CENAS DE UM CASAMENTO
Movido a conveniências

A respeito do artigo "Jogo sujo" [ver remissão abaixo], de Luiz Antonio Magalhães, a Folha tem se notabilizado nesta prática antiética de jogar na lama a honra das pessoas. Até aí, nada de novo, e não me surpreende como leitor este comportamento. Porém, o que me chama atenção é o fato de um periódico de grande circulação se associar com o que a política brasileira produziu de pior nos últimos tempos, pessoas que não são propriamente um exemplo de integridade moral – vide período "collorido" da história brasileira recente – e oportunisticamente tirar proveito de uma situação dolorida para a família Suplicy, objetivando, talvez, atingir o PT.

Além do mais atua de forma covarde, alegando não ter responsabilidade por matéria paga, realmente muito curioso. Neste caso a ética que prevalece é aquela que convém à Folha. E como padrões éticos não podem ser particularizados segundo a conveniência que os adote, cabe ao corpo editorial deste jornal buscar um pouco de coerência e transparência, pois saibam, senhores editores da Folha, estamos atentos.

Milton Galvão



Meus pêsames

Parabéns à Revista da Folha, que cada vez mais se aproxima do fantástico jornalismo praticado pela Veja e tantas outras. Parabéns pela paciência e força de vontade em procurar pessoas públicas e aproveitar situações delicadas em suas vidas visando apenas o lucro e a vendagem. Parabéns à Revista da Folha por manchar a imagem de um político que, ao contrário de tantos outros, mantém seu modo de agir limpo e competente, abraçando bandeiras por muitos esquecidas. Parabéns à Revista da Folha por saber perfeitamente como agir em casos extremos e aproveitar situações oportunas para desviar a atenção dos leitores. Não seria mais importante apurar o que acontece no Senado onde Suplicy legisla? Ou até se ater a situações menores, retratando a violência policial que não apenas atingiu adolescentes e estudantes em plena Avenida Paulista na sexta-feira, 20/4, mas que se mantém constante diariamente nas periferias que nos cercam?

"Imprensa é serviço público: a sociedade deve avaliá-la permanentemente." (Observatório da Imprensa)

Arie Storch



Boa cutucada

Concordo em número e grau com a matéria. Parabéns. Alguém cutuca legal.

Moema Martins



Direito ao particular

Achei esse artigo muito interessante, e gostaria de manifestar também minha indignação contra esse tipo de baixaria. As pessoas deveriam ter suas vidas particulares preservadas.

Regina Lúcia Álvares



Tem leitor que gosta

Lamentável! O pior é que saber que há leitores que dedicam parte de seu tempo (ou todo) a ler noticias dessa natureza. A Folha (que sempre julguei o jornal mais confiável e independente) perdeu uma oportunidade de ficar quieta.

José Marcio



Sudam ofuscada

Gostaria de registrar meu contentamento com relação às críticas feitas à Folha contidas no Painel do Leitor do mesmo jornal e mostradas pelo Circo da Notícia. Porém, será que ninguém vê que a notícia da separação de Eduardo e Marta Suplicy é apenas uma manobra para tirar a atenção dos leitores de um escândalo que verdadeiramente incomoda a elite dominante, o caso Sudam? A Justiça manda prender ex-sócio de Jader. Esse fato põe às claras o esquema que está por trás do Senado e que ameaça constantemente a democracia deste país. Os jornais trataram o caso com total discrição, pondo em evidência um suposto problema: a separação da prefeita. É claro que não faltam pessoas que afoitamente querem transformar o caso num alarido barulhento e tratá-lo como um problema verdadeiro. Mas não é um problema, é solução. É a solução exata que uma minoria de pessoas dotadas da mais alta astúcia encontrou para ludibriar a população e fazê-la esquecer dos reais problemas que afligem a sociedade.

Quanto mais se fala na notícia da separação da Marta e do Eduardo, os corruptos deste país festejam.

Adir Ramos



Só falta o Patrezze

A Folha, após a publicação do anúncio do nefasto Cláudio Humberto, chega ao fundo do poço, demonstrando ser o mais hipócrita veículo da imprensa brasileira. Os Frias mostram a sua cara, dignos representantes de uma elite arrogante, que posa de sofisticada e intelectual, mas que no fundo não passa de um bando de canalhas endinheirados, dispostos apenas e tão somente a fazer o jogo do poder, visando manter seu deletério status quo. Do jeito que a coisa vai, acabarão substituindo o Jânio de Freitas pelo Athayde Patrezze e o Clóvis Rossi pelo Celso Russomano.

Ayrton de Moura, Mogi das Cruzes, SP



Até que enfim

Parabéns pela matéria! Finalmente algum meio de comunicação levantou sua voz contra a Folha e esses jornaizinhos do Rio de Janeiro.

Paulo Eduardo Tross, médico


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Jogo sujo – Luiz Antonio Magalhães



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