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OBSERVATÓRIO ELEITORAL
Zero Hora esconde pesquisa

Que era impressionante e descarada a campanha que o grupo RBS vinha fazendo para a campanha de Antonio Britto aqui no RS todos já sabiam, mas após o episódio de "esconder" a penúltima pesquisa eleitoral do grande público foi demais, como mostra o artigo de Gilmar Crestani. [ver remissão abaixo] Vou pela ordem:

1) No domingo (15/9) o jornal noturno Teledomingo anunciava que uma nova pesquisa para presidente e senador havia sido liberada. Achei estranho que durante o programa não tenha sido mencionada o resultado do Cepa/Ufgrs para o governo estadual.

2) Na segunda-feira, os cartazes que divulgam o jornal Zero Hora também somente anunciavam nas esquinas o resultado para Senado e Presidência.

3) No jornal ZH houve destaque para a pesquisa para Senado e Presidência, com gráfico e tudo o mais, e poucas linhas sem destaque algum para a pesquisa a governador, sem citar os percentuais.

4) Estranhando o fato, consultei o site ClicRBS onde, depois de alguns links adentro, foi que verifiquei que havia pesquisa naquela semana para governador e que a diferença entre Tarso Genro e Antonio Britto estava em 9,5% a favor do primeiro. Isto pela primeira vez.

5)5 Ao contrário do jornal Zero Hora, o Correio do Povo, na mesma segunda, estampou na capa pesquisa própria, mas com resultado semelhante, e a manchete era "Tarso amplia vantagem."

Acho que ficou bem clara qual era a intenção da RBS escondendo o resultado da pesquisa em que seu candidato, Antonio Britto, aparecia ladeira abaixo, fato que voltou a acontecer na pesquisa do domingo dia 22/9.

Se um jornal trabalha assim, mostrando somente pesquisas que lhe interessam de forma "descarada", o que não poderá estar fazendo de forma mais subliminar? Um jornal com a importância de Zero Hora não deveria ser imparcial, como de resto a impressa toda?

Casimiro Bairros Ferreira Junior, Porto Alegre

 

Injustiça do OI

Estranho isso: o "corpo editorial" do OI, meu tão querido sáite, baluarte ético do jornalismo brasileiro, resolveu admoestar os seus colaboradores! Nesta nota a respeito da "recusa" do Sr. Crestani em comentar um determinado assunto, fica evidente a intenção de impor um determinado assunto e, o que é pior, dizer que não será emitido juízo para, na linha seguinte, duvidar da credibilidade do autor, em evidente contradição. O OI é um espaço que generosamente cede espaço a tantos esforçados e solitários intelectuais.

Lástima que julgue que um colaborador seu "serviu-se". Dá a idéia de pouco orgulho pelo que publica! Instar alguém é acercar-se do impor. Pior ainda se tratamos de opiniões. Não faz sentido querer obrigar o Sr. Crestani a emitir crítica a algo que possivelmente desconheça ou não tenha acesso aos fatos. Me sinto um pouco indignado e certamente entristecido em ver tão importante canal de (in)formação ser injusto com um dos seus mais prolíficos colaboradores. Atentamente,

Nelson Balestro Jr.

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A língua de duas pontas – Gilmar Antonio Crestani

 

Reflexões de véspera

O presidente Fernando Henrique Cardoso não escolheu bem seu sucessor. Talvez José Serra seja aquele em quem mais confie, mas não tem o mesmo carisma nem tão pouco uma personalidade muito definida. O seu programa eleitoral eletrônico, produzido por um bom vendedor de cerveja, foi o mais longo mas também o mais equivocado. Mostrou um candidato paternalista, egocêntrico e um tanto anacrônico, com pouco apelo popular. Parece o bom patrão. Promete fazer isso, fez aquilo, é competente, vai ser bom para o povão, a velha ladainha positivista... Lembra um pároco. Fisicamente, inclusive. Agora, quando o publicitário Nizan Guanaes escala o animador de TV Gugu para falar por ele ou para tentar alavancar seu produto, aí a situação beira o patético. E Serra ainda tentou desesperadamente desvincular-se de FHC, o que acaba soando falso para o eleitor.

O PSDB merecia algo melhor. O populista e inconsistente Garotinho (isso é nome de presidente?) já o ameaça e se houver segundo turno o governo atual corre risco de não estar representado.

Por outro lado, o programa do Lula é muito bom. Curto e grosso. Passa uma imagem de equipe, de homogeneidade, inclusão, parceria e cumplicidade. O PT acertou em cheio ao escolher o Duda Mendonça, que, além de conhecer muito bem ambos os lados da questão, ajudou a neutralizar possíveis e perigosas ameaças aos objetivos do partido. A acertada escolha do vice, um senador e industrial mineiro bem-sucedido, também fez parte dessa inteligente estratégia de neutralização e compromisso, ao mesmo tempo em que pôde passar ao eleitor com mais clareza o principal lema da campanha do PT que é o pacto social, o consenso e a união nacional, pois Lula é imigrante nordestino, o seu partido nasceu, formou-se e se fortaleceu no Sudeste, se alastrando pelo país, e seu vice é mineiro.

A mais valiosa e decisiva experiência vem de Lula, candidato pela quarta vez e rodeado dos mesmos correligionários que o acompanharam ao longo dos anos, vivenciando árduos e adestradores embates com Collor e FHC. E o povo brasileiro, ao acompanhar essa epopéia, viu-se nesse espelho também, que é a sua luta diária em buscas vãs de encontrar um lugar ao sol. O que estamos presenciando nas pesquisas é simplesmente o reflexo dessa realidade. Só isso.

Agora, saber qual será o vencedor e se teremos um novo governo mais bem sucedido que seu antecessor são ainda arriscados palpites.

Daniel Taubkin

 

Futuro ministro

Será que ninguém está vendo que o Dr. Drauzio está se preparando para ser o ministro da Saúde caso o candidato oficial ganhe a eleição? Por que será que a Globo está dando a maior força a ele? Abre o olho pessoal!

Ayrton Faria

 

Palavras compreensíveis

E um orgulho ser contemporâneo de pessoa tão simples e de tão fácil compreensão.

Gilberto Gonçalves

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As palavras e as eleições – Deonísio da Silva

 

Contra a urna eletrônica

Faz-se urgente implementar uma campanha contra as eleições realizadas com a manipulação das urnas eletrônicas. De volta ao papel e à caneta. Pela legalidade e legitimidade das eleições deste ano. Que de outras nada resta para provar.

Mirian Merimah

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A clonagem das dúvidas – Pedro Antonio Dourado de Rezende

 

Espelho ideológico

Como é que se pode confiar em uma instituição que toma como parâmetro o que há de pior, de menos confiável, modelos de parcialidade como os que esse artigo citou?

Quem é que vai confiar na "sujíssima" Veja, em O Globo (vade retro, Satanás!) e seus filhotes, como Época? A imprensa brasileira de modo geral espelha a ideologia daqueles que sempre mandaram neste pobre país. Jornalões como O Globo (que Deus me proteja!) chutam cachorro morto o tempo todo, mas não são capazes de botar pra fora os podres dos grandões, como ACM, família Sarney, enfim, os "barões" da política brasileira. Divirto-me quando vejo a TV Globo baixar o pau num prefeitozinho lá dos cafundós, num político borra-botas, mas não vai fundo, fundo mesmo quando se trata de político graúdo. Enfim, o que fazer? Não podemos deixar de ler jornais, de ver noticiário, e por isso dia-a-dia temos que engolir a empulhação da imprensa brasileira.

Lais Dias Gonçalves, Casimiro de Abreu, RJ

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