Indice Jornal de Debates A imprensa em questao Caderno da Cidadania O circo da noticia Entre aspas Observatorio na TV

Edição de Marinilda Carvalho

É um prazer ver que os amigos do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA estão firmes e fortes participando das discussões aqui no Caderno, apesar desta surpreendente Copa (a Alemanha, hein, quem diria??) e da bela presença brasileira (viva Rivaldo!).

O destaque da edição é a carta sofrida (e muito bem escrita!) de Paulo Hebmüller, que nos traz um aflito relato sobre o que é a vida do estudante universitário brasileiro, em meio a greves, provões e incompetência. Um assunto que a mídia ignora completamente, exceto quando se trata de divulgar as reações do governo.

Os "casos de amor" da Folha citados por Alberto Dines despertaram interesse, assim como a "fábrica de comentários", os conselhos do Jabor ao PT e o desabafo nordestino contra o Sul nem tão maravilha.

Assunto não falta! Em meio à avalanche de notícias sobre o joelho de Ronaldinho e o golaço de Bergkamp contra a Argentina, aproveitem aqui o show de cidadania dos nossos leitores.

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Clique sobre o texto sublinhado para ler a íntegra da carta

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Provão, universidades e greve
Estou agoniado, porque preciso deste miserável diploma para dar início à minha vida profissional "oficial. Estou passando pela enésima paralisação desde que entrei na UFRGS e sei que dela o curso e a universidade em geral sairão ainda piores. Tem sido assim há anos: greve após greve, sucateia-se tudo, de instalações e equipamentos aos salários. Os (poucos) bons professores literalmente abandonam o navio, correndo para a aposentadoria ou outras ofertas (assessorias governamentais em alta!); finge-se que as aulas são recuperadas e lamenta-se o tempo perdido. Quem vai ficar por último para apagar a luz, caro Dines?

Paulo Hebmüller

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Acrescentaria que só é (mal) discutida a questão das universidades públicas. Pelo menos no estado de SP, a grande maioria dos alunos estuda em escolas particulares. No entanto, para a imprensa, estas não existem, não fazem parte do sistema de ensino e são totalmente invisíveis. Aparecem, quando muito no provão, mas não são consideradas como parte do sistema de ensino brasileiro. Fui professor numa delas e atesto que o nível é, com esforço, sofrível. Mas são fábricas discretas que não fazem fumaça…

Enani Porto

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Acho que está na hora de as universidades se preocuparem mais com o profissional que estão pondo no mercado de trabalho.

Fabiane da Silveira

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Pois é. Vocês bem que poderiam tentar algo mais em relação à greve nas universidades federais. Falo no que tange à informação na mídia e ao tratamento que o tema tem recebido. Estamos todos num plano inclinado de crescente radicalização. O ensino público superior de qualidade pode estar com os dias contados. Todos pagaremos muito caro por isso. Parabéns pelo trabalho de vocês.

Gisálio Cerqueira.

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Gostaria de que fosse feita uma matéria com relação à dificuldade encontrada por estudantes de jornalismo em conseguir um estágio coerente com a responsabilidade da profissão. Sei das dificuldades encontradas diante de um mercado muito concorrido, das injustiças enfrentadas por nós, como: baixos salários, falta de registro, carga horária excessiva etc. Mas como não se sujeitar?

S.G.

Nordestino arretado…
Concordo em número, gênero e grau com os comentários do J. A. de Almeida. Quando há uma chacina em digamos, Itapipoca, eles generalizam como se todos os dias todos nós vivêssemos em meio a chacinas. Leva tempo e muita paciência demonstrar o contrário, e antes de você terminar a explicação, a mídia vem e buzina o contrário, só que de forma leviana. Fique claro que, ao contrario de FHC e quejandos que curtem agora as delícias de Brasília, não quero descartar os problemas só porque ocorrem em Itapipoca, e não no Cambuci. Mas, garanto que em Itapipoca há vida inteligente - e mesmo que não houvesse seria bom um pouco de respeito. Isto já é garantido até a animais de laboratório.

Acácio Catarino

Olhos na França
Sei que o veto de Juca Kfouri tem interesses políticos da CBF. Mas, por outro lado, esse fato deveria fazer Juca Kfouri mudar um pouco sua posição e ser imparcial em seus comentários... Por exemplo: "Eu corto meu braço se Corinthians não ganhar deste time." Para mim isso não é jornalismo. Qualquer um pode fazer um comentário desses.

Frederico Peres

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Como leitor fico indignado com a exagerada importância que imprensa dá a determinadas pessoas ou assuntos, como no momento, Ronaldinho, que parece ser mais importante do que a própria Copa do Mundo. Traduza-se isso por fabricar o ídolo para colher os louros".

Emerson Tinoco

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Por que será que a CBF tem tanto amor por um punhado de juízes a ponto de cevá-los em sultanescas mordomias em Paris? Quem, afinal de contas, sustenta a Confederação? Os estádios sem torcida? Que tal uma matéria sobre os bastidores deste concubinato?

