ECOS DO NAZISMO
Amor ao próximo
Excelente a abordagem sobre o preconceito anti-semita. Certa vez Jesus Cristo pregou que o maior dos mandamentos, que resumiam e sintetizavam todos os outros era "amar a Deus sobre todas a coisas e ao próximo como a si mesmo". Um escriba, querendo tergiversar, perguntou quem era pois o seu próximo. Cristo pois lhe contou a parábola do Bom Samaritano, em que um judeu fora assaltado e espancado à beira do caminho e, dois de seus compatriotas, um sacerdote e um levita, passaram ao largo sem ajudar por preconceito. Mas, um patrício samaritano, inimigo dos judeus, compadeceu-se e socorreu aquele: o próximo é qualquer um que mereça o amor de Deus e, todos o merecem. Ora, como bem indagou o apóstolo João em sua carta primeira: "Como podemos dizer que amamos a Deus a quem não podemos ver e não amamos ao nosso próximo que estamos vendo (sofrer, passar necessidade, etc)?" Ele nos chama de hipócritas se assim procedemos. (...)
José Jacobs
Leitão
Rezek foi o último
Só uma correção: o ministro Moreira Alves não foi o último dentre os indicados pelo governo militar no Supremo Tribunal Federal. Ao contrário, foi o ministro Francisco Rezek, na sua primeira passagem.
Ricardo Camargo
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enfrenta o racismo – Alberto Dines
IMUNIDADE NA MÍDIA
"É permitido criticar Israel?"
Há algumas semanas chegou às livrarias francesas o livro de Pascal Boniface Est-il permis de critiquer Israel?, que critica o tipo de imunidade da qual Israel se beneficia. A resenha dessa obra, assinada por Alfred Grosser, um grande historiador e o melhor especialista francês em Alemanha, publicada pela revista L’Express, da qual ele é membro do conselho, assinala: "As injúrias e os atos racistas atingem mais os franceses árabes do que os judeus." Foi o suficiente para que a revista recebesse uma avalanche de cartas virulentas dos leitores. A leitura das cartas mostra o quão irritada fica uma parte da opinião pública francesa quando se fala de Israel, o que demonstra a tese que o livro defende. (Fonte: Tribuna da Imprensa, Rio, 27/6/03).
O Correio Braziliense de 16 de junho publicou uma charge na qual o cano de um canhão ameaçava a pomba da paz. Para caracterizar que se tratava de Israel, o chargista desenhou uma estrela de Davi na ponta do canhão. Foi o que bastou para que logo houvesse protestos, expresso por uma carta publicada na seção dos leitores, de que teria havido ofensa religiosa. Ora, se esse símbolo consta da bandeira de Israel passa a ser também o emblema do país. Não há como separar um do outro. Entretanto, o jornal, em 28/6, assume a culpa e pede desculpas à comunidade judaica do Distrito Federal.
Cabe aqui também a pergunta do livro francês?
Roldão Simas Filho
FÓRUM DO INDEPENDENT
Falta um assim no Brasil
Um dos meus sítios preferidos na internet é o do jornal inglês
The Independent <http://www.independent.co.uk/>,
que dispõe de um dos melhores fóruns de discussão na web,
administrado por uma empresa americana chamada Delphi Foruns. Nele são
abordados os mais variados assuntos, como conflito no Oriente Médio,
EUA, crenças religiosas, artes e espetáculos etc. Um espaço
verdadeiramente democrático. Pode-se iniciar ou entrar numa discussão,
e daí as pessoas vão respondendo, de forma que os diversos pontos
de vista são expostos de maneira bem interessante, abrangendo todas as
cores do espectro ideológico.
Aí eu me pergunto, por que nenhuma empresa de comunicação no Brasil se interessou em montar algo similar? Será que a estrutura é muito cara? O que sei é que os fóruns que vi nos nossos sítios são muito limitados, e com participantes algumas vezes muito grosseiros, quando não estão querendo vender ou comprar alguma coisa.
A história (a verdadeira) do resgate da soldado Jessica Lynch já circulava no fórum do Independent dois ou três dias após o ocorrido. Não seria uma boa idéia termos esse serviço em nosso país?
Mario Oliveira
TV PAGA
Sossega leão
A TV paga, embora, na maioria das vezes, tenha programação superior à da TV fechada, salvo raras exceções, tem custo absurdo para quem ganha pouco, como a grande maioria dos brasileiros. Não é qualquer um que pode pagar até 75 reais mensais ou mais.
Creio que a Rede Globo e o SBT são as emissoras fechadas que mais alienam o povo tão sofrido com programas banais de auditório, telenovelas, humor... Principalmente, no tocante ao futebol, que é, a meu ver, o melhor anestésico para massas, que alivia dores, que sempre voltam dobradas. Como um calmante "sossega leão". Incomode a quem incomodar. Além disso, se vivemos num país que tem um dos mais baixos salários mínimos, em que o analfabetismo funcional ou não e a exclusão digital são tais, dá pra se falar em tecnologia de terceira geração?
Benjamin Ribeiro