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MÚSICA NO AR
Reverência de joelhos
Antonio Fernando Beraldo, de joelhos eu o reverencio, de joelhos eu lhe agradeço os momentos da mais pura elevação de espírito que você me proporcionou! Eu sempre agradeci a Juiz de Fora o fato de ter sido o berço heróico de meu querido pai. Ao ler sua maravilhosa peça literária, onde encontramos drama, comédia, paixão, tragédia, me deu vontade de tomar com você um café, sentado numa esquina da Rua Halfeld, que imagino nem exista mais. Ah, que vontade de vestir de novo o meu casaco marrom! Sei que é perigoso, a bomba H quer explodir no jardim... de Alah! A sua responsabilidade é grande daqui pra frente; eu sei que você sabe (não que a distancia não existe!) tão bem quanto uma miss de meu tempo, que "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que conquistas".
Pelo menos é o que afirmava o pequeno príncipe. Hoje ele cresceu, tornou-se neoliberal, e como tal pregava todas as reformas que seriam mais tarde defendidas por um governo de esquerda. Xuxa montou uma fábrica de maria-xiquinhas (ou serão chiquinhas?) para velhinhas espevitadas que nem ela, sabia? Ah, que vontade de ouvir uma ópera na Casa d’Italia! Ah que saudades do Itamar! Ah, que vontade de lhe mandar um abraço!
Humberto Crivellari
Pena que acabou
Delicioso, o artigo "Longa vida à egüinha pocotó", do professor Beraldo! Delicioso no conteúdo e na forma. Pena que, depois do último parágrafo, acabou. (Mas, por outro lado, as coisas boas são aquelas que sabem a hora de acabar.) Parabéns!
José Carlos Aragão, Belo Horizonte.
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Longa vida à egüinha Pocotó – Antonio Fernando Beraldo
ANA MARIA BRAGA
Preconceito, sim!
Sim, o leitor que escreve sobre Ana Maria Braga é preconceituoso! E nem é preciso entrar na questão da homossexualidade feminina: dizer que uma mulher de 53 anos pode ser mãe de um homem de 32 anos não é nenhuma mentira ou novidade, mas, por que homens, na "malvista" – quando se trata de mulheres – 3ª idade, não se enxergam como pais ou avôs(!) de suas novas "esposas" de 20 ou 30 anos, hábito tão arraigado entre "machos"? Como dize a propaganda na TV – aquela em que o namorado da filha chega ao restaurante, tão ansiosamente esperado, é o antigo colega de faculdade do... pai: "Xi! Está na hora de você mudar seus conceitos"...
Estão devendo às mulheres o reverso da medalha: a namorada do filho, tão ansiosamente esperada "pela família" no restaurante (o cenário da propaganda) é a colega de faculdade da mãe! Aí vai a sugestão para as agências de publicidade do século 21! Dizer não à visão da mulher como "objeto de negócio", e lembrar que ela tem os mesmos deveres e direitos do homem. Quem sabe assim nos livremos dos preconceitos das novas gerações em países como o Brasil – e também as jovens possam parar de usar o velho álibi da sedução corporal para chamar a atenção sobre si, tão escandalosa e exaustivamente ensinado às mulheres, ao longo de décadas de machismo!
Marli Ribeiro
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De novo amor – Caderno do Leitor
CORREIO BRAZILIENSE
Tudo como dantes
Caro Luiz Martins, obrigado pelo seu texto-denúncia. O outro lado da moeda do affair CB é o que vem ocorrendo com o Estado de Minas. Embora não tivéssemos um Roriz e não estarmos na "ilha da fantasia" Brasília, o jornal, pela primeira vez em seus 76 anos, vinha fazendo um jornalismo mais cidadão, minimamente comprometido com os interesses de quem interessa, o leitor. Fez uma bela reforma gráfica, arrojada, limpa, clara, sofisticada; uma razoável reforma editorial (se comparada com o passado), que permitiu ao jornal uma "nova onda" de credibilidade e a conquista de novos leitores.
