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"TELEVIDÃO"
Lixo não requer diploma
Meu nome é Juliano Nascimento e sou recém-formado em Jornalismo pela Universidade de Sorocaba. Atualmente trabalho em um jornal impresso da cidade de Salto, mas "sinto" que minha "praia" ainda é o telejornalismo. Acabei de ler o texto de Antonio Brasil, "Em busca de um ‘televidão’", e concordo com ele no que diz respeito aos "indicados" a trabalhar na TV. Fazendo uma análise dos repórteres atuais de programas como TV Fama, Hebe, Note e Anote e muitos outros que não adianta nem comentar, dá para perceber o porquê de não exigirem mais a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Tem tanto lixo na TV que dá até medo! Sinceramente, gostaria de ter uma chance de mostrar o meu potencial em uma emissora, tanto que já fiz vários cursos para tal, mas ainda não surgiu a oportunidade. Quem sabe um dia...
Juliano Nascimento
Jornalismo, e não teatro
Sou estudante de Jornalismo e não poderia deixar de expressar o quanto fico feliz ao descobrir iniciativas como a de vocês. Soube da existência do site através do Ivo Lucchesi, de quem tenho a honra (e a sorte) de ser aluna na Facha.
Escrevo para falar sobre o artigo do Antônio Brasil, "Em busca de um ‘televidão’". Quando optei pelo curso, em nenhum momento pensei em ser "jornalista de televisão", contrariando as expectativas da maior parte das pessoas a quem contei sobre a decisão. O que ouvi diversas vezes foi: "Em breve veremos a Fernanda como âncora do Jornal Nacional!". E repetidamente fui, e ainda sou, obrigada a esclarecer que faço um curso de Jornalismo, e não de teatro.
É assustadora a concepção que a maior parte da sociedade tem de "jornalista". Infelizmente, constato com freqüência irritante fazer parte de uma pequena parcela que almeja exercer a profissão de forma a, se não extinguir, ao menos não contribuir para o modelo atual. Por esta razão noto o descrédito com que sou tratada ao abordar este assunto. Legal é quem estagia na Globo, ou coisa do tipo, aprendendo mecanicamente a manusear equipamentos que mudam a todo instante numa ilha de edição, ou num estúdio de gravação. Este sim, tem o papo interessante. Ninguém resiste à tentação de formular perguntinhas a respeito das fofocas dos bastidores. É fascinante ter uma fonte que possa contar se fulano ou beltrano é simpático ou não, se tem manias...
Sobra muito pouco espaço para discussões: todos querem sua dose diária de anestesia cerebral e melhor será se for algo não divulgado nos programinhas vespertinos especialistas no assunto. Isso é a massa, e massa, como muito bem colocou o Ivo numa de suas aulas, não pensa. Por isso mesmo não pode influenciar os universitários aspirantes ao exercício do jornalismo.
Fernanda Gualda da Costa
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Em busca de um "televidão" – Antônio Brasil
Ideal de fama e fortuna
Como estudante de Jornalismo, sei que não é fácil entrar nessa profissão e mais difícil ainda é continuar com os ideais universitários ou estudantis de querer mudar o mundo, de oferecer qualidade na noticia, de achar que cultura esta acima de tudo, que o dinheiro nem sempre traz felicidade ou ainda mais, que a fama é fruto do trabalho qualificado.
Realmente é triste conferir a realidade que vivemos. Nas salas de aula, os alunos idealizam fama e fortuna em vez de conhecimento ou consciência. Mas, em nome dos poucos, mas ainda existentes e resistentes, alunos idealistas, me pronuncio, dizendo que se depender de mim e de muitos de meus colegas esse Brasil muda sim, e muda pra melhor. Abaixo as baixarias. viva a ciência e a cultura, massifiquemos a ciência e a tecnologia para o povo brasileiro!
Embora a maioria das escolas de comunicação não ofereça ensino de excelência, ainda assim temos vontade e queremos aprender. Apesar de todos os meios de comunicação (com exceções, não sei quais, mas sabe-se lá, toda regra ...) serem fechados a esse tipo de idéia cultural de melhorar a programação, ainda assim idealizamos e tentaremos ao máximo fazer com que nossa profissão seja útil à população.
Thais Alves
Defeito de fabricação
A fabricação não atingiu o nível genético de uniformidade como descrito num Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, mas a linha de montagem das pessoas está sendo a mídia. De vez em quando, como diz o Tom Zé, sai um mais ou menos com defeito de fabricação e começa a falar coisas diferentes.
Gabriela Germano
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