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TIMOR LESTE
Os livros não estão chegando
Sou bibliotecária e participante de listas de discussão sobre biblioteconomia. Reproduzi e enviei (citando a fonte) um pedido publicado no Observatório semanas atrás, solicitando envio de livros em português para o Timor Leste. Uma participante da lista atendeu ao apelo e remeteu os livros como orientava o texto. Ela me enviou a seguinte mensagem:
"Teresa, estávamos felizes por ajudar algumas crianças. Não foi possível. O Correio devolveu os livros dirigidos ao Timor Leste! Eles alegam que devido a tudo que anda acontecendo no país não é permitido enviar nada. Tudo está sendo vistoriado, qualquer coisa destinada ao país. Mesmo podendo abrir e verificando que são livros, e de literatura, vão ficar tanto tempo parados que acabam extraviados. Esta foi a justificativa."
Estou estranhando a alegação do correio: o que está acontecendo no país? A guerra civil já não terminou? Peço que encaminhem este alerta ao autor do pedido, a fim de que ele possa tomar alguma providência. E também para que ele saiba que há interessados em ajudar.
Teresa Silva
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MERCADO FECHADO
Jornalista sem emprego
O que está acontecendo com o mercado jornalístico no país, principalmente o do telejornalismo? As notícias sobre demissões em massa correm como a lava do Etna em dia de fúria total. Desculpem a comparação, mas acredito que essa atual situação do mercado pode ser prenúncio de um caos ainda maior. Demitem-se 10, 15, 20 jornalistas de uma vez só. E não importa tempo de casa, talento, credibilidade, empatia... Coitados dos inexperientes e não tão bonitos assim (retifico: a TV brasileira admite, sim, gente bonita e que tenha uma boa presença no vídeo. E só).
Gostaria de deixar claro que não é um desafogo de profissional frustrada, porque ouso dizer que não sou. Estou, sim, triste e aflita por não saber para onde correr. Free-lancer? Bem, depender de trabalhos temporários é a única saída no momento mas, infelizmente, é uma solução que só faz aumentar a angústia. Será que dá pra ter "esperança"? Será que o Lula-lá vai mudar alguma coisa ou será que o novo governo tem motivado essa situação? Espero, sinceramente, que não.
Simone Sartori Specian, SP, 27 anos, jornalista formada há 6, sem trabalho fixo há 2
UFRGS
Comunicação em estado precário
Gostaria de, pelo Observatório da Imprensa, divulgar o triste estado da Faculdade de Comunicação da UFRGS. A exemplo de outras escolas federais, a Faculdade de Comunicação, junto às de Biblioteconomia e Arquivologia, sofre uma carência enorme de equipamentos, professores e administradores capazes. De tempos em tempos alunos se animam com notícias sobre a compra de materiais solicitados, mas a realidade logo nos desencanta. A burocracia e a falta de vontade (ou será incompetência?) da direção desta faculdade – que a meu ver passa o dia tomando cafezinho – não cooperam com a ansiedade dos alunos em verem suas cadeiras funcionando novamente.
Na quarta-feira 27/11, em reunião, alunos se dispuseram à mobilização. O resultado, como sempre – pela falta de idéias – foi este: nossa faculdade está na iminência de uma nova greve, desta vez não de funcionários, mas de alunos. Idéias vêm surgindo aos poucos, mas faltam pessoas com coragem suficiente de coloca-las em prática. Logo, a solução viável, e imediata, é a greve. Sem cooperação dos órgãos responsáveis, nossa única alternativa é, infelizmente, a radicalização.
Thomás Selistre
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