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JORNALISMO TRANSGÊNICO
Jornal sem publicidade?
Li o texto publicado no Observatório da Imprensa. Sou jornalista, trabalho com notícias de diversão, cultura e música. De certa forma, também pratico uma espécie de jornalismo transgênico. Talvez o consumismo direto ou indireto. Mas acredito que o público também passou a buscar mais este tipo de notícia. Estou mandando este e-mail para questionar se é possível mídia sem parceria entre publicidade e jornalismo, não levando em consideração um caso específico, e sim o mundo globalizado e consumista, capitalista, "americano", onde a informação chega cada vez mais rápido ao público. Como a mídia, e num caso especial, o jornal impresso, poderiam sobreviver e concorrer com o mercado?
Murilo Gatti
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TABLÓIDE GRATUITO
É isso que o povo quer!
Que maravilha, é disso que precisamos; afinal, só assim o pessoal da periferia terá um pouco mais de leitura para fazer nas duas, três horas que passa em ônibus e trens lotados dos grandes centros urbanos. Será gratificante ver vários jornais gratuitos circulando e espalhando notícias, assim como faz hoje a internet grátis, que não acabou com a paga e deu chances para eu escrever esse e-mail a vocês.
Marcos Sebastião da Costa, São Paulo
Do idealismo ao ceticismo
Primeiramente, gostaria de parabenizá-los pelo conteúdo e a profundidade do site e dizer que me envergonho de apenas ter entrado em contato com a página do Observatório no meu segundo ano de faculdade, o que é facilmente explicado pela minha aversão aos computadores, um problema a ser resolvido.
Quanto à distribuição gratuita de jornais, algumas reflexões vieram-me à mente. Talvez por ainda estudar e desconhecer de maneira concreta o meio de trabalho jornalístico, celebrei com todo meu idealismo a existência de tais impressos. Finalmente, informação a todos sem o vínculo financeiro entre o que provê e o que recebe o conteúdo. Porém, passada a euforia do momento, pude perceber que esses jornais nada mais são que instrumentos a serviço dos próprios empresários interessados em anunciar para vender cada vez mais. Ou teria eu pulado de um extremo ao outro, do idealismo total ao puro ceticismo, não sendo capaz de acreditar que há pessoas interessadas em apenas oferecer informação a todos?
O real interesse não pude identificar, mas eles, no mínimo, põem em xeque os grandes veículos, pouco acessíveis, pouco atraentes, fechados nos seus mundinhos intelectualóides e tão dependentes de anunciantes quanto os jornais gratuitos.
Thiago Munhoz, 19 anos
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CARTEL DA MÍDIA
Pior do que o terrorismo
Li o artigo "O forró do cartel da mídia", do jornalista Luiz Weis. Como muitos jornalistas já sabem, a concentração dos conglomerados de mídia, principalmente nos Estados Unidos, é algo sem escrúpulos e que destrói o direito dos cidadãos, tendo em vista o acesso restrito à diversidade de notícias e de opiniões.
Já havia lido Planeta Mídia, de Dênis de Moraes, publicado em 1998, e fiquei impressionado e indignado com a concentração dos cinco maiores conglomerados da indústria do entretenimento no mundo. Isso num tempo em que a AOL (maior empresa de acesso à internet americana) ainda não havia se "juntado" à mega Time Warner. Com o desabamento das últimas regras destinadas a prevenir o oligopólio dessas gigantes, eu me pergunto: qual seria a notícia mais importante do ano de 2001
Exatamente o fim dessas últimas regras. Por que não os atentados de 11 de setembro, ou o contra-ataque dos americanos, tentando botar um fim no terrorismo internacional? Ora, foram essas megaempresas de TV a cabo, TV por satélite, rádio, TV aberta, internet, jornais, revistas, livros, entre outros meios de comunicação, que deram as primeiras informações à população sobre o atentado nos EUA. Morte de civis é algo, sem dúvida, trágico. Mas enganar as pessoas é mais ainda. Ética, jornalistas! Ética! Não se vendam por tão pouco!
Ricardo Piccinato
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