5/10

Envie para um amigo  Procure no arquivo

PLÁGIO
Também fui plagiado

Tenho artigo publicado em 1999 pela RT (Revista dos Tribunais), número 766, página 491, que foi plagiado por uma senhora num livro publicado e vendido em todo o país. Realmente a falta de honestidade e responsabilidade científica está tomando grandes proporções. Parabéns pela denúncia.

Paulo Sá Elias



CADERNOS CULTURAIS
Apareça no debate

Gostaria de cumprimentar Antonio José do Espírito Santo pelo comentário acerca da Nova Dramaturgia Carioca. Assisti a um dos "espetáculos" originados por essa mostra. Pois bem, ainda vale o QI, meu amigo. Nem eu nem você elegemos os talentos emergentes. E é justamente por iniciativas como esta que cerca de 300 artistas vêm se reunindo no Teatro Sergio Porto, na pretensão de construir uma cultura efetivamente democrática e que faça valer os R$ investidos. Apareça lá. Segundas, às 21h, no Teatro Sérgio Porto, Humaitá.

Marco de Aquino



Leia também

Nós, os sem-dramaturgia – Antônio José do Espírito Santo



NOVO CÓDIGO CIVIL
Só mudança evita caos

Em relação ao artigo "Cobertura lamentável", de Márcio Marcucci, publicado na edição de 22/1/03 deste OI, conclui-se que, de fato, é lamentável a falta de conhecimento dos jornalistas sobre assuntos específicos. Vários são os fatores que contribuem para esse hiato na carreira. Na deficiente vida acadêmica, mais importa a média para passar do que a busca do conhecimento. As pesquisas, que deveriam representar uma das fontes para o saber, limitam-se ao "Ctrl C" – "Ctrl V". O conteúdo passa da internet para o papel, longe do cérebro do estudante.

A ética também não os preocupa, pelo simples fato de sequer saberem da sua existência. Quando sabem, não a valorizam, assim como não a adotam como postura. Os professores nem sempre estão preparados para reconhecer o plágio ou fingem ignorar. E nesse faz-de-conta faculdades e universidades despejam no mercado os futuros jornalistas, profissionais que deveriam desempenhar um papel social relevante, com foco na informação precisa, no fortalecimento da democracia e na construção de uma nação consciente, capaz de fazer a sua própria história.

Entretanto, com raras exceções, não é o que se vê. Além das falhas acadêmicas, na correria das redações e estúdios, a qualidade muitas vezes é desprezada, pois o mais importante é não perder os exíguos prazos para o fechamento das edições. Com isso, quem sai perdendo é o leitor ou telespectador, os quais, muitas vezes, têm no veículo impresso ou eletrônico as únicas fontes de informação. E, faltando consistência, contentam-se com o que lhes é vendido.

Assim, uma minoria, dotada de senso crítico, sairá em busca de outras fontes. Mas a "massa" continuará representando o "paraíso fiscal" para a imprensa que não lhe recolhe a sua cota de responsabilidade social. Para eliminar esse caos, será necessário uma reformulação em vários segmentos da sociedade, a começar pela reeducação dentro de casa, dentro das escolas e, principalmente, dentro dos próprios veículos de comunicação.

Jussara Moraes



Com muita parcimônia

Sou advogada e professora de Direito, e concordo plenamente com os comentários sobre a cobertura dada à entrada de um novo diploma legal que, nas palavras do professor Miguel Reale , representa a "... constituição do homem comum" . Por outro lado, independentemente das abordagens distorcidas pela mídia, vale a pena asseverar, muitas vezes, respaldadas em comentários feitos por advogados e bacharéis que, empolgados com a possibilidade de divulgarem seus nomes e suas idéias não avaliam o grau da responsabilidade quanto a uma interpretação isolada sobre temas que, a bem da verdade, reclamam um conhecimento científico que ultrapassa a repetição do óbvio. Vale a pena também ressaltar que nem sempre há possibilidade de enfrentarem-se temas tão complexos (obrigações, propriedade, decadência, prescrição; regime de bens, condomínio etc.) que envolvem as figuras jurídicas fazendo disso um simples "bate-papo", ou uma receita culinária.

Essa dificuldade ocorre em outros segmentos, a exemplo da saúde: por vezes uma entrevista mal feita pode gerar prejuízo tanto para quem fala quanto para quem ouve! Assim, válida a advertência do Dr. Marcio, porém, mesmo a consulta aos doutos deve ser feita, pelos jornalistas, com muita parcimônia, a fim de que se avalie o que pode ser dito e como...

Ligia Bisogni

Mande-nos seu comentário


Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe