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LEI DA PRIVATIZAÇÃO
Não houve erro, e sim plano
Na edição de domingo, 23/2, a manchete de primeira página do Correio Braziliense dizia que erro em lei da privatização provocou aumento das tarifas dos serviços. Gostaria de esclarecer que não houve erro ou engano algum. Tudo foi muito bem planejado e executado. A quem interessaria, num país enorme como o nosso, ter comunicação instantânea com somente um número de acesso? Isto só serviria para manter e melhorar a soberania nacional. FHC engendrou um plano, "vendendo" nossas linhas telefônicas a empresas estrangeiras, que – é claro – majoraram os preços dos serviços após a compra, feita com dinheiro ("nosso") emprestado pelo BNDES. Dinheiro este que foi captado lá fora, com juros de 12% e repassado aos "investidores" estrangeiros a juros de 6%. Porém, o pior – e que ninguém conta – é que esse dinheiro pago pelo ágio é dedutível no Imposto de Renda! Ou seja: pagaram com a mão direita e, com a esquerda, receberam de volta.
Nada mais justo que FHC ter recebido prêmios na Europa, um homem que ajudou na melhora do nível de emprego naquele continente. Sim, porque uma empresa espanhola, por exemplo, trouxe de lá todo o seu corpo de engenheiros para gerenciar a rede de telefonia no Brasil. Quanto aos engenheiros brasileiros... dizem que são ótimos vendedores de enciclopédia!
Roberto Resende
VEJA
Credibilidade? Só com Mino
Leio a Veja desde o primeiro número, sou assinante há muitos anos. Porém, a revista carro- chefe dos Civita, para mim, só teve total credibilidade enquanto foi editada por Mino Carta. Depois dele, ela pode até ser a mais lida, a de maior circulação entre as nacionais. Mas nem de longe tem a qualidade e a imparcialidade que tinha nos bons tempos do Mino. E lembrem-se de que naquele tempo havia uma censura mais escancarada do que a de hoje. Nem por isso a gente deixava de ficar sabendo das coisas. O Mino é daqueles raros jornalistas que se fazem entender perfeitamente, mesmo nas entrelinhas. Ô italiano porreta, sô!
Hélio de Araújo Fontes, Videira, SC
CENSURA EM JUNDIAÍ, SP
Desmentido reforça denúncia
O artigo do senhor Silas Feitosa trata da questão de censura de forma quase que retórica e desinteressada. Não se vê veemente negativa em sua manifestação. Ao longo do artigo, vemos, sim, uma espécie de justificativa para a "rejeição" dos artigos do senhor Rafael Alcadipani. A sucessão de dados e de informações parece-nos dizer que seria absurdo pensar em censura na cidade de Jundiaí.
Dizer que a oposição, em Jundiaí, tem seus canais de divulgação não quer dizer que não deva ter espaço em todos os canais. E, diga-se, a veiculação de notícias sobre o Partido dos Trabalhadores não pressupõe que seus membros ou simpatizantes possam usar o espaço da imprensa escrita para tecer críticas frontais à administração ou denunciar supostas irregularidades.
Quase fato notório, entre os habitantes mais bem-informados da cidade, a dificuldade em prosperar na imprensa escrita da cidade articulista de posição contrária à atual administração. Ao fim, todo o quadro pintado pelo senhor Silas Feitosa reforça ainda mais o disparate da censura em Jundiaí. Em cidade de indicadores tão favoráveis, a constatação de utilização de métodos retrógrados e truculentos é ainda mais amarga.
André Panizza, advogado em Jundiaí, SP
CRISE NO RIO
Jamanta, um retrato
Na minha opinião, o personagem Jamanta retrata a realidade em que vivem os moradores das favelas brasileiras. É a ausência do poder público, no que diz respeito a educação, saúde, segurança, lazer, oportunidade de emprego, que proporciona ao "poder paralelo", isto é, ao tráfico de drogas, ocupar o espaço vazio deixado por um Estado elitista, incompetente e que, não raro, financia e comanda o crime organizado.
Tiel Lieder, estudante de Jornalismo
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