Indice Jornal de Debates A imprensa em questao Caderno da Cidadania O circo da noticia Entre aspas

Edição de Marinilda Carvalho

 

Destaco uma carta pequena e preciosa (um pouquinho machista, vá lá), que contesta o outdoor da Veja sobre o Badan Palhares. Aliás, o forte da revista, agora que o jornalismo lá virou hobby, é o tal outdoor, estilo eu-benetton-só-quero-é-chocar. Acho que é normal: sem o que dizer dentro faz-se um circo fora. A carta é do jornalista-leitor Carlos Vasconcellos, a primeira do Caderno.

Outro leitor, Benildo Dias, lembra um detalhe esquecido por Carlos: queríamos o Badan na capa sim porque foi a Veja que declarou o caso PC "encerrado" depois do laudo do doutor... :-))) Histórica barriga...

Para completar o destaque da edição, do teclado da leitora Rosinha Teruz surgiu um retrato amargo da mídia atual, em "O rei do sexo". Dói muito dar razão a ela.

Ah, não se espantem com a série de mensagens Torá! Torá! Torá! Um grupo apaixonado por desenhos animados japoneses acusa o Observatório na TV de ter sido injusto no programa de 16/11, quando os debatedores condenaram o desenho que provocou convulsão em crianças japonesas e americanas. O disciplinado grupo direcionou dezenas de e-mails (aqui selecionamos uma amostra bem representativa) carregados de energia – se as causas nacionais tivessem tal pujança! – ao Observatório online, que os acolhe sem problemas. Somos irmãos.

Um abraço, boa leitura!

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Clique sobre o trecho sublinhado para ver a íntegra da mensagem

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É, Veja, eu queria

Sobre o último outdoor de Veja, estampando a Gisele Bundchen: "O que você queria? O Badan Palhares na capa?"

Bom, eu queria. O assunto é quente, gravíssimo, está ligado a um caso que afeta profundamente as instituições do país etc. etc. etc.

A Gisele Bundchen eu queria na capa da Playboy. Se não fosse possível, em alguma revista de moda estaria mais adequado.

Carlos Vasconcellos

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Na época da morte do Sr. Paulo César Farias a revista Veja fez matéria de capa em que o titulo era "Caso Encerrado", dando o crime como passional. Eu aqui no fim do mundo (Camaçari-BA) nunca acreditei nessa versão. Como foi que editores e jornalistas de uma revista do porte desta se convenceram disso? É por estas e outras que acho o O. I. um achado na TV. Gostaria de parabenizá-los e pedir que mostrem a revista na TV. Se não puderem mostrar, que comentem para que outros telespectadores lembrem este fato tão curioso da nossa imprensa.

Benildo Dias

Nota do O.I.: Foi comentado!

 

O rei do sexo

Enquanto profissionais mais velhos de idade e de profissão são "expulsos" do mercado para dar vez a estagiários e focas (que são mais baratos), esse problema vai se intensificando. João Ubaldo queixa-se, na verdade, da ignorância desses jovens – na maioria absoluta dos casos – que precisam a qualquer custo mostrar serviço. Eles confundem impetuosidade com eficiência. Atropelam fontes, inventam notícias, tiram conclusões apressadas, escrevem mal, os textos são confusos e superficiais.

As notícias do dia seguinte, que são repetecos dos telejornais, sequer são trabalhadas para oferecer mais detalhes do que se ouve e assiste na TV por uma mera questão de concorrência e aí, como disse Mino Carta, também não se respeita o veículo que deu o furo. Apostam nas eventuais limitações do leitor – "Ah, ninguém lê a CartaCapital", deduzem pela própria experiência.

Não tenho mais saco para ler esse povo, responsável pelas "notícias do dia". Prefiro matérias especiais que lamentavelmente são mais comuns apenas nos fins de semana, e os jornais on-line.

Deveria ser preocupação dos donos das empresas o futuro dos diários impressos.

Rosinha Teruz

Surto da TV Folha

Incrível como o Sr. Dines fica irado e perde a compostura quando é criticado! É o dono da verdade! Ética (tucano tem isto?) ele nem lembra que existe no afã de puxar o saco do governo. O Fernando de Barros e Silva está certo, e não adianta ficar nervosinho. Só os adesistas aproveitadores não percebem isto. O O. I. é o cemitério de um outrora jornalista chamado Alberto Dines.

