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ÉPOCA
Um favor a seus leitores
O senhor Paulo Moreira Leite presta um grande favor aos leitores de Época – dentre os quais não me incluo, pois nada que vem da Rede Globo é confiável – ao retirar da revista a coluna de Olavo de Carvalho, um "jornalista" e "filósofo" que, ou é um ser de outro planeta convocado a opinar a respeito de política ou, como penso ser o mais provável, é pago pelas empresas de "comunicação" com o objetivo de ser o "laranja" dessas empresas, isto é, escrever o que as empresas gostariam de ver escrito, com uma criatividade que beira a loucura.
Certa vez, mandei uma mensagem eletrônica a Olavo perguntando quem havia matado mais: o capitalismo ou o comunismo. Ele teve a coragem de me responder que o comunismo matou muito mais gente. Sem contar outras inúmeras bobagens que o "filósofo" já escreveu em suas colunas, como dizer que a imprensa brasileira é revolucionária, além de apoiar o MST e querer o Lula como presidente.
Essas são apenas algumas colocações "brilhantes" de Olavo de Carvalho. Certamente a Época deve ter diminuído a comissão por cada opinião dada, e então Carvalho deve ter dito que na Zero Hora ele recebe muito mais. Ele deve ter exigido um salário de um José Barrionuevo, mas aí já seria exigir demais. Barrionuevo é um "laranja" de luxo.
André Carvalho da Costa
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DIPLOMA EM XEQUE
Diplomado e com orgulho
Cumprimento o professor e jornalista Gerson Martins pelas suas colocações mais do que corretas com relação ao diploma de curso superior de jornalismo para exercer a profissão, agora ameaçada pela tutela antecipada de uma juíza paulista. Seria interessante perguntar a ela e aos colegas que não cursaram a faculdade se rábulas podem advogar e farmacêuticos podem clinicar. A formação superior em jornalismo, que entendemos ter muitas falhas e deve ser melhorada, não pode ser descartada por uma medida jurídica, sem discussão com a sociedade e a própria categoria.
Moacir Assunção, profissional diplomado com orgulho
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SÓ PARA A ELITE
Blindados ou desnecessários?
O colunista social Cesar Giobbi, em sua coluna Personna (26/9), publicada no Estado de S. Paulo, tem razão ao apontar os abusos e a infrações cometidas pelos taxistas com referência ao funcionamento dos pontos de táxi na cidade de São Paulo. Mas comete exageros de linguagem que beiram o preconceito e o elitismo ao afirmar que a "presença deles na área residencial dos Jardins é ridícula de tão desnecessária". Será mesmo? Com relação à proibição de estacionamento e tráfego dos "trambolhos", ou seja, ônibus de fretamento de cidadãos brasileiros economicamente ativos, cabe a pergunta: face a um transporte coletivo deficitário, anacrônico e de quarto mundo e a uma frota de mais de quatro milhões de carros que circulam diariamente, causando congestionamentos astronômicos e poluindo em progressão geométrica a nossa caótica e insegura megalópole, deveriam os nossos trabalhadores deslocar-se de Porshe, Audi e BMW blindados ou em desnecessários táxis? Ou melhor, quem sabe, a pé? No andar da carruagem, a pé ou de bike será a solução viável, mais rápida, democrática, saudável e econômico).
Daniel Taubkin
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