
BAIXARIA NO SENADO
Não somos porquinhos
Já enviei email ao JB sobre o artigo de Alberto Dines de 21/4, "Baixaria na Câmara Alta", com cópia para o senhor. Fico cada vez mais feliz e aliviada de poder contar com jornalistas do seu naipe na imprensa brasileira. Conto com a sua pena para que essa sujeira toda no Senado se esclareça e todos sejam punidos. O ACM vai tentar, aposto, mostrar que o sigilo do painel eletrônico não é tão importante assim, que os eleitores têm o direito de saber em quem votam os seus representantes e se transformar no paladino da votação aberta. Pelo amor de Deus, não permita que ele mais uma vez nos faça a todos porquinhos de seu curral.
O voto aberto tem que acabar mesmo, mas o crime maior de ACM não diz respeito a isso, e sim ao fato de usar sua costumeira truculência (desde os tempos da ditadura) intimidando e aterrorizando os subalternos até, quem sabe, jornalistas mediante chantagem. Quem quiser diminuir os crimes de ACM estará sob suspeita. Todas as portas devem ser abertas. É preciso deixar entrar muito ar na República. Fim do império do medo. Fim da era ACM de tristes histórias. E de todos os que usam esses métodos sujos.
O senhor é um digno representante da imprensa brasileira, e se existe mesmo esse "quarto poder" elejo-o meu representante (pela 2ª vez, pois já o havia feito por email ao JB).
Maria Tereza Oliveira M. de Assumpção
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Enrolação de leitor
Louvada seja Eliane Cantanhêde pelo simples fato de ter se dignado a descer do Olimpo e responder a um leitor da Folha e do Observatório. Raríssima exceção. Em quatro anos de assinatura da Folha, nunca tive um pedido de informações publicado. Por isso, bendito Observatório. O direito do leitor é religiosamente ignorado pelos jornais. Zero Hora, em Porto Alegre, para fugir do compromisso mas continuar manipulando, inventou um conselho de leitores. Agora, em vez de inventar as cartas dos leitores, os leitores escolhidos por ela inventam os pedidos de esclarecimentos. Fazem o papel de ombudsman (que havia sido solicitado por Augusto Nunes, mas rejeitado pela RBS por razões óbvias).
A tentativa de resposta da colunista da Folha a este leitor, no Observatório 118, de 25/4/01, deixa-a em lençóis ainda menos limpos. E não será por isso que deixarei de lê-la. Embora pareça um Jabor de saias, seu mecenato em favor de Éfe Agá vira abraço de enforcado, porque o senador Arruda (estafeta de Éfe Agá no Senado) declarou que esteve envolvido em questões "mais graves". Atuava como líder de Éfe Agá, o mesmo Éfe Agá de quem ACM, aliás, já declarara: "Só não fizemos amor."
Em vez de esclarecer, Eliane se defendeu atacando, o recurso dos sem-resposta. Insinua que este escriba, um cidadão curtido por duas faculdades e muitas leituras, tenha o rabo preso com ACM. O leitor desavisado poderia entender que a eleição de ACM para a presidência do Senado tivesse sido turbinada não pela caneta que escreve o Diário Oficial, mas por este simples leitor. Aliás, por que Eliane não diz que Éfe Agá (na compra da reeleição) reprisou o estilo de ACM ("com o dinheiro numa mão e o chicote ou caneta na outra"? Ver no Observatório <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/iq250420011.htm>. Será que Valdeck Ornelas e Rodolfo Tourinho foram ministros por indicação de minha cota pessoal? Sem contar todo um exército de segundo e terceiro escalão.
O Observatório da Imprensa colabora para que os jornais e os jornalistas desçam de um pedestal fictício, já que não produzem, mas reproduzem a notícia, para que não tratem o leitor como indigente mental. Podem e devem assumir posições, e, por isso, errar. Agora, usar de falsos argumentos para tentar enrolar o leitor já é demais.
Gilmar Antonio Crestani
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VISTAS GROSSAS
A verdade em comum
Perdoe a intimidade, porém me sinto seu íntimo amigo, ao descobrir que temos algo em comum, a verdade. O que você relata em seu artigo "A imprensa faz vistas grossas" é a mais pura verdade. Vivo aqui em Brasília e sou testemunha dos fatos. Faço-lhe um pedido: comece logo a contar tudo, até porque você deu sinais de que conhece muito os meandros da capital dos parceiros. Não sugira, faça. Dê o exemplo, seja o primeiro.
Chucre Suaid
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