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O GAÚCHO E A MÍDIA
Para tomar partido

Barrionuevo, Lasier Martins e tantos outros – tantos que fiquei impressionado quando lá cheguei e enquanto lá vivi e trabalhei: como pode haver consumidor para tanto comentário? E para tanto lixo? Os jornais, as TVs têm quase tanto espaço para opinião quanto para notícia... depois entendi que é da psicologia do gaúcho tomar partido, necessariamente estar de um ou de outro lado, o que inclui dar ouvidos a uma voz de caudilho...

Ângelo de Souza

 

GEORGE SOROS
De olho na mina de ouro

Me digam se estiver errado: Soros nunca imagina quando o governo vai intervir no mercado, quando o dólar vai subir ou descer Passa sempre despercebido e jamais usa de seu ex-braço direito [Armínio Fraga]. Quem tem tamanho poder de fogo vai querer perder a mina de ouro? É possível um pais como o nosso, rico em minérios, agricultura, indústria etc. ter o risco maior do que todos os paises da África, da América Central?

Precisamos é de pessoas que amem o Brasil, amem seu povo.

Rogério Bittencourt

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GLOBO S.A.
Ações para a população

Meu nome é José Feliciano de Carvalho Júnior, sou advogado e estudante de Jornalismo. A análise está adequada. Contudo penso que o serviço de televisão tem natureza de concessão pública. Em razão disso, penso que a abertura de capital, proposta com privilégios ao capital estrangeiro, deveria, antes, ser oferecida à população, com oportunidades de aquisição de ações – mesmo que em caráter minoritário – à população brasileira.

Penso que as privatizações já ocorridas, tal como ocorre com as empresas de comunicação, desprezaram/desprezam o interesse e não concederam/concedem oportunidade ao povo brasileiro de adquirir cotas de capital das empresas privatizadas. No mesmo sentido, as entidades de comunicação, embora mereçam a oportunidade de receber o capital estrangeiro, antes disso deveriam dar ao povo brasileiro a oportunidade dessa aquisição, para que possamos influir nos conteúdos. Caminhamos para um Estado plebiscitário devido aos meios eletrônicos de deliberação. Sabemos que as modificações introduzidas na lei das sociedades anônimas estão voltadas ao respeito à opinião da minoria societária. O futuro é um caminho irreversível. Façamo-lo em condições do bem comum.

José Feliciano de Carvalho

 

Um modelo a ser revisto

O fato de a Globo, ou outra empresa qualquer, abrir seu capital ao mercado, num país onde não há tradição de aplicação popular em bolsa de valores, não significa democratização ou controle social da empresa. Ampliar a participação social nos meios de comunicação significar rever o modelo de concessão e gestão da radiodifusão no nosso país.

Raquel Rabelo

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