Orlando Fogaça Filho

Obrigado, obrigado

Gostaria de parabenizar o trabalho da equipe. Desde de que passei a ver o programa na TV e mais recentemente na Internet me sinto mais brasileiro. Se depender da minha torcida, o trabalho vai melhorar mais ainda.

José Eduardo Cardozo

Mídia estilo UDR

Aqui no Paraná um acampamento que o MST mantinha em frente ao palácio do governo estadual e ao lado do da Prefeitura foi completamente destruído "na calada da madrugada" de 27/11. Obviamente que não é de estranhar que Curitiba tenha uma imprensa tão medíocre e aduladora. Francine Rocha

Revolução vira abóbora

Lendo o artigo sobre a "curiosa" situação do jornalista Fabiano Golgo, que fez a pergunta que todo mundo gostaria de fazer a Margareth Tatcher – por que o general Pinochet é mais legal do que os outros? –, fiquei a cismar sobre como tem gente tão iluminada. Golgo teve a fantástica idéia de se ocupar das alterações políticas na República Tcheca, e está em Praga.

Ana Lúcia Amaral

O Estado de FHC

Será que ninguém viu o presidente Fernando Henrique fazendo sua análise do Estado seguindo os preceitos hobbesianos? (na última entrevista dele a André Trigueiro, na Globo News). Valia uma boa análise sobre a concepção de Estado do "nosso" democrático presidente!

Luciana Muniz, Rio

Tora! Tora! Tora!

Os críticos de anime se esquecem de seu lado belo e benéfico. Todas as histórias têm temas universais importantes como amizade, perseverança, coragem, obstinação, amor e justiça. Coloco-me à disposição para tirar quaisquer duvidas sobre animes, mangás, origens, características, gêneros e tudo mais. Conto com seu bom senso! Alexandre Maki Suetsugu

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O programa do dia 16/11/99 foi totalmente deplorável. Não dá para acreditar que, às vésperas do século 21, ainda existam pessoas com mentes tão atrasadas a ponto de acusarem injustamente e caluniosamente os desenhos animados japoneses de fazerem mal (em qualquer sentido) ao público infanto-juvenil e adolescente. Não se esqueçam de pedir desculpas aos fãs do gênero no Brasil inteiro! Fábio Y. Tsuha e Marco Antônio Y. Tsuha

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Dia 16 de novembro, às 22h30, o programa Observatório Nacional [???] mostrou-se antes um Observatório Particular, e com alcance muito limitado, infelizmente. Acho um absurdo pessoas que sequer sabem fatos básicos acusarem desenhos japoneses, esquecendo-se de averiguar os desenhos americanos. No Japão, desenho animado não é só para crianças! Regina Keiko Murakami

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Culpar esses desenhos pela violência é como culpar a janela pela paisagem que estamos vendo. A violência não está em animes, filmes, programas de TV. Está em nós mesmos de forma inerente desde que o ser humano chegou à Terra. Ana Paula Carneiro

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É lamentável saber que no Brasil ainda existam pessoas preconceituosas como vocês, que simplesmente fazem acusações levianas, sem ao menos entender o assunto. Eu, como estudante da área de Comunicação Social, só tenho a dizer uma coisa: vocês são a vergonha da mídia brasileira.

Ageu de Oliveira Ribeiro

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Quero demostrar toda a minha raiva, ira e indignação com relação ao programa exibido no dia 16/11. Célia Maria Carneiro

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Venho por meio deste e-mail levar a vosso conhecimento minha insatisfação sobre o programa Observatório da Imprensa de 16/11/1999. Neste programa, o anime foi muito difamado, com e sem razão, mas sem ser defendido nem uma vez. Clarissa Tais

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Lamentável, deplorável, injusto, ridículo. Essa é a única maneira de classificar o que foi feito no programa Observatório da Imprensa do dia 16. O que é isso? Tribunal sem defesa? Humph! Victor Hugo Nicholas Urameshi

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Vocês fizeram uma coisa lamentável. Se vocês não entendem, não discutam mangás e animes. Espero que isso não aconteça de novo.

Daniel Cortez Alves




Continuação do Caderno do Leitor

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