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A VOZ DA ELITE
Vassalo do opressor
Muito boa matéria! Sempre pensei isso da elite, especialmente aquela que atende pelo epíteto de "quatrocentões". No caso da voz do dono – ou será do dono da voz? – me dói a origem: tão imigrante quanto eu, rende vassalagem à classe opressora da qual não é originário e pela qual continua a ser desprezado. Parabéns a Samir Thomaz.
Elisabeth V. De Gennari
Salvador da pátria
Como a esquerda nesse país é patética. De repente, parece que a coisa mais certa do mundo é abandonar os estudos e valorizar o ensino que a vida nos proporciona. Então vai uma idéia: que todos os DCEs das universidades, comandados com mão-de-ferro por estudantes comunistas, fossem desativados; não havendo por que estudar, não haveria razão de ser dos DCEs. Daí toda essa prestativa gente poderia se dedicar ao seu prazer maior, que é queimar bandeiras de países onde há liberdade de expressão e destruir fábricas das malvadas multinacionais, que exploram os trabalhadores pagando salários e dando benefícios, estudo e um plano de carreira. Diogo Mainardi é dos mais brilhantes articulistas que existem hoje. E eu, com 18 anos apenas, tenho a esperança de que um dia ele se candidate à presidência. Porque ele ganha. E o Brasil sai da hipnose.
Francisco Luz
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OLHA A LÍNGUA!
Inglês trapalhão
A questão é que o brasileiro tem vergonha de falar português e, por isso, traduz para o inglês o que pode ser dito em português, mas isso seria coisa de pobre analfabeto. Assim vamos criando disk, quando em inglês é dial; outdoor, quando o termo em inglês é billboard etc. E substituindo ambulância por resgate, vale por tíquete, caixa por check out e por aí vai.
Roldão Simas Filho
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"Estatudo" errado
Em sua edição de 4 de outubro, tanto no jornal impresso quanto na versão eletrônica, O Estado de S. Paulo apresenta uma reportagem tendo como tema a chamada terceira idade, e como pauta, a nova legislação. O título da matéria assinala: "Estatudo do Idoso só afeta planos novos". Dizer o quê? Pelo menos, não está tudo errado (desculpem, foi inevitável) e o problema não se repete no corpo do texto.
Nada demais, pequeno mesmo (ainda que em garrafais), à luz do que freqüentemente ocorre em nossos veículos de comunicação – os problemas sintáticos e semânticos são mais graves e mais desagradáveis, inclusive porque mais assíduos, além de demonstrarem maior deficiência no (des)trato do idioma e da linguagem.
O aspecto curioso é que o texto parece se constituir num caso de metalinguagem inadvertida. Os títulos de duas passagens da matéria são: "Falta de atenção" e "Engano". O texto jornalístico se autocomenta, dispensando e inibindo observações de outrem.
Pedro Eduardo Portilho de Nader
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