Luiz Blank

Os casos de amor da Folha
Muito oportuna a colocação do Dines (O Circo da Notícia), em "A Folha e seus estranhos casos de amor", onde indaga por que o jornal licencia articulistas ligados ao Executivo e mantém os representantes do Legislativo, casos do Delfim Neto e José Sarney. É simples. Trata-se de mais uma hipocrisia daquele que poderia ser um jornal muito melhor do que é mas que não consegue abandonar o vício de jogar para as arquibancadas, acreditando que todo leitor é um imbecil, que compra o ingresso, gosta do jogo mas não enxerga um palmo do que se passa fora das quatro linhas.

José Rosa Filho

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Estranho caso de amor a Folha também vem mantendo ,às vésperas da eleição, com o "colaborador" Roberto Mangabeira Unger. Reconhecido intelectual, Unger é um dos principais articuladores da campanha Ciro Gomes. A sua coluna semanal na Folha é pura panfletagem. Não seria prudente evitar a sua colaboração neste momento crítico que é a eleição mais importante do país???

Cassius Carvalho Torres Pereira

Fábrica de comentários
A matéria sobre a fábrica de comentários é por demais oportuna. Lamentavelmente alguns setores da imprensa, que em tese teriam a doce função de informar e formar opiniões, distorce os fatos, tornando uma mentira em verdade, esquecendo-se, ou melhor, não analisando os estragos que pode fazer a uma pessoa, principalmente se ela tem vida pública. Sequiosos por notícias, alguns pseudo-jornalistas tentam abrir entrelinhas sobre a vida das pessoas, que se vêem atônitas e prejudicadas. Embora a jurisprudência brasileira já admita o crime de danos morais, sua lentidão faz com que esses prejuízos sejam ainda maiores.

Jorge Câmara

O PT e os conselhos do Jabor
Arnaldo Jabor publicou em 26 de junho novos pontos, novas teses para o PT refletir depois do jogo do Brasil. Insiste em querer consertar o PT, que não dá ouvidos ao adversário "pequeno-burguês cooptado". Jabor se atrela a um desejo de modernização conservadora do país, será que sabe disso ou dissimula? Defende um pacto entre o arcaico e o pós-moderno, a tecnocracia paulista e a as oligarquias nordestinas, um pacto que virtualmente trava o desenvolvimento do país e a reforma agrária.

Lúcio

Críticas
O Sr. Alberto Dines critica a FSP, a respeito da matéria do Elio Gaspari. Acha que há algo por trás da edição da Folha. Pois bem, será que atrás do jornal O Globo não tem qualquer interesse?

Sueli L. da Silva

Que camisa vestir?
Egon Bockmann Moreira [ver Caderno do Leitor edição nº 44] esclarece o que acontece quando um jornalista tem que optar entre vestir a camisa da empresa para a qual trabalha ou ser coerente com a verdade a noticiar. Esse problema entre a ética e o que se diz nos manuais é muito sério. Em sala de aula, já ouvi que se não concordo com a forma de trabalho que me impõem devo pedir demissão.

Ivoneide Souto Ribeiro

Cumprimentos
Jornalista que ainda acredita na profissão anseia por trocar idéias, discutir, bater papo e tentar crescer mais ainda, tudo isso sem radicalizar. Afinal, em toda questão sempre existem dois lados... três, quatro, cinco...

Maria do Carmo Bauer de Oliveira

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Estou mais feliz por encontrar na TV um programa de tão elevada qualidade, com assuntos tão importantes e, principalmente, ao perceber o grau de profundidade com que os assuntos, muito bem selecionados, são tratados. Numa época em que as emissoras repetem incessantemente os gols da Copa, até eu, que gosto de futebol, sentia falta de informações mais úteis ao meu desenvolvimento intelectual, bem como de algo que flexionasse meu raciocínio... Se o programa fosse um pouquinho mais divulgado, acho que até o Ratinho ia perder no ibope…

Mônica Feital

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Parabéns pelo trabalho feito no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA. É muito bom ver olhos críticos que saquem os jornalistas do Olimpo que pensam habitar. Nada contra a liberdade de imprensa, evidentemente. Um dia, quem sabe teremos o Observatório Médico, o Observatório Jurídico etc. e tal.

Carlos Roberto Ribeiro da Silva

New Republic
Muito oportuna a notícia sobre as fraudes da "New Republic". Também sou jornalista, e essa notícia escapou-me nos jornais. Mas, não teria sido possível contar qual era o tema das matérias ficcionais de Stephen Glass? A matéria do Observatório também ficou incompleta.

Andreas Adriano

Cuidado com 0900 da Record
Venho informar minha indignação com o serviço 0900 da Record. Ingenuamente liguei para o Bolada Milionária com a intenção de discar apenas uma vez. Como depois de discar nenhuma mensagem podia ser ouvida, achei que a ligação não havia sido efetuada, então discava novamente até ouvir alguma mensagem. Qual não foi minha surpresa ao chegar minha conta telefônica: cada tentativa havia sido computada. Me sinto lesada e enganada por este serviço, e com certeza irei tentar alertar o máximo de pessoas para não caírem nessa maracutaia armada para enganar trouxas como eu!

MOSAICO
Ser informado é ser livre
Basta percorrer por alguns minutos, qualquer dia da semana, a programação dos canais abertos. É um espetáculo de aberrações, racismo explícito, apologia a pornografia e manifestações do ditador "mercado". O pavor de todo telespectador minimamente consciente são os domingos. Cibele Buoro

 

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