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MÍDIA ESPORTIVA
A culpa foi do Santos
Desculpe-me, Sr. Antônio Carlos Teixeira, mas querer defender o Santos, campeão e queridinho do Brasil, de uma possível marmelada no jogo São Paulo e Santo André é querer tirar a responsabilidade do próprio Santos. Mesmo que o resultado fosse qualquer outro não valeira o ingresso. Pelo regulamento era um jogo perdido, ou você acha que os 10 mil torcedores do São Paulo foram lá para ver o time ganhar?
Acho que os fracassos de um time são responsabilidade deste, e é o caso do Santos.
Alexandre Soares Cavassin, Curitiba
A culpa foi do Farah
Parabéns pelo brilhante artigo acerca da marmelada. Se eu fosse paulista teria vergonha. O Brasil precisa acabar com os caudilhos em todos os setores, um deles, pela segunda vez, em menos de dois anos, renunciará ao Senado Federal... Agora está na hora de o senhor presidente da Federação Paulista de Futebol largar a federação. Aliás, o Campeonato Paulista de 2003 é o mais desorganizado nos últimos 100 anos... um time grande fica sem jogar na rodada classificatória, o outro time grande joga por empate contra outro time mais bem classificado etc. Isso é fruto da permanência eterna deste presidente na Federação Paulista de Futebol. Antonio Carlos Teixeira sintetizou muito bem em seu artigo a indignidade com que todos os esportistas devem repudiar essa página asquerosa do futebol paulista: a marmelada do São Paulo e do Santo André. Envergonho-me, pois, de ser esportista.
Neli Aparecida de Faria, advogada
Errata da marmelada
Em respeito ao atento leitor deste Observatório e à história das Copas do Mundo, corrijo o resultado do jogo entre Argentina e Peru, na Copa de 1978. Na verdade, o time de Passarela, Mário Kempes e Cia. bateu os peruanos pelo placar de 6 a 0, e não 7 a 0, como informado no artigo "Marmelada e futebol", publicado na edição anterior deste OI. Para chegar à final, a Argentina precisava vencer a partida por uma diferença de quatro gols. No gol do Peru, estava Quiroga – um argentino naturalizado peruano. Deu no que deu. Como se vê, as "marmeladas" deixam marcas que nem o tempo
Antonio Carlos Teixeira
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Futebol e marmelada – Antonio Carlos Teixeira
Vasco, Seleção, história
Gostaria de fazer algumas correções ao texto do livro de Paulo Vinícius Coelho [ver remissão abaixo].
1) "No início do século 20, o Rio de Janeiro pulsava e impulsionava o Brasil. E no Rio os jornais dedicavam também cada dia mais espaço ao futebol. Mais do que nas demais cidades do país. Os jogos dos grandes times da época aos poucos foram ganhando destaque. Até que o Vasco, em 1923, venceu a Segunda Divisão apostando na presença dos negros em seus quadros."
O Vasco foi campeão da Segunda Divisão (oficialmente conhecida como "Série B da 1ª Divisão", mas que na prática era uma Segundona) da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres) em 1922, e não em 1923.
2) "Era a popularização que faltava. Os negros entravam de vez no futebol, tomavam a ponta no esporte. O Vasco foi campeão carioca pela primeira vez em 1924, apesar da oposição dos outros grandes, que sonhavam tirá-lo da disputa alegando que o clube dos portugueses e negros não possuía estádio à altura de disputar a Primeira Divisão."
O Vasco foi campeão carioca pela primeira vez (considerando apenas a 1ª Divisão) em 1923, e não no ano seguinte. Em 1924, os cinco clubes mais poderosos da época (América, Bangu, Botafogo, Flamengo, Fluminense) fundaram a Amea (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos) e impuseram como condição para a filiação do Vasco a eliminação de seus quadros de 12 atletas acusados de praticar o profissionalismo disfarçado (coincidência ou não, eram todos negros, mulatos e/ou operários). O Vasco, então, preferiu continuar na LMTD e, jogando com times de menor expressão, sagrou-se campeão com 16 vitórias em 16 jogos. Não foi, portanto, a falta de um estádio a principal responsável pelos problemas entre o Vasco e os grandes clubes de futebol da época.
3) "A população, portanto, se apaixonou ainda mais pelo futebol depois da primeira conquista da Seleção Brasileira. Seleção que havia disputado seu primeiro jogo em 1914, em amistoso contra o Exeter City, modesto time inglês. Venceu por 4 x 0. Mas foi só a partir do começo dos anos 40 que o futebol ganhou os relatos apaixonados em espaços cada dia maiores. Nos diários cariocas, especialmente. E com colunistas como Mário Filho e Nelson Rodrigues."
Todas as fontes que eu já vi até hoje dão o resultado de 2 a 0 para o Brasil, gols de Oswaldo Gomes aos 28 e Osman aos 36 minutos do primeiro tempo.
