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PÓS-GRADUAÇÃO
Mestre ou doutor, jornalista
Prezado Victor Gentilli, concordo sobre a necessidade de maiores pesquisas e profissionais capacitados para a área técnica de jornalismo. No entanto, os desvios para as disciplinas gerais de Comunicação possivelmente ocorrem porque grande parte dos mestres e doutores que hoje estão pelas faculdades não conhecem e nunca vivenciaram uma redação. Entendemos que, nesse ponto, as exigências do MEC quanto à necessidade de títulos – mestre e doutor – deixa um enorme vácuo, prejudicando o próprio ensino do Jornalismo nas faculdades e universidades do nosso país. É inconcebível, mas acontece atualmente – e já vem acontecendo há algum tempo – um recém-formado em Jornalismo optar pela continuidade dos estudos, conseguindo o título de mestre e iniciar na área acadêmica ministrando disciplinas – pasmem – técnicas, sem sequer saber a rotina, ou o processo em si, de uma redação de jornal, revista, rádio e TV.
Em nossa modesta opinião, os profissionais das redações, já com uma boa "quilometragem rodada", poderiam ter um acesso mais fácil aos cursos de Jornalismo. Tive uma vivência de 28 anos nas redações de jornais – Diário Popular, Popular da Tarde, Estadão, Jornal da Tarde, Gazeta Esportiva, DCI e revistas especializadas e de informação geral – como você, passei também pelo velho Dipo, que foi minha verdadeira escola – e acredito ser esta a grande e decisiva contribuição que passo para os meus alunos, independentemente do título de mestre ou doutor.
Como dizia o meu professor e companheiro Aloysio Biondi, o repórter tem de passar por todas as experiências de rua para depois integrar uma chefia de reportagem, assumir uma editoria etc. e tal. Como alguém pode passar uma experiência sem nunca tê-la vivido ? Fica difícil. Sinto que os estudantes de Jornalismo, de um modo geral, exigem esse tipo de experiência nas salas de aula. São reclamações de alunos que venho registrando com muita freqüência. O curso de Jornalismo, na Cásper Líbero, em 74, contava com um corpo docente de larga experiência no campo de trabalho. O que não ocorre hoje em grande parte das faculdades, onde jovens mestres e doutores, não contestando aqui a capacidade, o talento de cada um – de forma alguma – se apresentam aos alunos para ministrar disciplinas técnicas. Como sempre ouvi dos veteranos das redações: o jornalista é um cara amado e odiado ao mesmo tempo. Muitos são os prazeres e decepções, mas no final da estrada, com muito orgulho, ele terá sempre muitas histórias para contar. Com toda a certeza.
Laercio Arruda, jornalista e professor universitário
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Crescimento e problemas – Victor Gentilli
RODA VIVA
Cadê a isenção?
Gostaria de colocar uma questão, que talvez seja repetitiva, mas me inquieta bastante: assisto ao programa Roda Viva, da TV Cultura, e nessas últimas semanas foram colocados "na berlinda" os presidenciáveis José Serra, Anthony Garotinho, Ciro Gomes e Lula. Como garantir a isenção destes programas, uma vez que os entrevistadores pertencem a empresas privadas que, sabemos bem, têm suas posições políticas e a elas estão vinculadas por questões financeiras, e não-preocupadas com o desenvolvimento social e político do país?
Vale ressaltar que esses posicionamentos não refletem o total da banca de entrevistadores. Considero que a participação de cientistas políticos, como Carlos Novaes, aumenta a isenção. Pois ainda que haja um posicionamento, creio estar ele fundamentado ao conteúdo, e não a interesses financeiros de empresas privadas.
Afinal, por que a Globo Cabo tem direito a crédito no BNDES (em ano eleitoral) e a revista CartaCapital não o obtém?
Sérgio Okawa, analista de sistemas, São Paulo
FOTO DE GUERRA
Publicar, só coisa boa
Concordo com a matéria, particularmente quando afirma que se não há boas novas pelo menos se deixe acesa a esperança de que uma hora elas chegarão. Uma idéia é escrevermos, nós, os indignados leitores, às colunas de leitores ou ao ombudsman dos jornais, e darmos a nossa dose de repulsa a tais fotos e matérias. Esta idéia, sim, acho digna de mandar para listas de amigos da internet.
Maria Adele Colameo Motta
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A imagem sempre culpada – Antônio Brasil
MÍDIA ESPORTIVA
Milton Neves e a baixaria
Pelo visto a apelação dá audiência, pois o programa de futebol apresentado pelo Milton Neves está se incluindo na gama de opções de baixaria exibidas na TV aberta. A mediocridade do futebol brasileiro está se transferindo assim para os programas que deveriam discuti-lo e apresentar as notícias a seu respeito com seriedade. Mas em boa parte deste programa viu-se uma discussão a respeito de acertos de salário entre o jogador colombiano Rincón e um dos dirigentes do Santos. Coisa lamentável.
Marlus Vandelao
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