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CADERNO DA CIDADANIA
ALAGOAS Copcom (*) O juiz plantonista Jerônimo Roberto dos Santos, da Comarca de Maceió (AL), determinou o fechamento do semanário Extra, que é produzido pela Cooperativa dos Jornalistas de Alagoas. A decisão judicial foi tomada em ação promovida pelo Partido Socialista Brasileiro, do governador Ronaldo Lessa, que se sentiu ofendido com uma nota de coluna em que o jornal denuncia que a Loteria do Estado de Alagoas (Loteal), criada por Lessa, se transformou em instrumento para lavagem de dinheiro. O Extra de Alagoas vem enfrentando uma série de pressões, por parte dos três poderes no Estado, que não se conformam com a linha editorial independente e as denúncias de irregularidades no governo de Ronaldo Lessa. Nos seus cinco anos de existência, o jornal já acumula quase 100 processos judiciais. A maioria das ações exige indenizações por danos morais e ameaça seus jornalistas de prisão. O que mais tem descontentado os poderes do Estado e as elites alagoanas são denúncias de nepotismo no Judiciário, crime organizado e pistolagem no Legislativo, cuja maioria de seus membros foi indiciada na CPI do Narcotráfico. O semanário alagoano também vem denunciando vários escândalos financeiros contra o Poder Executivo, sobretudo o golpe das Letras Financeiras de Alagoas, que aumentou a dívida pública estadual em mais de R$ 2,5 bilhões. Até agora, todos os envolvidos no escândalo dos precatórios continuam na impunidade, enquanto dois jornalistas do Extra foram condenados por terem denunciado os escândalos. Como parte das pressões para calar o Extra, o governo do Estado também vem se utilizado da Polícia Federal, que já abriu vários inquéritos contra os jornalistas do semanário alagoano, num processo intimidatório que visa tirar o jornal de circulação. (*) Cooperativa dos Profissionais de Comunicação do Estado de Alagoas; a notícia está na página de abertura do Extra online, em < http://www.extralagoas.com.br/Materia.php?e=98&c=1772> | ||