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TROTE E MÍDIA
Protesto contra citação

Li o artigo sobre o trote universitário, publicado na seção Diretório Acadêmico, do Observatório da Imprensa. Sem discutir a validade ou utilidade do trote, gostaria de registrar que os autores do referido artigo, professores da Esalq-USP, foram desonestos com o também professor Içami Tiba, profissional altamente especializado e figura muitíssimo equilibrada, incapaz de defender idéia tão absurda quanto a apresentada pelos articulistas antiéticos. Sendo leitor assíduo de livros e artigos do Sr. Tiba, lembro-me muito bem da entrevista concedida à Época, em março de 1999 (edição número 41).

Por via das dúvidas, recorri ao site da publicação, pelo qual o reli. Convido os leitores do Observatório a fazer o mesmo. Não é possível que os professores de Piracicaba pincem uma resposta isolada (e incompleta) dentro de uma entrevista para atribuir uma crítica severa contra alguém. Isso é farsa. Na entrevista, o professor salienta a importância dos ritos de passagem na vida dos jovens e enfatiza, defende, advoga, a instituição de trotes não-violentos, com objetivos culturais e de sociabilização. Portanto, o eminente psicólogo recomenda atitude totalmente diversa da a ele atribuída pelos articulistas. A afirmação sobre sadismo foi feita em um contexto que precisa ser considerado, sob pena de interpretação equivocada, como a emitida nesse artigo. Lamentável.

Marcelo Fairbanks

 

Antônio Ribeiro de Almeida Jr.
e Oriowaldo Queda respondem

O trecho foi retirado tal e qual da revista Época. Infelizmente, ele dá claramente a entender que o trote tem aspectos positivos, como a expressão do sadismo. Se o Sr. Tiba não concorda com aquilo que a revista colocou, ele deveria ter vindo a público explicar qual o verdadeiro sentido de sua afirmação. Coisa que ele ainda pode fazer.

Sobre os ritos, acreditamos que esta é a interpretação básica que tem sido repetida sobre o trote. Com ela todos ficam confortáveis, pois o fenômeno estaria devidamente entendido. Mas, é preciso cuidado, talvez haja muito mais a explicar. Curiosamente, os próprios trotistas utilizam esta explicação para justificar suas práticas. Eles afirmam que o trote é um rito que leva à integração dos calouros.

Acreditamos também que é preciso cuidado ao propor práticas alternativas para o trote, pois muitas das destas práticas apenas encobrem o problema, favorecendo a manutenção da violência. Em lugar de uma explicação confortável (tomada como verdadeira sem ser testada), deveria haver pesquisa sobre o assunto. Cordialmente, (A.R.A.Jr. e O.Q.)

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Dramas de uma postura ambígua – Antônio R. de Almeida Jr. e Oriowaldo Queda

 

A BOLHA DAS TELES
Lampejo de esperança

Não poderia deixar de parabenizá-lo pelo excelente artigo "Desinformação e mamatas", no qual, de forma lúcida e contundente, aborda uma questão indo além das meras conseqüências para questionar as causas (ou algumas delas). Nos dá um lampejo de esperança de que neste país ainda há pessoas com algum senso crítico pois, como sabemos, a hipocrisia impera. Não sei se serve de alento, mas, apesar das informações comprometidas que nós, simples mortais, recebemos, alguns insistem em não se deixar alienar/abater.

Alexandre Othero

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Quem pariu a bolha das teles que a embale – A.D.

 

URL DO GOOGLE
Ninguém ajuda ninguém

Os entrevistados de grandes empresas da web jamais darão o caminho das pedras, seria bom que dessem. Sou leitor e também escrevo, falo e mostro muitas coisas acontecendo para os outros, bem como procuro ler, ouvir e ver o trabalho de colegas da imprensa.

Quanto ao Google, que se acessa pelo <www.google.com.br>, e não cobra nada para cadastrar sites – como o nosso portal de reportagens da Central de Jornalismo da Unifenas, Repórter Unifenas <http://reporter.unifenas.br> –, é melhor que cada um que se disponha a entrar com a cara e a coragem no mundo do novo jornalismo, o webjornalismo, ou o jornalismo online, que se atreva e busque seu "caminho das pedras", pois ninguém, seja do site do Google ou não, vai passar as informações em entrevistas e nem aos amigos mais próximos, pois o Google é bom no que faz e o faz de graça, pelo menos para quem o procura para suas buscas na internet. Se eles conseguem um grande número de visitas e isso interessa a quem descobriu que é um bom negócio anunciar na web, bom para eles.

O que se deve notar é que existe uma nova mídia, e até os velhos textos e o velho e bom rádio, além da amiga televisão, podem passar a ser apresentados pela rede, e nessa rede tem espaço para todos. Só não é possível continuar tentando olhar o mundo em busca de erros e ações para serem criticadas, pois o novo mundo é de muita velocidade e até que alguém pare para criticar algo que ontem estava errado hoje já o corrigiram e outros tantos novos foram criados.

Maurício Lomas

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Como chegar ao Google – A.D.

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