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JORNALISTAS ENGAJADOS
Coragem para acreditar

Excelente e muito oportuno artigo sobre um jornalista engajado. Quando nos perguntamos por que os jornalistas morrem, também deveríamos pensar se ainda vale a pena ter a coragem. Principalmente, coragem para acreditar em algo maior que um salário no final do mês ou a fama instantânea dos novos meios. Importante ver um jornalista que não se esconde por trás de uma utópica objetividade para disfarçar a indiferença.

Gostei particularmente do trecho que lembra a necessidade de um correspondente viver longamente a sua nova realidade para começar a entender uma nova cultura. Hoje, vemos correspondentes internacionais, principalmente em televisão, sendo premiados com uma estadia-relâmpago em Londres ou Nova York, viajando por alguns dias para cobrir as notícias que não entendem, e depois é só contabilizar o "estrelato" e os dólares.

Sempre acreditei que jornalismo tem o direito de ser engajado. Vamos ler o artigo em sala e discutir bastante. Valeu!

Antonio Brasil, professor da Uerj

 

Fico com Fisk!

Belo texto. Grande repórter. Fico com Fisk e com a autora.

Mirian Macedo

 

A utopia da imprensa livre

No caso do conflito no Oriente Médio, tentam transformar Israel em vítima, passaram anos tentando mostrar os israelenses perseguidos e os árabes como fanáticos. Israel invade terras que não são deles, não as devolvem a pretexto de segurança de seu povo, matam pessoas indefesas, sitiam cidades, determinam a que horas podem sair, comer, dormir, quem deve morrer ou viver. Tudo com a complacência dos organismos internacionais e da imprensa. Vimos morrer jornalistas por soldados israelenses, e o tratamento dado foi irrelevante, como se fosse um fato banal.

Na antiga Iugoslávia, o tratamento foi outro, Milosevic foi tratado como deveria ser, mas qual a diferença entre este senhor e o primeiro-ministro israelense? Não estou querendo dizer que os árabes são santos, mas querer transformá-los nos únicos culpados é demais.

Os israelenses e os americanos, quando existem barreiras aos seus interesses, as removem e ninguém se opõe. É o caso do embaixador brasileiro e do golpe na Venezuela, como em muitos outros que poderíamos citar. A imprensa, quando quer ou quando tem interesse, se torna o quarto poder, mas isso no caso de uma imprensa livre, o que não é o caso.

Quando vamos poder confiar nas notícias que nos são passadas? Ou será que mundo livre e imprensa livre é utopia?

Paulo Drummond, Rio de Janeiro

 

Para não-preguiçosos

Uma das melhores lições de jornalismo, de política, jornalismo político, de jornalismo internacional, de política editorial e de política da comunicação de massas que já li. O texto é longo, para quem se acostumou ao limite dos 1.000 caracteres dos sites jornalísticos. Recupera obras-primas, como as citações ao livro Jornalistas pra quê?, editado pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio numa época em que a discussão da ética jornalística fervilhava nesta casa. Portanto, se você é jornalista preguiçoso ou acomodado, vá puxar o saco do chefe, elogiar o FH ou ouvir o Arnaldo Jabor na CBN. Não leia o texto, porque você corre o risco seriíssimo de se tornar um jornalista corajoso e honrado. Um bom jornalista.

Carlos Tautz

Leia também

Por que (alguns) jornalistas se engajam – M.C.

Medo e aprendizado na América – Robert Fisk

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