ISTOÉ DINHEIRO
Comparável a Watergate
É de extrema importância o trabalho investigativo de Hugo Studart na IstoÉ Dinheiro. Lembra o do Washington Post no Watergate. Merece um OI na TV!
Eis o que enviei à revista:
A matéria sobre o Banestado é excelente! Parabéns pela rapidez e minuciosidade nas informações. O "Dollargate" da Dinheiro é comparável ao Watergate desvendado pelo Washington Post. Studart e IstoÉ Dinheiro merecem prêmio. Admiro a coragem com que ousam denunciar os poderosos. Que seria da democracia sem IstoÉ?
Que tal fazer programa sobre isto? Como nós, cidadãos, podemos ajudar jornalistas a limitar a corrupção no Brasil?
Jack Soifer
NÚMEROS DO DESEMPREGO
Relato impressionante
Poucas vezes em minha vida li algo tão impressionante quanto o que escreveu José Eli da Veiga, no OI passado. Há muitos anos, neste mesmo OI, tenho escrito artigos que mostram o despreparo da mídia, para dizer o mínimo, no tratamento dos números-notícia. Meus artigos procuram criticar a pressa, a superficialidade e, freqüentemente, a má-fé explícita nestas matérias, repletas de erros conceituais, de ignorância em estatística e de falácias que seriam cômicas, não fossem tão trágicas na sua contribuição em induzir a falsas interpretações da realidade. Uso e muitas vezes abuso da ironia e do humor – uma forma de driblar a minha irritação.
Mas ainda não tinha me deparado com um relato tão minucioso, tão forte, do que o Eli classifica, elegantemente, de "processo de intenção" ideológica e politicamente montado para distorcer o que dizem os números. Não cabe aqui ficar discutindo sobre as estatísticas bayesianas do desemprego, ou sobre conjuntos mutuamente excludentes e outras tecnicalidades – isso talvez não seja, agora, coisa para jornalistas. O que interessa, e apenas isso, não só a jornalistas mas a todo mundo, é a maneira correta de informar sobre a realidade. E que as pessoas tirem suas próprias conclusões – isto é democracia –, mas sobre números corretos. O artigo do Eli deve ser matéria obrigatória nas faculdades. Que seja!
Antonio Beraldo
De interesse da sociedade
Prezado Sr. José Eli da Veiga, como cidadão-leitor espero que tanto Carta Capital quanto a Folha venham a público esclarecer as respectivas reportagens relativas às questões suscitadas por V. Sa., ao mesmo tempo em que solicito ao Observatório da Imprensa que medie esse processo, trazendo-nos informações a respeito de seu desenvolvimento. Trata-se da divulgação de dados de interesse de toda a sociedade, e conhecer os critérios utilizados na sua obtenção é fundamental. Transparência. É tudo o que queremos.
Luiz Paulo Santana
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PROPRIEDADE DA MÍDIA
Silêncio e temor
Interessante a análise feita por Beatriz Singer do debate pouco divulgado pela mídia dos EUA sobre a concentração de poder nas mãos da própria mídia. Este silêncio parcial pode ser devido ao temor. O princípio que norteia a opinião do comitê do senador McCain é paralelo ao das leis antitruste, pois um monopólio no setor das redes de televisão é tão contrário aos interesses do consumidor quanto na área de comércio e indústria. Ademais, como menciona Beatriz Singer, devido ao seu poder de influenciar a opinião do povo, o domínio de acesso ao público por umas poucas empresas limita a livre expressão de opiniões do povo, mormente se divergem das dos proprietários. Jamais se deverá permitir que uma ou duas companhias de mídia determinem o resultado de eleições.
Erlo Roth, Hinsdale, Illinois
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Regras da FCC são contestadas – Beatriz Singer