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ESTUPROS NA USP
Mídia ignora violência no campus

O mito da Universidade de São Paulo vem se deteriorando a cada dia, principalmente para seus estudantes que, além de enfrentarem o sucateamento da universidade pública têm que conviver com o medo. Nesta quarta-feira (27/11/02) houve mais uma vítima deste medo; uma estudante da Faculdade de Letras foi violentada no estacionamento atrás da faculdade em plena luz do dia (12h). O fato não foi veiculado na grande mídia, e o que nós (estudantes e funcionários da USP) assistimos é a um "cobrir com panos" a violência que nos cerca; por parte da reitoria não vemos providências ou a menor preocupação quanto a este caso. Este não foi o primeiro e provavelmente não será o ultimo caso de estupro na maior e mais bem conceituada universidade pública da América Latina. Muitas providências podem ser tomadas, entretanto nem ao menos nos informam direito dos fatos: há boatos de que já fizeram inclusive um retrato-falado do estuprador, mas não está sendo divulgado no campus.

O erro dos que não querem de forma alguma divulgar o que acontece de ruim aqui na USP é o de confundir – "manter a imagem de perfeição do mito USP" a qualquer custo, em vez de "manter o ensino de qualidade" que tanto deu prestigio a esta instituição de ensino. Sem dúvida que a USP ainda forma todos os anos profissionais competentes em todas as suas áreas de ensino, mas precisamos mostrar à população que a cidade universitária não é e nem nunca foi desprovida de problemas, e embora haja uma certa mistificação de uma cidade (dentro de uma cidade) perfeita, também é nosso dever informar que, como cidade (mesmo de proporção pequena), enfrenta problemas de má administração, descaso e incompetência.

Espero conseguir por parte dos meios de comunicação atenção ao problema que estamos enfrentando.

Rosângela Veríssimo, estudante do 2º ano da FFLCH

INTERNET
Mudança de um retrato social

Sim, mudou a ótica, a internet não é mais uma ferramenta comercial. Podemos encará-la como evolução e o maior campo convidativo para o crime. Facilita e abrevia o caminho para os pedófilos. Casos de polícia ou de médicos? Ininputáveis! Em termos comerciais a pornografia é um grande negócio – 5 bilhões de dólares! Existe uma demanda, e ao ter demanda deflagra uma sociedade moralmente corrompida.

Em tempos de PCC (hoje, extinto PCC, graças ao Geleião), terrorismo, leis de software (puro lobby empresarial), hackers, crackers, freakers, projetos de lei movidos a Fantástico, precisa haver com urgência uma adequação penal. Como fazer quando o delito é praticado interfronteiras? Como a lei alcançará outros países? E quando o crime é local? Quem é que comete os crimes? É o pessoal do "colarinho branco"? Grandes lavagens, sonegadores... Parece que o mundo mudou depois do 11 de setembro. Ou até antes dele. A tecnologia trouxe problemas à policia e novos desafios. Além de existir uma migração do crime. Uma faixa etária menor começou a operar, o que exige maior agilidade das autoridades. Já foram criados conselhos de discussões e muitos ante- projetos de crimes de informática levados ao conhecimento governamental. Mas leis antigas ainda perpetuam. O rufianismo impera.

Órgãos nacionais e internacionais em crescimento estão engendrados no combate aos crimes de internet . É necessário um desenvolvimento da telemática. Afinal de contas, tecnologia se combate com tecnologia para aumentar a segurança.

Ivanna Fabiani

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