05/08/2003

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Edição de Marinilda Carvalho

A volta da exigência do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão empolgou (de novo!) os leitores do OI. Estudantes e jornalistas diplomados atribuem grande importância ao curso superior: alguns acham até que ética e honra vêm junto com o canudo. Outros, céticos, consideram que, sem qualidade, o curso de Jornalismo pouco acrescenta ao profissional; que as faculdades formam "jornalistas vira-latas"; e que o diploma não passa de uma exigência burocrática e arrogante.

Quem está com a razão? Esta é uma polêmica sem fim?

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DIPLOMA DE JORNALISMO
Importante vitória

Os jornalistas e, principalmente os acadêmicos de Jornalismo, conseguiram uma importante vitória, a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão. Todos sabemos da ética, do conteúdo e do saber que o diploma nos traz. Esbarramos, porém, num problema um pouco mais grave: a qualidade do ensino superior. As faculdades estão formando profissionais aptos para exercer a profissão? As faculdades de Jornalismo do país estão dentro das normas de bom funcionamento que o MEC estipula?

Conseguimos a primeira vitória. Agora, é necessário honrar o diploma, com bons jornalistas. Jornalistas aptos para fazer uma profissão que é baseada em ética, imparcialidade e honra.

Alisson Cassol Dozza, estudante de Jornalismo, Passo Fundo, RS

 

Precisamos lutar

Sou estudante de Jornalismo, estou cursando o 6º período no UNI-BH, em Belo Horizonte. Fiquei muito satisfeita ao ler o texto a respeito dos "titulares de ilusão". Precisamos ter garra e lutar por nossos (meus futuros) direitos, enquanto jornalistas. Essa profissão não é tão simples quanto imaginam muitos, não basta escrever apenas. Uma coisa que me deixa indignada é que, na faculdade, os laboratórios de rádio, telejornalismo e jornalismo online aceitam estagiários de outros cursos, reduzindo a chance de aprendizado do estudante. Ou seja, até no aprendizado da técnica jornalística a vida dos futuros e verdadeiros titulares está sendo dificultada.

Os alunos de Publicidade e Relações Públicas têm a estranha mania de se acharem no direito de meter o bedelho em nossos textos com idéias nada objetivas e por vezes muito infantis, sem qualquer seriedade para tratar um determinado assunto, achando que a vida é uma propaganda ou uma divulgação de festas.

O que me impede de desistir é pensar que a profissão necessita de pessoas que lutem por seus direitos e sigam seus objetivos com determinação.

Flávia A. Massara

 

Verdade emocionante

Emocionante o texto. Uma verdade que precisa ser mais e mais divulgada.

Patricia M. Haddad

 

Aos barões e serviçais

Envio este e-mail para parabenizar Luciano Martins Costa pelo brilhante texto sobre a importância do diploma para os jornalistas. Com dados históricos reais, argumentação precisa e exemplos claros, o jornalista mostrou a quem interessa acabar com a obrigatoriedade do diploma – aos barões da imprensa e seus serviçais, cujas empresas andam hoje de pires na mão depois de décadas de bajulação aos ocupantes do poder.

Marco Aurélio Sobre

 

De alma lavada

Como me formei em Jornalismo em 1999, aos 35 anos, nunca me conformei com a decisão da juíza Carla Rister. Mas, ao saber da decisão da desembargadora Alda Basto, é como se minha alma estivesse sido lavada. Minha felicidade é tão grande que não sei nem como comemorar, pois entendo que é uma profissão como qualquer outra. Essa regulamentação foi conseguida com muita luta. Mesmo que as empresas jornalísticas ainda prefiram os rostinhos bonitos na TV, ainda assim esses rostinhos terão que estar devidamente credenciados para exercer a profissão. Parabéns à Fenaj e a todos que lutaram pelo diploma.

Euclides Netto, bancário e jornalista

 

Um primor

Este texto dispensa comentários. É, simplesmente, um primor.

Renato Hoffmann, jornalista, Porto Alegre

 

A melhor análise

Parabéns pelo artigo! A melhor análise que li sobre o assunto.

Vitor Ribeiro

Leia também

Notícia aos titulares de ilusão – Luciano Martins Costa

A volta, em mais um lance – Victor Gentilli

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