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LIÇÕES DO CASO GUGU
Eu dei sorte
O programa Domingo Legal, que sempre teve um humor violento demais, já voltou ao ar, estavam somente dando um tempo. E, pelo que eu soube, voltou com tudo. Gugu já fez uma visita a uma residência e foi recebido com um beijo na mão. Para mim algumas pessoas não têm reputação espiritual, mas se utilizam da religião. Porém, a maturidade da fé está sempre nos miseráveis que só têm uma TV em seus barracos e ficam pensando quando serão escolhidos por Deus para receberem visitas e presentes de alguém que parece ter dominado a mente de todos, já que nem indiciado foi. Os pobres miseráveis que foram contratados para essa grande farsa, sim.
É claro que a intenção por trás disso tudo é, e será sempre, um grande mistério. Para se descobrir isso seria preciso uma visão muito poderosa. Será que mudar o horário dos programas chamados "violentos" para a noite, e os de maior "glamour" para a tarde, faria com que ficássemos ansiosos pelo dia? E os desenhos animados? Quer mais violência? Já assistiram a algum? E outro dia no Jornal Nacional (que vi, ninguém me contou), uma feira de livros infanto-juvenis e o repórter perguntou a um menino de mais ou menos 7 anos o nome do livro que ele estava comprando e ele mostrou: Escola do Terror – Ciclistas sem cabeça. Não quero quebrar o clima da ética, adoro uma, já que sou fã de Espinosa, mas façam o que quiserem, minha cabeça tonta gostará sempre das mesmas coisas e pensará: "Eu dei sorte".
O controle remoto eu posso controlar, mas a baixaria por trás da TV é muito superior, e a intenção de apresentadores que se safam e a lei do silêncio maiores ainda. Augusto Liberato não foi indiciado, se ele dissesse que nem apresentou aquele programa, que nem estava lá, me parece que todos acreditariam.
Vera Aparecida Baraza
Escapei por milagre
Te vi na TV, TV Fama e Superpop vão encher lingüiça lá do outro lado do oceano. Para a alegria de macacos(as) de auditório em Portugal? E para programas tão ruins é fácil achar substituto. Tanto é que a apresentadora Luciana Gimenez preencheu muito bem a "lacuna" deixada pela corriqueira e prepotente Adriane Galisteu. Quanta pobreza de espírito... Essa gente tem talento, sim – para o banal.
Em meio a um turbilhão de imensas bobagens que vão ao ar diariamente, acho que o Observatório da Imprensa é como um manual de sobrevivência para o telespectador ou leitor medianamente inteligente, em meio à densa selva – uma luz na imensa caverna escura. Uma bússola, um salva-vidas no alto mar cheio de tubarões. Acho que o melhor jeito de não assistir à TV e não ler jornal do mesmo jeito é lendo ou acompanhando os debates de profundidade no OI.
Quando eu era adolescente cheguei a assistir religiosamente o Programa Silvio Santos! Mesmo antes de ter o privilégio de acesso à internet e descobrir essa coisa maravilhosa que é o Observatório da Imprensa, esses Silvios e Gugus já me davam asco. Para mim, esses programas são como rede de esgoto a céu aberto por esse Brasil afora. Como um câncer maligno, devastador, agressivo. Acho que escapei por um milagre. E quanto mais acompanho este OI madrugada adentro me sinto como se tivesse nascido de novo. Tanto é que acredito em vida após a morte. Alberto Dines, então, para mim, é o maior dos maiores gênios.
Beijamim Ribeiro
Quanta droga! – 1
Não acho que seja censura tirar Domingo Legal do ar. Penso que um lixo televisivo como esse não deveria ser veiculado nunca mais. O povo brasileiro agradeceria. Viva a programação de qualidade, informativa, cultural, útil. Abaixo esses programas fétidos, como os da Márcia Goldschmidt, qualquer coisa que o Gugu produza, o programa do Faustão, do Netinho, da Adriane Galisteu, da Luciana Gimenez, aquele programa nojento e repetitivo do João Kleber. Nossa! Quanta droga! Esses programas são dignos de interferência da Polícia Federal, porque geralmente esses apresentadores sem talento importam esses enlatados dos americanos. Portanto, caso digno da PF. Ah! Já ia me esquecendo de incluir nessa lista o programa do Ratinho.
André de Toledo, estudante de Jornalismo
Quanta droga! – 2
Nos últimos anos vemos grande decadência em nossas emissoras de televisão. Entre novelas e programas cada vez mais exagerados, descobrimos o quão inútil é a maioria. Programas como Ratinho, Domingo Legal, Noite Afora etc. demonstram claramente que a baixaria ainda dá ibope. Se nós não buscarmos o conhecimento cultural mais apurado jamais abriremos um maior espaço para programas como os dos canais Futura, Cultura, Rede Minas, entre outros. Basta de baixaria, agora é a hora da mudança, precisamos de programas reais, e não de montagens e manipulação em busca de pontos no ibope.
Giovani da Silva Figueiredo
Lei antidroga
Existe alguma lei que impeça a TV (em programas como o da Márcia, da Bandeirantes) de explorar casos que, na maioria das vezes, são inventados pelos produtores? Existe um controle de qualidade na emissora? Se não me engano, o apresentador do Verdade do povo (Record) trouxe à tona a história de uma garota que, dizia, pensava estar sendo traída pelo namorado. O detetive do programa perseguiu o rapaz e constatou que ele estava traindo a namorada. Esse caso era mentira, a garota que apareceu no programa recebeu R$ 50 para aparecer e falar o que foi combinado com o produtor. Ela conheceu o rapaz que se dizia seu namorado, antes de entrar no palco.
Que medida foi tomada a respeito? Não seria uma boa idéia uma lei que exigisse do programa que deixasse os dados da pessoa à disposição da imprensa para que, quando houvesse alguma dúvida a respeito do caso, fosse investigado se é real ou apenas jogada do programa para aumentar o ibope?
Fernando Hubner
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