3/6

Envie para um amigo  Procure no arquivo

MÍDIA & GUERRA
Convite à TV árabe

Não seria um momento apropriado para que se faça uma campanha entre os usuários de TV a cabo para que seja incluída em nossa programação a do canal al-Jazira, dando o contraponto necessário às unilaterais notícias divulgadas pela mídia globalizada?? Se for, podem contar com a minha completa adesão!

Luiz Antonio Franke Settineri, Porto Alegre

Nota do OI: Caro Luiz, o canal interessaria muito à colônia árabe brasileira e aos árabe-falantes em geral de nosso país.

 

RTP esquecida

O articulista esqueceu de comentar a cobertura da RTP, que foi a primeira emissora do mundo a anunciar o início dos bombardeios, furando inclusive a CNN. A TV Cultura estava no ar e o correspondente da RTP foi claro ao dizer que as bombas estavam caindo. O âncora da Cultura Heródoto Barbeiro replicou dizendo que a CNN não confirmava o fato. O repórter português foi então enfático:

– Eles lá devem ter suas razões, mas eu estou vendo as bombas a cair.

O fato foi posteriormente reconhecido por toda a mídia como um furo creditado aos portugueses. Quanto à Globo, é óbvio que ela não está fazendo uma grande cobertura. A Globo está quebrada. Está igual à Varig. Seu destino vai depender do humor do "Richelieu do Planalto", o ministro José Dirceu. O resto é bobagem.

Sidney Borges

Leia também

Globo investiu pouco – Chico Bruno

 

Ridícula

Ridícula a falta de profissionalismo da Folha de S.Paulo. Mostrou na primeira página da edição de domingo a foto de um menino queimado supostamente pelas bombas americanas, sem haver sequer consultado cirurgiões plásticos. Pois quando foram consultados (pelo SBT na segunda-feira, 24/3), os cirurgiões afirmaram sem sombra de dúvida que as queimaduras foram provocadas antes do início da guerra.

B. Spira

 

Ridícula II

Ridícula a posição de Elio Gaspari em endeusar Bush e sua guerra suja contra o Iraque. O que todo o mundo está vendo é que com o tempo Bush mais se assemelha a um novo (e piorado) Hitler, dizimando milhares de civis inocentes. "George W. Bush conseguiu ressuscitar o espírito da civilização européia, e o mundo lhe será grato por isso." Esta frase parece ter saído da cabeça de alguém totalmente alienado do que está acontecendo no mundo e dos verdadeiros motivos que levaram Bush a declarar guerra ao Iraque. Creio que vocês do Observatório deveriam escolher profissionais isentos e mais competentes para ter textos reproduzidos em seu sírio.

Vinicius Renzi Bragheroli

 

A ilusão dos heróis

Margarethe, parabéns! O texto que você escreveu é um alerta para aqueles e aquelas que vivem a ilusão de que a história é feita de grandes fatos e grandes heróis. Quando somos nós com nossas ações ou omissões que construímos o futuro que as novas gerações lerão nos livros.

Andréa Bandeira

Leia também

Vencer em campo, vencer na mídia – Margarethe Born

 

Faltou a internet

Concordo com quase tudo. Só acho que faltou comentar a internet. Os americanos que estão com uma deficiência grande na imprensa deles cada vez mais recorrem à versão online dos jornais ingleses. Na internet há apenas uma infinidade de pontos de vista. Existe também uma possibilidade praticamente infinita de aprofundar a análise dos fatos. Entretanto, o inicio dos conflitos está causando um fenômeno interessante. Mantenho um blog, o <http://www.br101.org>, e um dos meus objetivos é justamente trazer recursos para a interpretação mais profunda dos fatos e achar notícias diferentes.

Antes do bombardeio eu tinha tempo de ler os artigos mais pertinentes de Mother Jones, Alternet, New Left Review, The Nation, Guardian, NYT, Washington Post, Times of India, Ha´aretz, Jerusalem Post, Toronto Star, Sydney Morning Herald etc. Além disso, dava para resgatar algumas histórias da primeira guerra do Golfo feitas pelo Sy Hersch para a New Yorker, arquivos de reportagens da época etc. Agora, simplesmente não dá tempo para a profundidade, e a maioria das análises já foi feita. No máximo consigo colocar um gancho para lincar notas do passado, dar uma geral dos fatos do dia e mostrar as tentativas de "spin" do governo W. e da mídia americana.

