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LIVRO & NOTEBOOK
As manhas de Gates

Brilhante, professor! Só gostaria de acrescentar que, nos primórdios da informática, há uma história bem suja envolvendo uma "cópia" (digamos assim) do sistema operacional dos primeiros Apple e do sistema operacional CP/M, cópia esta feita pelo Sr. Gates e vendida à IBM sob o nome de DOS. Este é um assunto que foi convenientemente abafado pela Big Blue e pela Microsoft.

Antonio Beraldo

 

Seríamos como Gates mesmo?

Mesmo sendo triste imaginar um futuro como profetiza Bill Gates, é totalmente compreensível que o dono da Microsoft não dê o justo valor a antigas invenções e personalidades. Em tempos de "sociedade virtual" e "exclusão digital", novas tecnologias são apresentadas a cada dia, tornando o ontem obsoleto. Não é assim que o mercado age com todos? Você não tem curso de Office e Windows XP e não sabe falar inglês e espanhol? Sinto muito, mas você está precisando se atualizar.

A culpa dessa cobrança excessiva é de toda a sociedade, e o não reconhecimento de fatos passados também. Não devemos colocar um dos empresários mais ricos do mundo como um mero aproveitador por pura inveja; a maioria de nós faria o mesmo no lugar dele, ainda que não admitamos. Pensar o presente, prever o futuro e desvalorizar o passado são características de qualquer ser humano. Bill Gates não tem culpa de querer que tudo gire em torno de si mesmo, ele é apenas uma pessoa como as outras. Aposto que ele nem se lembra mais do que foi o Windows 95...

Adriano Travizan de Oliveira

 

NOVA HISTÓRIA CRÍTICA
Falácia de O Globo

Na condição de leitor atento de nossos principais jornais, faço um reparo sobre matéria em que se coloca séria restrição à obra Nova História Crítica, de Mario Schmidt. O texto em foco é sobre a princesa Isabel. O autor aponta: "diziam" os republicanos, por certo, "que"... "era feia como a peste e estúpida como uma leguminosa"... apenas para introduzir uma grande questão da história: não dá para acreditar que a Abolição foi pura e simplesmente derivada da pena da princesa!

Esta era a questão decisiva... ninguém sequer a tangenciou na crítica ao livro. Aliás, não se pode esperar da professora Vânia Fróes o repúdio de uma obra que segue a mesma linha de crítica, de estímulo ao pensamento independente, assumida pelo autor do citado livro didático. Livro, aliás, que acaba de ser adotado até pelo Colégio Militar de Porto Alegre. Além disso, a fonte da reclamação é uma instituição monarquista, e pelos links que recomenda deve ser até fascista.

Onde está a ira dos professores, alunos e pais? Pois se a obra do professor Schmidt, no ano passado, ficou em primeiro lugar na escolha voluntária dos professores de todo o país... Esse fato é que levou o MEC, pela primeira vez em vários anos, a ter que adotá-la nas escolas públicas no ano em curso.

Diga-se: o livro é de primeira linha, com ótimo papel, impressão maravilhosa, textos atraentes. Os alunos dizem que parece uma revista fina, ou mesmo um filme!

Enfim, a fonte é fascista, o comentário tem o pé quebrado, a fala do autor foi editada.

João Batista de Andrade, professor

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