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Edição de Marinilda Carvalho
Não dá para não falar dos dois reality shows que estão no ar. O interessante é que a maioria das cartas sobre o assunto comenta artigo do psicólogo Márcio Santim [ver remissão abaixo], analisando o voyeurismo social, uma verdadeira categoria sociológica nesses tempos em que espiar não só é aceito como estimulado pela indústria do entretenimento. Nada mal que especialistas se debrucem sobre o fenômeno e os leitores aproveitem.
Mas também não dá para não destacar a carta da leitora Helena Manzione, que faz um comentário original em meio à mesmice das críticas à baixaria generalizada dessas casas de loucos: é melhor do que a violência do Ratinho!
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Nota da Redação : O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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JORNALISMO SEM CIÊNCIA
A dengue é antiga
Sobre o artigo do jornalista Alberto Dines, tenho algumas considerações a fazer. O enfoque dado pela mídia no caso da crise de energia foi comparado à epidemia de dengue. No entanto, trata-se de duas ocorrências completamente distintas: a crise do setor elétrico foi uma verdadeira novidade (as causas disto podem, e devem, ser discutidas seriamente), enquanto o problema da dengue é enfrentado todo verão. Campanhas publicitárias de conscientização pública vem sendo veiculadas há anos pela mídia. Porém, o ministro da Saúde, um dos "presidenciáveis", dispensou milhares de "mata-mosquitos" antes de abandonar seu cargo para dedicar-se exclusivamente à campanha. De modo que a maior responsabilidade pela avanço da doença deve ser atribuída à incompetência das autoridades, e não ao desconhecimento da população sobre as causas da proliferação do mosquito.
Diego Barcelos da Cruz
Responsabilidade das empresas
Tendo em vista a desvirtualização do papel fundamental da mídia de agente convocador da cidadania na cobertura da dengue, ocorrida em função da ausência de jornalistas qualificados cientificamente, caberia uma indagação quanto à necessidade de aprimoramento das empresas de comunicação: por que não aprimorar o conhecimento especializado dos profissionais com uma formação regionalizada, alicerçada nas questões mais relevantes da atualidade? Exemplo: petróleo no RJ.
Bruno Ravanelli Pessa
Aterrem o Rio!
Depois de saber que os administradores da Casa de Rui Barbosa deram um "belo exemplo" de civilidade e urbanidade, profunda preocupação com o bem-estar da cidade, simplesmente aterrando os lagos artificiais dos jardins, e que por este gesto de grandeza e inteligência receberam elogios de O Globo (nota no portal NO.), só me resta conclamar o povo carioca a aterrar o Rio de Janeiro!
Já vivemos aterrorizados pela criminalidade, enterrados pela incompetência dos políticos e administradores, que sejamos então aterrados para vivermos com saúde! Vamos aterrar a Lagoa Rodrigo de Freitas! Vamos aterrar as praias poluídas. Vamos aterrar todos os buracos das ruas, vamos aterrar todos os chafarizes e piscinas, aterremos todos os valões e rios moribundos, aterremos os projetos populistas e malucos de nossos governantes, aterremos o Rio de Janeiro e coloquemos abaixo os seus morros, aterremos todo o Brasil e sejamos então apenas um Planalto orgulhoso onde os idiotas possam correr livremente sem medos, afinal de contas o Aedes já é dá Silva, gente nossa...
Sergio Luis dos Santos, preocupado com a "agüinha" do vaso sanitário
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