4)"O jogo entre Botafogo e Fluminense é chamado de "Clássico Vovô". Porque é o clássico entre os clubes mais antigos do futebol do Rio: o Fluminense, fundado em 1902, e o Botafogo, em 1904. Sim, o Flamengo foi fundado em 1895 e o Vasco em 1898, mas ambos com dedicação exclusiva às regatas até que o Flamengo iniciasse a prática do futebol, já em 1912 – o Vasco entrou na onda em 1923."
O Vasco iniciou oficialmente a prática do futebol no dia 3 de maio de 1916, perdendo para o Paladino F.C. por 10 a 1 em jogo válido pela 3ª divisão do Campeonato Carioca. O departamento de futebol do clube, no entanto, foi criado alguns meses antes, no dia 26 de novembro de 1915.
Apesar dos reparos, é sempre gratificante ver a história do Vasco mencionada em uma obra literária e também neste Observatório.
Fernando Matta
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Preconceito desde o início – Paulo Vinicius Coelho
Mancadinha da imprensa esportiva
Lance!, Pelé Net, Globo, Dia, Jornal dos Sports, Estadão, Gazeta Esportiva. Sabem o que todas eles têm em comum? Publicaram matérias dizendo que o Vasco só precisa empatar com o Flamengo no sábado (1º/3) para ser campeão da Taça Guanabara, quando isso não é verdade. Se o Vasco empatar com o Flamengo, ambos chegam a 22 pontos. O Americano tem 16 pontos e ainda dois jogos a fazer, contra América e Friburguense. Se vencer os dois por uma bela diferença de gols (por exemplo: 5 a 0 e 4 a 0), chega aos mesmos 22 pontos de Vasco e Flamengo. Goleando em seus dois últimos jogos, a equipe de Campos ultrapassaria o Vasco no saldo de gols (primeiro critério de desempate) ou no número de vitórias (segundo critério de desempate).
A exceção foi o JB, que teve o cuidado de não falar na vantagem do empate, embora não tenha mencionado que o Americano ainda teria chances, mesmo que remotas, de chegar ao bicampeonato (foi campeão da Taça GB em 2002). Nem mesmo a Folha da Manhã, de Campos, atentou para o fato de o time de sua cidade ainda ter chances de ganhar a Taça Guanabara.
É claro que foi apenas um pequeno cochilo coletivo. O mundo não vai acabar por causa disso, e as chances do Americano são realmente muito pequenas. Em futebol, porém, nada é impossível, certo? Quem poderia imaginar que o Fluminense daria de 5 a 0 no Botafogo e três dias depois cederia o empate ao Americano, após abrir 3 a 0 de vantagem? Ou que o Flamengo, que estava "com a mão na taça", perderia para América e Olaria?
Fernando Matta
Nota do OI: "O Vasco é praticamente campeão da Taça Guanabara. O Americano ainda tem chances matemáticas, mas terá que vencer o Friburguense por oito gols de diferença para tirar a taça do Vasco." (Lancenet, sábado, 1º/3/2003)
TV e torcida, tudo a ver
No jogo entre Palmeiras e São Caetano, pelas quartas-de-final do Campeonato Paulista, O SBT proporcionou uma transmissão pouco profissional e antiética. Vou citar apenas alguns exemplos de como o futebol está falido, dentro e fora dos gramados.
Não podemos negar que o goleiro do Palmeiras, Marcos, ou melhor, São Marcos, é um excelente profissional, mas o narrador Dirceu Maravilha não sabe que essa gíria é utilizada principalmente nos jogos da Seleção Brasileira. Marcos fez importantes defesas nesse jogo, mas o narrador quase teve um infarto, de tanto vibrar e gritar com sua atuação. Uma frase que ele repetiu seguidamente: "Esse é o homem do jogo." Guardem bem isso, pois mais adiante vocês saberão do que estou falando.
Mais dois fatos: aos 42 minutos do segundo tempo, quando o jogo estava 2 x
0, Thiago Gentil fez o terceiro gol do Palmeiras, e Maravilha soltou
essa: "Esse é o cara", mas já não era mais
São Marcos o "cara" do jogo, o salvador. Pois é, torcedores
de Madureira, Brasiliense, Portuguesa Santista, entre tantos outros,
que pouco aparecem na mídia, está na hora de vocês
conseguirem narradores para torcer por vocês, ou então
perderão o título para as emissoras.
Falo do SBT, pois foi o jogo que eu vi, mas não podemos esquecer da Globo, com seu Galvão Bueno, da Record e de tantas outras emissoras, que com pouco profissionalismo levam o futebol a nossas casas. Somos obrigados a assistir, ou desligamos a televisão. O próximo jogo da Campeonato Paulista será entre Corinthians e Palmeiras. Para quem SBT, Globo e Record torcerão.?
Alisson Cassol Dozza
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