Infelizmente tudo não passou de uma aventura, pois com o pretexto do caso do Correio e a eleição de Aécio Neves (restabelecendo a "normalidade mineira" interrompida por Itamar), tudo voltou a ser "como antes no quartel de abrantes". Parece que a sina dos Diários Associados é cercar-se do espectro do Príncipe de Salinas, dom Fabrizio, que no Gattopardo não hesita em apoiar seu sobrinho Tancredi (sic), que vai alistar-se nas tropas de Mazzini e Garibaldi, que invadem a Sicília para promover a unificação italiana, quando ele formula sua máxima: "É preciso que tudo mude para que tudo fique igual..." Porque das mudanças reais, que contribuem para a verdadeira cidadania e construção da democracia, os Diários estão correndo mais que o diabo da cruz.
Carmen Dulce Diniz Vieira, professora do Depto. Comunicação Social da UFMG
Caçadores de ninharias
Caro Luis Martins, caro Tetê Catalão, solidarizo-me com vocês, pela repulsa que nos une ao ato covarde de demissão de Tetê Catalão, patrimônio público de uma cultura em extinção, a cultura do caráter, da dignidade, do profissionalismo, da seriedade, da competência, do conhecimento e do saber.
Tetê é dessas raras unanimidades conquistadas no chão da redação, eqüidistante da pressão corporativa, seja da empresa seja do sindicato. Conquistada principalmente pelo respeito ao seu semelhante, ao seu colega, novo ou velho, pelo reconhecimento da cidadania. Lamentavelmente, o que se passou e o que se passa no Correio Braziliense foram demonstrações de violência, o que amplia o distanciamento entre o jornal e os jornalistas, entre o jornal e os leitores, transformando o jornal em instrumento de caçadores de ninharias públicas, migalhas destinadas a comprar a independência e a imparcialidade. Abraço aos dois
JB Serra e Gurgel
VIDA DE JORNALISTA
Livre para o patrão
A imprensa é e sempre foi livre. Para defender os interesses dos donos dos jornais e ou rádios e ou televisões. Nunca será diferente. O resto é pura masturbação.
Sidney e Susan
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Pautas petistas – Claúdia Rodrigues
Manter off é compactuar
O escândalo das mais de 200 escutas telefônicas implantadas clandestinamente na Bahia a mando do senador do PFL Antônio Carlos Magalhães, que em off confessou ao jornalista da revista IstoÉ Luiz Cláudio Cunha que tinha grampeado vários de seus desafetos políticos e pessoais, gerou calorosa discussão nos bastidores jornalísticos: até que ponto o off deve ser preservado? No caso dos grampos, o jornalista agiu corretamente ao revelar a confissão em off de ACM? Como se posiciona a ética jornalística nesta questão?
Partindo do conceito de que o off é um instrumento do bom jornalismo e, como diz o próprio Cunha, comprometido com a "busca da verdade, um protetor da boa fonte e da boa informação, um fundamento do jornalismo a serviço do leitor e do interesse público", defendo que a quebra do sigilo do off, em determinados casos, como o dos grampos, é uma obrigação. Senão, o repórter estaria compactuando com o crime, ferindo o Código de Ética do Jornalismo, que diz que o jornalista tem o dever de "divulgar todos os fatos que sejam de interesse público", e, acima de tudo, de "combater e denunciar todas as formas de corrupção". Quando o off deixa de ser um instrumento da notícia para se tornar a própria notícia, como é o caso de ACM, sua violação é impreterível.
Um político eleito pelo povo como seu representante tem que ser incorruptível, e qualquer transgressão deve ser devidamente punida. O senador Antônio Carlos Magalhães já deu provas mais do que suficientes do seu caráter transviado e da sua política suja. O profissional que omitir provas que comprovam crimes de tamanhas proporções para preservar o seu off, estará atestando a sua decrepitude moral.
Graziane Madureira, estudante de Jornalismo
SUKITA vs. MERCEDES
Justiça na publicidade
A utilização dos personagens representados por Michele e Arduin pela Mercedes é um desrespeito à empresa que criou os dois personagens (a Sukita). A imagem criada ao longo de inúmeros trabalhos publicitários foi tomada e, pior, desvinculada do sentido dado após a criação. Acho muito justo o impedimento da veiculação dessa propaganda, feito pela Conar e sou a favor de leis mais severas que assegurem os interesses dos criadores da boa propaganda. Só assim conseguiremos ter uma competição justa neste mercado. Eu, como estudante do 3º ano do 2º grau que pretendo um dia trabalhar neste ramo, agradeço aos publicitários honestos e criativos que muito me auxiliam na escolha de minha profissão.
Larissa Gontijo
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