
Edição de Marinilda Carvalho
Amigos, nosso colaborador João Carlos Teixeira Gomes, com "Os violadores do Senado" (sobre a baixaria no Prodasen), nosso editor-assistente Luiz Antonio Magalhães, com "Jogo sujo" (sobre o casal Suplicy) e nosso observador Deonísio da Silva, com "Sabedoria universitária" (sobre o Show do Milhão), disputam a atenção dos leitores nesta edição.
Joca "vence" a "corrida", com 11 cartas. Na verdade, 12: transcrevo abaixo trecho de mensagem de um leitor identificado apenas como Luciano (ele não informou o sobrenome, por isso não acolhemos a mensagem), que mostra a afronta que foi a manchete "ecológica" do Correio da Bahia no dia seguinte ao depoimento de ACM, o cacique do "jornal".
Manchetes do dia 27/4/001:
Folha de S.Paulo – "ACM reconhece omissão, nega ter pedido lista e não convence"
O Estado de S.Paulo – "Depoimento deixa ACM mais perto da cassação"
O Globo – "ACM alega que mentiu para manter cassação de Estêvão"
Jornal do Brasil – "ACM invoca ética para ter mentido"
A Tarde – "ACM contra a parede"
Correio da Bahia – "Manchas de betume aparecem nas praias de Stella Maris"
É mole?
Boa leitura, um abraço!
Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens, recebidas por e-mail ou fax, assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
VIOLADORES DO SENADO
Não ao voto secreto
Com relação ao papel da imprensa no caso da lista da votação, devo dizer que não tenho ouvido ninguém aproveitar o momento para discutir o voto secreto dos parlamentares. O voto do parlamentar não deve nunca ser secreto, pois ele representa a opinião de seus eleitores, e não a sua própria, ao contrário do voto dos cidadãos. Inclusive Clóvis Rossi escreveu na Folha um artigo confundindo os conceitos e pregando o "voto secreto".
João Duarte Guimarães Neto
Memória curta
Muito bom, oportuno e corajoso o excelente artigo que acabo de ler. Lamentavelmente, nosso povo tem memória curta e corre urina nas veias em vez de sangue, pois homens como ACM já deveriam ter sido fuzilados em praça pública. Que o nosso grande arquiteto do universo os abençoe pela firmeza, coragem e espirito elevado de justiça.
Augusto Noronha
Povo e imprensa
O texto sobre ACM é irrepreensível. Somente gostaria de acrescentar que este senhor é o homem mais poderoso do país, graças ao tráfico de influência em todos os escalões da República, inclusive sobre o presidente FHC, que tem se desdobrado para governar o país tendo de conviver com esta figura nefasta. Fosse outro o presidente este Torquemada teria as rédeas do país nas mãos. Cabe à sociedade mais esclarecida a pressão necessária sobre os seus pares no Congresso para que a sua expulsão seja imediata. Aí também se inclui o papel da imprensa independente no combate ferrenho aos inimigos do povo. E pelo amor de deus, não esqueçam do Jader.
Norberto Zanettin, 48 anos São Bernardo do Campo, SP
Só querem aparecer
Maravilhoso texto! Incluo alguns novos adjetivos como "jabazeiro", terrorista e opressor. Sabemos que enquanto ministro das Telecomunicações fez o que quis com concessões de TVs e rádios, distribuindo-as como melhor lhe aprazia. Fico preocupado com o povo baiano. É bem capaz de votarem seu retorno ao Senado nas próximas eleições. Fora, de uma vez por todas, com essa geração de corruptos e corruptores da política nacional, em que os bem-intencionados políticos ficam no meio do fogo cruzado sem saber qual lado defender.
Enquanto se discute esta imundície do Senado Federal, o dólar sobe pressionando a inflação, a reforma fiscal não é votada por nada neste mundo e a modernização do Estado fica para um próximo governo de 4 ou 8 anos. Pouca coisa se tem feito neste país. Só vemos a guerra pela mídia. Querem estar no vídeo e nas manchetes o tempo todo, esquecendo-se do principal: defender o povo que os colocou no poder.
Wagner Pedrosa, jornalista, RJ
Obrigação cumprida
Se já os tinha em altíssimo conceito, Dines e todos os colaboradores, orgulho-me muito mais agora em que como voz isolada em toda a imprensa brasileira esclarecem as verdades sem meias palavras, com fatos e intenções corretamente analisados. Parabéns! Sei que a obrigação da imprensa seria essa mas, como os únicos a cumpri-la, agradeço.
Brazelino Chiappetta Filho, São Paulo
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Caderno do Leitor – próximo bloco
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