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COBERTURA ELEITORAL
Ofensas infantis

Gostaria de chamar a atenção de vocês para o massacre promovido por este órgão de imprensa e seu "filhinho" Jornal da Tarde. Estão passando dos limites, chegam até a usar ofensas infantis (como nos momentos em que ofendem Mangabeira Unger, taxado de "estranho", "maluco" e coisas mais). Confiram os editoriais do JT de 3ª e 4ª. No Estadão, os mesmos argumentos são usados na 4ª e na 5ª, só que de forma mais branda.

Angelo Cruz Martins, 21 anos, Guarujá, SP

 

Fiquei em choque I

O editorial do Estadão de 31/7, "Flertando com o fascismo", faz acusações veementes ao candidato Ciro Gomes. Não apoio Ciro, mas fiquei chocado ao ler o editorial, que fugiu aos padrões do próprio jornal, colocando o programa de governo do candidato do PPS como um atentado à democracia, o que não percebi na leitura deste.

Paulo Marcelo Fehlauer, ECA/USP

 

Fiquei em choque II

"Depois foi a campanha para mostrar a companheira careca numa lamentável falta de pudor. Este Observatório também estrilou: se todas as mulheres que fazem quimioterapia e perdem o cabelo forem transformadas em cabos eleitorais, os marqueteiros não terão mais o que fazer nas eleições."

Esta é a primeira vez na vida em que mando "meus comentários" a um site. Fiquei absolutamente chocada com a falta de respeito com a qual Patrícia Pilar e Ciro Gomes foram tratados. Crueldade mesmo. A Patrícia Pilar é, há muito tempo, uma figura pública. Pelo visto, querida e respeitada pelos que a conhecem. Antes de Ciro e antes do câncer. Teve câncer, fez quimioterapia e o cabelo caiu. Câncer não me parece uma meia rasgada ou calça furada, algo que seja "de bom tom" esconder em festa. O fato de ela assumir sua doença levou muitas mulheres a fazerem exames e a buscar esclarecimentos sobre um assunto que atinge muita gente. Como a Patrícia Pilar é querida e respeitada, seu câncer seria divulgado mesmo se ela tentasse esconder. Daí seria "a Patrícia-Pilar-com-câncer-mas-de-peruca-para-aparecer" que deveria acompanhar o Ciro Gomes?

Paula Kamp

 

Alguma coisa boa

Eu tenho um certo receio de dar opinião (para ser claro, vocês é que disseram "mande-nos seu comentário"), pois o pessoal aí desse Observatório não parece gostar muito de ser observado. Há pouco tempo um disse que no futuro vamos ter saudade do Galvão Bueno. Depois outro disse que é pra gente gostar mais da cobertura eleitoral da Globo (devem estar pensando numa cobertura na Vieira Souto, como as dos "famosos" globais); disse ainda que o Bial pode fazer o que quiser com a paciência do espectador, pois ele é poeta (é?) e sei lá o que mais. E esse segundo ainda chamou o Big Brother Brasil de entretenimento, imagine.

Desta vez é diferente. Alguém inteligente escreve uma coisa boa a respeito de pesquisa eleitoral. E não pediu para batermos palmas para o ibope. Meus parabéns ao Deonísio.

Humberto Crivellari

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Debate de vices

Não tenho a presunção de ser o único a imaginar certas coisas, mas como a chegada dos debates eleitorais por TV se aproximam, fico a me perguntar: por que não fazem um debate com os vices? Todos sabemos que no futebol, no automobilismo ou em qualquer outro esporte ser vice ou último é a mesma coisa. Na política é diferente. Todo mundo quer saber se o Garotinho renuncia. Não renuncia. Como dimensionar o cacife a vender no segundo turno? Todo mundo quer saber quando, e se, o Serra vai assumir que é o candidato "chapa branca"... E por aí vai.

Mas nesse "Brasil de meu Deus", em termos políticos, vice, mesmo que a contragosto, aparece. E como. São José do Pericumã, jacarés empalhados, ternos marrons, hipocondria, de tudo isto já se ocupou a mídia alguns anos atrás. Reedição do fusca, Lilian Ramos e outras coisas mais notáveis, também já deram trabalho à mídia. Eram os vices, lembra? Fico a imaginar alguns vices. Do Garotinho (nem sei quem é), pouco importa. Do Serra, quando as coisas começarem a dar errado, vai ser o primeiro a ouvir da Rita: "Eu sempre votei contra." Do Lula, não digo nada. Ainda quero ver o que sai dessa cartola. Agora do Ciro... Estão falando cada uma do tal de Paulinho, e do caixa da campanha, o Martinez, que tem dificuldade para responder à imprensa sobre o(s) empréstimos que lhe fez o PC. Diz o anedotário popular: se o traste não se assemelha ao dono, é roubado... Será mesmo? A imagem do articulado Ciro se arranha. É pena. Mas real.

Sidney Bahia Madeira

 

Menos, menos

Se me permitem parafrasear aquele humorista da (argh!) Globo: "Tá com pena? Leva pra casa!" Ora, só porque levaram os candidatos para falar alguns minutos, e já estão a fim de dar um prêmio de "isenção jornalística"? Menos, menos. Antes, vejam de novo as reportagens sensacionalistas sobre o Rio, "Poder paralelo". Nós, incautos cariocas, ficamos informados pelo Jornal Nacional, ou como queiram, pelo "jornalimparcial"; pelo andar da carruagem, sair à rua para comprar um pãozinho (que por causa das trapalhadas da equipe gastadeira do FHC anda pelas nuvens), já é considerado praticamente suicídio. Se bem que não adianta ficar em casa, afinal, há os tiros que matam aos milhares, e até torpedos!

Na verdade, a saída certamente é ir morar no nosso estado vizinho, o paradisíaco Espírito Santo, que pelo nome já inspira confiança, e que tem um homem honrado à frente do governo, um homem de pulso firme, dedo no gatilho... ôpa! Isso não pode dizer, pois o homem já foi daquele partido... sabe, aquele... Novamente, menos, menos.

Enfim, antes de fazer mea-culpa e absolver a pobre coitada da Globo, acho melhor vocês abrirem melhor os olhos, e prestarem mais atenção no todo do trabalho "jornalístico" da emissora.

Joel Zeferino

 

Devia cuspir no prato

Acho que o Dines pisou na bola, ainda que o considere um dos melhores jornalistas deste país. Ao que tudo indica, a Folha e seu sequazes, donos da verdade como sempre, se excederam. Faltar com a urbanidade é dizer pouco. Por isso que faz muito, muito tempo, que eu continuo a ignorar a Folha e todo este besteirol que os jornalistas escrevem diariamente. Posso falar porque sou jornalista há mais de 30 anos, aqui em Florianópolis. Há mais de 10 anos resolvi abandonar redação. Atualmente presto consultoria na área da comunicação porque acho mais ético e decente.

Há muito tempo que constatei que o jornalismo – malgrado sua importância – é uma profissão subalterna. Quando vejo jornalistas trabalhando com um caderninho na mão, anotando o que os outros dizem, acho ridículo. Como acho ridículo quando eles correm com o microfone na mão ou com o indefectível maço de papel, fazendo perguntas a alguém que se esquiva e sequer dá a merecida atenção. Nego-me a fazer este papel subalterno e abjeto.

Bem que o Lula fez. Aliás, fez pouco. Devia cuspir no prato, pois se fosse com o Serra certamente teriam o cuidado de cercá-lo de mimos e atenções.

Aluizio Amorim

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