2/6

Envie para um amigo  Procure no arquivo

CASO TIM LOPES
Contra a câmera oculta

Considerei o artigo oportuno. As associações entre as câmeras ocultas, o corpo transparente, o gene, a arquitetura (dos vidros), enfim, caracterizando o período pós- moderno como o período da "transparência", foram perfeitas. Sou estudante de Comunicação e cursei neste período a disciplina Legislação e Ética do Jornalismo. Lemos e debatemos diversos textos sobre a utilização de câmeras ocultas. Por mais incrível que possa parecer, todos eles contrários à utilização. Com todo respeito à pluralidade de idéias que caracteriza uma sociedade democrática, penso que esta mesma sociedade quer fugir do contexto de uma época, negando-a. Não seria mais valioso e inteligente apreender todos os fenômenos e características da atualidade para formatar de forma consciente o futuro próximo, tentando agregar valores reais e possíveis à sociedade no intuito de transformar os "indivíduos em pessoas" e a "massa em comunidades"?

Jussara Malafaia Moraes

Leia também

Jornalismo investigativo a qualquer custo? – Antônio Brasil

 

Que vida vale mais?

Concordo que foi brutal a morte de Tim, mas também não foi brutal a morte da diretora de escola em São Paulo, e não se fala mais no assunto? Será que uma vida vale mais que a outra? A diretora era conhecida por toda a comunidade a que servia, será que Tim era? Qual a vítima mais fraca? E a professora que leva seus sonhos para a periferia, se for morta, vai para o noticiário? Creio que todos os casos devem ser esclarecidos, e todos devem ter segurança, para exercer seu ofício. Todos os dias jornalistas dizem que os professores ganham uma miséria, e na greve os acusam por reivindicar aumento salarial. Vocês já entraram numa escola pública?

Claudia Regina Freire Amieiro

 

Radical, mas preciso

O artigo "Vítima da banalização e da lascívia", do professor da UFBA Fernando Conceição foi, até o momento, o mais preciso, apropriado e realista, apesar do radicalismo. Num momento em que a pieguice prevalece é sempre bom ter uma voz clara chamando à razão.

Raquel Rabelo

Vítima da banalização e da lascívia – Fernando Conceição

 

A toque de caixa

Gostaria de parabenizar o jornalista Mohazir Salomão pelo comentário. Sou uma jornalista "foca", mas já trabalhei por algum tempo na produção de uma das afiliadas globais no estado de São Paulo. A produção a toque de caixa me incomodava profundamente. Quando veio à tona o caso Tim Lopes, devido ao tom do noticiário, fiquei com a sensação de que só eu, com a minha inexperiência, não conseguia desenvolver em duas horas um jornalismo mais aprofundado. Com o tempo e as conversas com profissionais experientes, fui percebendo que quase ninguém mais consegue. Estamos todos perdendo com isso, como profissionais e cidadãos.

Mônica Nóbrega

Jornalismo "investigativo", com e sem aspas – Mozahir Salomão

Mande-nos seu comentário


Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe