|
GLOBO, TELEBRÁS E FHC
Pau neles!
Fico feliz que, vez por outra, a academia faca pesquisas mais praticas do que masturbações teórico-analíticas. Para nós, público leitor, que não temos contato diário com esse tipo de informação, é revelador ler o conteúdo dessa entrevista. Parabéns ao Observatório por noticiar o feito desse jornalista. Pau neles!
Fabiana A. D’Amico, Rio de Janeiro
Leia também
Globo, Telebrás e FHC – Claudio Julio Tognolli
MÍDIA DESQUALIFICADA
Quem pune os excessos?
Temos assistidos, nos últimos tempos, a crescente ocupação da mídia por pseudo- jornalistas que, utilizando-se do sagrado direito de informar, têm praticado verdadeiro atentado ao bom jornalismo, visando aumentar seus índices de audiência. Na ansiedade de conseguir "furos jornalísticos", não medem as conseqüências de suas intervenções, sujeitando os envolvidos em suas matérias a verdadeiros vexames públicos, trazendo a essas pessoas danos morais difíceis de serem reparados. Recentemente, em Jaú, SP, um radialista divulgou, em programa de rádio de grande audiência na cidade, que determinada senhora estava sendo acusada pelo marido de praticar sexo com animais no sítio onde trabalhavam, dando o nome e a localização da propriedade, tornando assim, possível a identificação do casal. Dias mais tarde, ficou patente que a acusação era falsa, motivada por uma briga do casal.
Claro que a notícia causou um grande dano moral à senhora, que merece, sim, reparação. De quem seria a responsabilidade por essa reparação? Do marido, que acusou falsamente, ou do "radialista", que divulgou uma notícia sem precaver-se de confirmá-la? Sendo verdadeira a notícia, tinha o "jornalista" o direito de divulgá-la?
Não há um procedimento ético, praticado por um conselho de jornalistas, incumbido de fiscalizar e punir excessos por parte desses profissionais? Se não existir, não seria o caso de criá-lo, para salvaguardar a imagem do bom jornalismo, contra o crescente avanço da "imprensa marrom"? Gostaria de receber uma resposta a essas questões, que provavelmente estão na cabeça de muitos brasileiros pensantes.
Osvaldo Rodrigues
Assassinos do teclado
Estudiosa de Direito, acompanhei no Jornal Nacional o noticiário sobre a decretação da prisão preventiva do ex-senador Jader Barbalho e outros. Na edição de sexta-feira e de sábado, inclusive, a emissora usou a expressão "foragido", incorreta tanto jornalística como juridicamente. Ontem, 24/9/02 o Tribunal Regional Federal em Brasília, por unanimidade, considerou o ato sem base ou motivação jurídica, revogando-o.
Aguardei a notícia no Jornal Nacional e... silêncio total.
A atitude profissional de vocês, omitindo notícias, no que os faz diferentes das criaturas que prendem, humilham, torturam, julgam e executam, à margem da lei, como fizeram a Tim Lopes? Afinal, jornalistas usando voz e caneta humilham, torturam psicologicamente, julgam, condenam e executam, só que a pena é a morte moral, e não física. Vou lançar na OAB a sugestão de se acompanhar e analisar o comportamento dos jornalistas, que se arrogam poderes que não têm para matar moralmente cidadãos.
Talvez essa discussão volte a enriquecer os cursos de Direito e redefina os de Jornalismo, mostrando que a ética também é obrigação do jornalista tanto quanto o direito à livre imprensa.
Maria Eugenia
Mais Hipólitos, mais observatórios
Sou estudante de Jornalismo da Faculdade Jorge Amado, na Bahia, e estou fazendo uma análise mais profunda sobre Hipólito da Costa, no contexto da introdução da imprensa no Brasil. E realmente pode-se afirmar que com o Correio Braziliense ele deu vez ao jornalismo. O saudoso Barbosa Lima Sobrinho já dizia que Hipólito, com suas idéias liberais, foi quem, sobretudo, impulsionou a Independência do Brasil. Em tempos como estes, nos quais a velha oligarquia ainda teima em mostrar o chicote, os Hipólitos da vida precisam renascer com mais jornais alternativos e observatórios da imprensa para mudar este cenário vergonhoso, principalmente aqui na Bahia, onde praticamente não existe jornalismo.
Michelle Costa de Oliveira
Leia também
Hipólito José da Costa, repórter – Paulo Roberto de Almeida
Por uma televisão decente
A necessidade de uma televisão de qualidade emana do seio de uma sociedade que se encontra constantemente ferida pelas agressões cometidas pelos diversos meios de comunicação e principalmente pela televisão. Lutar por uma mídia de qualidade é lutar por uma democracia que possibilite vida de qualidade a seus cidadãos. Toda a sociedade deve se engajar numa campanha como esta, que visa o direito a uma mídia de qualidade, direito este que temos mas que não é respeitado.
Keilla Melo, estudante de Comunicação Social e integrante da campanha Quem financia a baixaria é contra a cidadania
Não vejo mais TV
Gostaria de manifestar meu descontentamento com o programa Sabadaço. A linguagem adotada pelo apresentador Leão e as atrações exibidas não são adequadas para o horário, em que muitas crianças estão assistindo. É lamentável que a Bandeirantes, que conheço desde os meus 7 anos de idade (hoje tenho 28), deixe de ser uma TV de conteúdo apropriado, até por não apresentar telenovelas, e agora opte, para um horário tão inadequado, um programa de auditório que deveria ser exibido após as 22h.
Assumo o compromisso de assistir à Band e a outros canais somente depois que se conscientizarem de sua importância social e educacional na formação do povo brasileiro. São novelas, filmes e noticiário, todos em horários inadequados, sensacionalistas e baratos, sem nenhum atrativo cultural. O canal que merece ser assistido é a TV Cultura.
Valter Felicio Fernandes
Festival de palavrões
Sou contra a censura. Mas sou também totalmente contra a esculhambação hoje existente na TV brasileira. Um festival de palavrões em vários programas e novelas, ensaios de peladonas em pleno horário vespertino, armações televisivas para engabelar o telespectador (João Kleber), obscenidades de todo tipo, mentiras, manipulações, gosmeiras (gente comendo insetos) e outras coisas deploráveis. Por isso acho correto que os bispos da Record procurem colocar regras internas de ética para tentar melhorar a TV brasileira. Não acho que seja censura, e sim um código a ser seguido pelos profissionais que ali trabalham.
Ora, toda empresa tem suas regras internas, muitas vezes colocadas em contrato. Se alguém não concordar com tais regras não deve também assinar contrato com a empresa. Os donos da Record têm sua visão a respeito de como deve ser a programação da emissora. As outras emissoras deveriam ter seu código de ética para melhorar o nível da TV, que anda muito baixo. Por enquanto bato palmas para a Rede Record e para a Rede Cultura, que têm no momento uma programação que pode ser assistida sem medo de se deparar com algo inadequado, ou seja, as pornografias visuais e auditivas da atual televisão brasileira.
Geovan da Silva, Salvador
|
|