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TRAGÉDIAS DIÁRIAS
Somos todos responsáveis

Quero parabenizar ao autor do artigo, pois somos todos responsáveis por essa violência, que desagrega o ser humano em todo mundo. Vivemos a cada dia como se estivéssemos numa trincheira, atentos a cada ataque, quer na rua quer em casa; vivemos em constante preocupação com o futuro dos nossos filhos, pois a perspectiva de paz no futuro ainda está muito distante de se realizar. A globalização nos enriqueceu com o conhecimento tecnológico, mas também nos distancia dos sentimentos mais nobres da solidariedade, do respeito ao próximo que, a cada dia, presenciamos no contraste do progresso com a fome das crianças e dos idosos sofrendo violência.

José A. Lopes

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A percepção da violência – Vera Silva

 

 

TERROR & CENSURA
Bronca nos críticos

É interessante como vocês, supostos críticos da linguagem impressa, construíram esse artigo. Utilizaram do mesmo senso comum vislumbrado nos meios de comunicação, ao enfatizar uma imagem negativa para determinada comunidade. Nas entrelinhas, passaram a mensagem de um país atrasado (onde já se viu não haver liberdade de imprensa? Isso fere o princípio de direitos humanos, atualmente tão em pauta, portanto, interessante para causar a comoção do grande público...). Isso soa, no mínimo, ridículo! Vocês consideram que há, no Brasil, liberdade de expressão? Os grandes veículos de comunicação são coniventes com o discurso lúdico do governo, as notícias são dadas em formatos sensacionalistas e com omissão das informações que porventura poderiam contribuir para a formulação de um outro tipo de pensamento do leitor.

O ato de censurar ou não tais manifestações está situado no contexto político, ou vocês acham que todos os brasileiros ficaram tristes diante desse acontecimento? A questão a ser colocada é: é óbvio que não houve luto geral, mas para que divulgar uma opinião contrária se esta suscitaria ódio a este povo? A quem isso interessa? É interessante perceber como a mídia opera para obter respaldo perante a população pelas suas futuras ações: criar um componente de repulsa (festa pela desgraça alheia), colocar a culpa em um homem procurado há muito tempo (juntou-se a expectativa da população em achar um culpado e, também, valorizar o governo – e por que não o exemplo de sistema implantado? – pela eficiência e, concomitantemente, surgiu a melhor oportunidade para capturar Bin Laden).

É uma pena que vocês se utilizaram do mesmo pensamento corrente.

Alessandra Yume Beltrame

 

DESINFORMAÇÃO
Parlamentares sem voz

Costumo sempre assistir à TV Câmara e à TV Senado, as quais acho isentas, pois transmitem na íntegra, sem edições. Observo que muitos parlamentares têm opinião muito abalizada a respeito dos ataques aos EUA, refletindo em muito a opinião intelectual e também popular que temos visto nas manifestações de rua, não só no estrangeiro, mas com muita intensidade aqui no Brasil. Verifico que o povo tem criticado a reação militar dos EUA e sua política imperialista, egocentrista e de mando no mundo, em vez de, em momento tão crucial para a civilização e pela hegemonia que detêm, tentar promover a solidariedade e buscar punir apenas e tão somente os culpados, não as nações que porventura abriguem tais terroristas, pois seria também um ato de terror – não de autodefesa, como absurdamente disse o papa, pontífice da minha igreja.

O parlamento brasileiro está muito atento e refletindo muito bem tais posições intelectuais e populares. Apesar disso, a imprensa não noticia nada de bom que se faz ou que se discute no Congresso, concentrando sua cobertura em fazer, ou melhor, tentar fazer com que a visão prevalente seja a de que os responsáveis são terroristas árabes, fanáticos, pois não existe injustiça nenhuma que justifique tal ato bárbaro etc e tal. Até parece ladainha ensaiada pelas emissoras. Ora, a população não é mais tão tacanha, e acompanha os acontecimentos do mundo, tirando suas conclusões, que não são necessariamente o que a imprensa e mídia em geral quer impor.

Parece até que ninguém tem autonomia intelectual para analisar e fazer críticas ou debates isentos. Gostaria de saber principalmente o porquê de a imprensa não noticiar as manifestações parlamentares acerca não só deste assunto, mas de outros, como, a auditoria da dívida pública, que sempre é pleiteada e é assunto de suma importância para o país – infelizmente, para a imprensa, não. Acredito que a imprensa está longe de ser independente e faz parte, sim, do megassistema de dominação que procura manter tudo no status quo. Se fosse independente, nosso mundo seria outro.

Espero que o Observatório da Imprensa, por tentar criticar e aprimorar o jornalismo, reflita nestas parcas linhas deste observador sedento da verdade em setor tão importante, para o povo terminar de acordar.

Sandro Couto



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