01/07/2003 9/9

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MÍDIA ESPORTIVA
Sem o tênis de Winbledon

Desde 23/6 começou o torneio de tênis Winbledon, considerado o evento mais importante do tênis mundial. Infelizmente nós, brasileiros, não podemos assistir a esse evento, pois a emissora inglesa TWI (detentora dos direitos de transmissão) e os canais Sportv e ESPN Internacional não chegaram a acordo. A TWI pediu US$ 1 milhão, além do custo do satélite, por três edições de Wimbledon. O que, para os padrões brasileiros, é proibitivo, devido à limitação de receitas das emissoras de TV a cabo. Eu pergunto, a TWI foi ética em cobrar esse valor e não aceitar redução para que nós brasileiros tenhamos o prazer de ver esse importante torneio internacional de tênis? A TWI tem que levar em consideração que o Brasil é país do Terceiro Mundo.

Rogério Machado Lima

 

Mais Estatuto do Torcedor

O bom Teixeira usa duas desinformações para imaginar que, somadas, valham uma informação. Não valem. Erra o sítio paranaense, que li agora pela primeira vez, e o cartola do Cruzeiro, para tentar desqualificar as leis. De uma vez por todas e com o risco desta polêmica já ter dado o que tinha de dar, se é que tinha algo a dar: não fiz parte do Grupo de Trabalho que fez o Estatuto do Torcedor. Teria muito orgulho de ter feito, e defendo o texto com unhas e dentes, mas não fica bem aceitar elogios pelo que não fiz. Só isso.

De resto, mais dois comentários rápidos: só corrigi o bom Teixeira pelo respeito que ele, e os leitores deste Observatório, merecem; enfim, brincar nunca faz mal, principalmente quando a brincadeira é tão óbvia. Se desconfiasse da origem deste Teixeira nem me daria ao trabalho de fazer o esclarecimento.

Juca Kfouri

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Ainda o Estatuto do Torcedor – Caderno do leitor [rolar a página]

 

MÍDIA & RELIGIÃO
Estudei a doutrina

Não sei se poderei responder ao missivista que me acusa de não saber a doutrina espírita para escrever, visto que não é o caso, pois a sei perfeitamente e estudei muito dela, inclusive vivi-a dentro da minha família, com meu pai e minha mãe, médium receitista. Mas ser médico é ter conhecimento, e não fé.

Paulo Bento Bandarra

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Estudo da doutrina – Caderno do Leitor

Retrocesso de dois mil anos – Paulo Bento Bandarra

 

Texto "ateófobo

Senti-me ofendido pelo texto publicado na página 2 do Estado de S. Paulo, do dia 29 de maio de 2003, de autoria de Gilberto de Mello Kujawski, no "Espaço Aberto". Senti-me ofendido por ser ateu. Senti-me ofendido por estar convicto de que tenho todo o direito de ser ateu. O muçulmano tem todo o direito de ser muçulmano; o cristão, de ser cristão; o judeu, de ser judeu etc. Então, não entendo como pode um "jornalão" publicar um texto discriminatório deste tipo. Aposto que se o autor falasse o diabo dos católicos o texto dele não teria sido publicado. Mas, como disse o diabo dos ateus, que são um grupo minoritário e não coeso, então o texto foi publicado.

Em certos momentos, o texto chega ser baixo, atacando a aparência pessoal de Salman Rushdie, como no "edificante" trecho transcrito abaixo:

"É infeliz em sua aparência pouco simpática, aqueles olhos mortiços numa cara de marmota. E também foi absurdamente infeliz na declaração, em artigo recente, de que "a religião é um veneno em nosso sangue". Afirmação típica de uma marmota intelectual, dessas que hibernam dez meses por ano e não têm condições para pensar."

Ou no trecho abaixo, ainda mais infeliz:

"Na verdade, os ateus não são ateus, o que eles são é "inimigos de Deus", por questões de ressentimento profundo, neurose, malevolência ou simples mal-entendido."

Não serei convencido por estes argumentos. Muito menos convertido. Não acredito não só em Deus, mas em deuses... o que é bem diferente de ser "inimigo de Deus"; não acredito em um deus-babá que fica vigiando os passos dos homens, que ajuda os homens... muito menos em vida após a morte, "paraíso". Matéria é apenas matéria, e uma vez que o processo físico-químico da vida cessou é apenas matéria em decomposição. Não tenho nenhuma dificuldade de encarar essa realidade...

E tenho todo o direito de pensar desta maneira. Assim como os que pensam de maneira diferente, têm todo o direito de pensar de maneira diferente. O que não existe, ou não deveria existir, é o direito de se publicar ataque gratuito a grupos que pensam diferente de você... e foi esse o caso do texto em questão. Bola preta para jornais que publicam textos com conteúdo que estigmatizam grupos minoritários de pessoas. Nunca mais compro um só exemplar deste jornal.

Gostaria de ter direito de resposta no mesmo espaço em que o autor do texto "ateófobo". Direito de resposta, sim, pois senti-me ofendido por ele. Fique claro que não usarei dos mesmo artifícios: ataque gratuito a um grupo minoritário.

Daniel Fernandes, desenvolvedor de software

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