Francisco Yonamine

Leia também

Nada de novo no front da mídia – Alberto Dines

 

Mídia da esperança

Ao ler O Globo de hoje, 26/3/2003, encontrei finalmente algumas palavras de confiança no governo. Porque até aqui só se liam, e ouviam, críticas derrotistas e de malévola antecipação a um mandato de ...três meses! Pois, em três meses, para a alegria dos eleitores de Lula, eu li: "As propostas de emenda do governo para as reformas tributária e previdenciária já estão prontas e poderão ser enviadas ao Congresso a partir da semana que vem." (Texto de Sérgio Fadul e Helena Chagas.)

Na articulação entre Estado e sociedade civil a imprensa desempenha um importante papel. E, se em maior número de vezes, é a ágora de discussões estéreis e inconclusivas de intelectuais narcísicos e literatos medíocres, nesse caso cumpriu a sua função patriótica.

Sem ser "chauvinista" em plena globalização, que sonhamos solidária, refiro-me à guerra no Iraque, somos um país abençoado distante dos fundamentalismos que o enlutam o mundo, quer em nome de Deus, quer em nome de Mammon, o Capital.

Afinal, sem negar as influências do conflito em nosso país, não estamos na Ásia! O real não está em guerra! E as implicações quanto à demanda petrolífera por ela comprometida podem ser exagerada ou colocada no seu devido valor. E cabe à imprensa o papel de divulgação correta desses dados em flutuação. Quando assistimos – à força? – o reality show da guerra no Iraque pela TV, já uma segunda vez, percebemos o quanto a mídia pode ser menos sincera. As notícias de ambos os países se chocam, colidindo em nossa mente confusa e perplexa. O que é verdade para os EUA não é para o Iraque. Isso lembra o tão atual George Orwell com o seu "buraco da memória" no livro 1984, quando havia uma demasiada relatividade dos fatos para que se desse crédito a alguma coisa.

A nossa hegemonia de centro-esquerda, o nosso Estado a ampliar conta com a mídia brasileira. Hoje, nessa reportagem, a mídia da esperança !

Fernando Dias Campos Neto

 

Tudo esquecido

Gostaria de saber o que está acontecendo com o jornalismo brasileiro, pois todas as mídias estão voltadas para a Guerra de Bush/Blair por petróleo. Pergunto: será que os crimes no Brasil param quando o assunto enfocado pela mídia é outro, por exemplo, Carnaval, Copa do Mundo, Páscoa, Olimpíadas, Natal e Réveillon? A mídia se volta para estes assuntos e esquece de outros fatos que acontecem diariamente em nosso país como um todo, como a má gestão do dinheiro público, descoberta na área da saúde.

Adriano Filetti

 

Mais arma, menos segurança

A propósito da coluna de Alberto Dines publicada no Jornal do Brasil, Jerome B. Wiesner e Herbert F. York, em "National Security and the Nuclear-Test Ban", Scientific American, outubro de 1964, pág. 8: "Desde pouco depois da Segunda Guerra Mundial, o poderio militar dos Estados Unidos vem crescendo constantemente. Por todo esse mesmo período, a segurança nacional dos Estados Unidos vem diminuindo rápida e inexoravelmente... Ambos os lados da corrida armamentista enfrentam, portanto, o dilema de um crescente poderio militar e uma decrescente segurança nacional. Em nossa opinião profissional, esse dilema não tem solução técnica. Se as grandes potências continuarem a procurar soluções na área da ciência e tecnologia apenas, o resultado será o agravamento da situação. O desenvolvimento facilmente previsível da corrida armamentista é uma espiral decrescente que terminará no abandono."

Jaime Hof

 

Espelho para estudante

Gostaria de agradecer a todos pelos brilhantes textos. Sou estudante de Jornalismo e procuro me espelhar em profissionais como vocês. Esse tipo de leitura acrescenta muito ao meu aprendizado e ao meu trabalho. Continuem assim! Abraços de uma leitora admirada!

Flávia A. Massara

Leia também

Destruição com precisão cirúrgica, letal – Ulisses Capozzoli

Mande-nos seu comentário


Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe