria, à disposição de V.Sas. nas melhores livrarias, o que evidencia a má fé.
Adianto-lhes a comunicação com o entrevistado, Nalini, 277.2577, ram. 245 (também aí), e-mail: nalini@apamagis.com.br, para comprovação dos fatos aqui relacionados.
Por que Uimará de Souza? Porque o meu nome completo é Alfredo Uimará Correia Leão. Como o "jornalista" e delegado da Polícia Federal Armando R. Coelho Neto sabia que eu o processaria por questão ética, uma das minhas lutas mais constantes nos últimos 20 anos dentro do jornalismo brasileiro, simplesmente pegou o nome do meio, Uimará, e acrescentou um Souza que, suponho, imaginou ser complementar, sem sequer procurar o meu livro, sempre presente à sua, dele, mesa de trabalho para conferir, tal o nível de desrespeito e impunidade existente nesse meio.
Passo a bola aos senhores que compõem a Comissão de Ética do sindicato de maior número de associados do Brasil e que sempre se pautou pela decência. Documentos, os tenho à vontade. Solicitem-nos, se necessário. E reajam justamente, com justiça, legitimamente, legalmente. Ululante que o meu pleito é de cassação da habilitação desse indivíduo. Na certeza de que os meus reclamos serão atendidos, despeço-me. Cordialmente,
Alfredo Leão
MS/SP 8.054/ MTb/SP 15.004
C/C.: Dr. Plínio Goes Filho, advogado; Dr. José Renato Nalini."

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