FOLHA
Mea culpa com raiva

Dines, como sempre, foi direto ao ponto. Quando li o caderno dos 80 anos da Falha fiquei com uma raiva enorme do pedestal em que se colocaram e ainda não tinha digerido isto, até agora. Além do auto-incensamento eles sequer se deram ao trabalho de um mea culpa, pequena que fosse, sobre a bobajada dita cultural que vendem. Onde está o jornal que no meio da década de 80 realmente mostrava e procurava um crítica mais profunda, real, do que acontecia na incultura deste país e do mundo? Agora, vale tudo. É tudo "ilustrado". Se este é um dos maiores jornais da América Latina, imagine os "menores".

Eliana Maria de Oliveira



Eu me amo para sempre

Após ler o texto sobre o aniversário da Folha, fiquei com uma contradição em mente: como um jornal com "tendências" trotsquistas e stalinistas em seu passado pôde apoiar a instalação do regime militar em 64? Além disso, gostaria de saber qual é a grande importância, tão citada, de Cláudio Abramo, e o porquê de seu "abafamento".

Igor Felippe A. dos Santos

Nota do OI: Caro Igor, será difícil, porque está praticamente esgotado, mas tente encontrar um exemplar do livro A Regra do Jogo, de Cláudio Abramo – Companhia da Letras, 4ª reimpressão, São Paulo, 1997. Está tudo ali, nas palavras do próprio Cláudio. (L.E.)



Arrepiou

Fantástico, brilhante o artigo de Alberto Dines sobre o aniversário da Folha. Arrepiou, tamanha a criatividade e a visão do imenso jornalista em retratar uma verdade. Essa campanha publicitária da Folha é mesmo a melhor de todas, pois a resume numa coisa esférica e que rola ao sabor das conveniências. Parabéns, grande Dines. A imprensa carece de pessoas com a sua visão!

Marcos Brogna, jornalista – O Liberal, Americana, SP



OBRIGADO, OBRIGADO
Ondas democráticas

A coragem em denunciar as versões mentirosas da grande mídia – será que podemos chamá-la de grande? – ajuda-nos a compreender melhor os fatos publicados ou "plantados" pelos donos do "capital impresso". Assim que as emissoras de TV comunitárias forem regulamentadas, vamos lutar para que os debates do Observatório cheguem às camadas populares, maiores prejudicadas pelas informações que recebem dessa "grande mídia".

Joaquim Lopes Saraiva, jornalista



Questão de ética

Sou um grande admirador do trabalho desse grupo, que põe na ordem do dia uma questão básica da ética do jornalismo, o compromisso com a verdade, com a democracia e o respeito ao leitor. A imprensa não pode apenas enxergar nos fatos uma oportunidade de conquistar leitores desavisados ou na busca do sensacionalismo transformar a verdade, pois corre o risco de, além de ofender injustamente pessoas inocentes, o de prestar um desserviço à informação e à formação da opinião pública. A grande imprensa brasileira cada vez mais decepciona na medida em que as decisões parecem ser muito mais dos departamentos de marketing e comercial do que da redação, a quem caberia discernir entre informar ou deformar.

José Anselmo de Oliveira, juiz de direito de Aracaju



Leia também

Transparência Ltda. – Alberto Dines

Mea culpa com raiva – A. D.

Folha 80 anos – A. D.



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