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PRECONCEITO NA VEJA
Compreensão estreita
"Na verdade, a compreensão de Veja sobre o mundo islâmico é demasiadamente estreita. Queimar livros, proibir filmes e músicas, submeter as mulheres ao poder masculino e o povo ao poder da elite não são de maneira alguma exclusividades do mundo islâmico."
Aqui, entre outras coisas que estão na raiz dos atentados a escolas etc. na própria América pelos próprios americanos e a pornografia infantil não fazem parte dos valores da "turma do turbante".
Ana Vasconcelos
Sobre a greve, nada
Interessante é observar em Veja, na semana anterior ao atentado, quatro páginas de elogios ao ministro da Educação, Paulo Renato, enquanto 49 das 52 universidades federais do Brasil estão em greve.
Guilherme Campos
Isso é que é lavagem cerebral
Meu pai é assinante da Veja, e sempre tive a oportunidade de lê-la. Confesso que fiquei abismada com o brilhantismo do ataque, a sua perfeição. Tenho que declarar que não apóio o terrorismo e nenhum tipo de violência, mas o que se vê na imprensa é só o que os que detêm o poder querem que se veja, que se saiba. Sim, detesto as proibições ridículas das religiões e a violência sobre as pessoas. O modo mais fácil de criar fanáticos é fazer com que eles creiam antes mesmo de aprender sobre algo. Um dos problemas dos americanos é que eles acreditam tanto na sua sabedoria que não enxergam as demais. O etnocentrismo é exercido com tanta ênfase que a verdade dos demais nunca será, por parte deles, sequer um dia estudada. O povo tem o que merece, o presidente deles é totalmente compatível com a ignorância dos cidadãos americanos.
Quando li na semana passada esta edição de Veja tive que me esforçar para não concordar com eles. Eles fazem uma lavagem cerebral na cabeça das pessoas que só escapa quem já têm opinião formada, algum saber, alguma informação. Fico triste ao perceber que esta revista alcança uma grande fatia da população do país e até do exterior. Mas, infelizmente, sempre será assim. Quem tem o poder da grana deterá o poder da informação, e assim seguirão os "carneirinhos" acreditando na verdade imposta. Graças a minha boa formação posso apreender o que é compatível, e o resto posso deletar.
Fico feliz de saber que existem na imprensa outras cabeças que pensam diferente das de Veja.
Cristina de Miranda Gomes
Bin Laden e Che
A Veja, em sua última edição, chama o Bin Laden de Che Guevara do Islã. Sinceramente, achei a comparação fora de propósito e sem qualquer base na realidade. Um atestado de ignorância política.
Gilson Goulart
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