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Edição de Marinilda Carvalho

Um leitor reclama dos muitos "doutor Saulo" usados na edição anterior, e quer saber se foi ironia ou se Saulo Ramos tem doutorado que justifique o tratamento.

Caro leitor, foi ironia, claro.

Afinal, estamos num país em que bicheiro é chamado de "doutor". O que não impede, claro também, que Saulo Ramos tenha lá defendido a sua tese. Não sei nem quero saber. A figura, sinceramente, não anima à pesquisa.

Boa leitura.

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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.

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CASO SARNEY-MURAD
Pesquisas e balões de ensaio

Sem discordar da idéia geral do artigo do sempre brilhante Muniz Sodré, julgo importante buscar maior rigor em algumas considerações:

1. Segundo me recordo de leituras anteriores (posso estar errado, mas não tenho no momento meios para confirmar esta lembrança), antes do primeiro programa em horário gratuito com a governadora Roseana, já havia sinal de preferência pelo seu nome. Isto em pesquisas eleitorais de menção espontânea, sobre a corrida presidencial. Sendo isto verdade, devemos evitar a tentação maniqueísta de imaginar que os publicitários podem eleger qualquer candidato. A subida meteórica nas pesquisas teria como alicerce um candidato que, previamente ao marketing televisivo, preenchia certos anseios do eleitorado ("essa coisa de mulher" e sabe lá quais outros). Claro que nada garante que o eleitorado esteja percebendo corretamente quem preenche seus anseios, mas isto não é apenas obra da campanha publicitária.

2. O texto diz que os balões de ensaio que inflaram a governadora "não tardaram a ser esvaziados por um cenário espertamente administrado nos desvãos burocráticos...". Pelos fatos mostrados publicamente pela imprensa, creio não existirem indícios suficientes para esta afirmação. Também me soa maniqueísta, pois coloca como secundário o papel do Ministério Público no episódio que resultou no esvaziamento dos balões de ensaio.

Rubens Santos

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Uma imagem arrasadora – Muniz Sodré

 

Mas que "doutor" é esse?

Não consegui identificar se as diversas vezes em que é dado o título de doutor ao senhor Saulo são de ironia ou se ele realmente é um doutor. Digo isso pois ouvi dizer que os advogados – assim como jornalistas, engenheiros etc. – têm o dever de apresentar e defender tese para receber o louvável título.

Não me sinto confortável com a banalização de um título que custa muito a ser conquistado. Gostaria, então, de saber qual foi a tese de doutorado defendida pelo "doutor" Saulo Ramos.

Percio Villoslada

 

Sinhozinho melindrado

Sarney, no seu discurso de sinhozinho melindrado, quer organismos internacionais fiscalizando as eleições no Brasil. FHC diz que basta a mídia. Como estudante de Jornalismo, acho que a opção internacional é só mais um passo para a perda de soberania que o Brasil sofre nesses anos neoliberais. Já a mídia grande não é isenta, a não ser que me provem o contrário. Resta a nós, estudantes de Comunicação, observarmos o papel da mídia e atentarmos, como futuros profissionais, para seu papel (decisivo, mas que não pode ser decisório) nas eleições.

Os erros e as falcatruas devem ser mostrados e não devem ser repetidos. A fiscalização deve passar pelas mãos do Ministério Público, se acreditamos – ou temos esperança de – em que vivemos numa democracia. Se não, resta a opção revolucionária, ou somos acomodados?

Gustavo Farias

 

Guerra de dossiês

Já que estamos em plena guerra de dossiês, e pelo momento político, creio ser muito interessante e útil voltar a discutir o famigerado caso do Dossiê Caymán, pois, abafado como foi, está atravessado na garganta, e pelo que sei somente dois bois de piranha estão presos no FDC de Miami, José Ferraz e Oscar de Barros. Do restante das pessoas que tiveram seus nomes divulgados, alguns fugiram de Miami e outros, como os possíveis donos da conta e do dinheiro, estão bem tranqüilos.

Conforme a Tribuna da Imprensa, na matéria de Sebastião Nery "O que Sarney queria falar e não falou", é notório que a maioria de políticos sabe muito bem o que rolou nessa história real. Que tal voltar ao tema? Nada mais agradável do que $$$$$$$$$$$.

Renato Carlos Pavanelli, Limeira, SP

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Vazamentos, grampos & fitas: um caso de moralismo seletivo – Alberto Dines

Colaborador e advogado de defesa – José Antonio Palhano

O caráter do Dr. Saulo; Bem feito para o Dr. Saulo; Ao Dr. Saulo, elegância – Caderno do Leitor (rolar a página)


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