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Edição de Marinilda Carvalho
Mais e mais leitores escrevem contra o programa do "humorista" João Kleber na RedeTV!, que lidera com folga a lista das queixas contra a baixaria crescente na televisão.
Será que nenhuma autoridade assiste àquelas atrocidades? Fica assim, por isso mesmo, essa exibição diária de humilhações, falta de compaixão, desrespeito, anticidadania? É preciso que aconteça o que, para que se faça alguma coisa? Um assassinato ao vivo, enquanto João Kleber diz, naquela voz insuportável: "Você tem certeza de que vai matar esse sujeito? Você está mesmo preparado para matar o sujeito?"
O resto já aconteceu. Sabe disso quem já assistiu a essa podridão.
Os leitores também começam a se preocupar com a frieza, a indiferença de nossa mídia em relação aos preparativos para o ataque anglo-americano ao Iraque. Pacifista, nosso leitor não consegue entender como jornalistas brasileiros podem repetir mecanicamente o discurso monocórdio da mídia americana a favor da guerra. Isenção? Isenção, todos sabemos, é figura de retórica. Depreende-se então que a nossa imprensa é a favor deste ato de agressão condenado mundialmente.
Boa leitura.
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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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REDE TV!
A pior baixaria do Brasil
Ontem, quinta-feira (30/1/03), parei para assistir ao programa Canal Aberto, da Rede TV!, apresentado por João Kleber. Como todo mundo sabe, João Kleber é a maior fraude da televisão brasileira, junto com o seu companheiro de emissora, Sérgio Mallandro (cujo o nome é justificável). Entre as baboseiras que o apresentador fala existe um quadro de pegadinhas. Uma mais ridícula do que a outra, além, é claro, todas humilhantes.
Mas houve um momento que me chamou a atenção, e eu acho que só a mim, porque João Kleber não fez questão nenhuma de comentar. Vou relatar a cena: uma mulher supostamente grávida entrava em um restaurante e pedia uma "mordida" no que os fregueses estavam comendo. Cada um cedia, e a mulher mordia o braço do freguês. Mas a questão não é essa, e sim o que acontecia antes dessa "mordida". Os incautos ofereciam seu lanche, pelo qual pagariam.
Conclusão: quando você imaginaria que no Brasil há pessoas tão solidárias? Não estou dizendo que isso seja um milagre, mas é uma pena que o apresentador, em nenhum momento, tenha comentado o fato. Isso prova o quanto a televisão está acabada, e a péssima qualidade dos apresentadores está reinando em cada emissora. Está na hora de haver uma mudança, e logo.
Alisson Cassol Dozza
Nem em circuito fechado
O apresentador João Kleber não serve nem mesmo para circuito fechado de televisão. Ele não tem o menor respeito pelos telespectadores. Além de matérias imbecis, seu "pára... pára... pára..." caracteriza falta de matérias e a necessidade de preencher espaço. Só a direção da Rede TV ainda não percebeu isso.
Fernando Dias, jornalista
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