07/10/2003 12/14

Envie para um amigo  Procure no arquivo

TRANSPARÊNCIA ONLINE
Hora de inserir tudo na rede

Lendo matéria da Tribuna de Imprensa (30/9) intitulada "Jornalista defende lei de acesso a documentos públicos no Brasil", e trabalhando no banco de dados de uma câmara municipal (que por descuido me contratou para tal), enfrentando inclusive sonegação de informações, vitais para a transparência da coisa pública e para o projeto a que me propus, inicialmente, e diante do descalabro na administração pública em todo o país, me vem a pergunta: não já passou da hora de o jornalismo brasileiro promover grande campanha pela total inserção dos dados públicos na internet? Não está na hora de os jornalistas levantarem essa bandeira para pressionar o Congresso Nacional a aprovar lei mais detalhada sobre a matéria? O que está faltando para que isso seja feito?

Ninguém pode alegar falta de profissionais, já que para isso um único programa-piloto poderia ser usado para acúmulo de dados em todas as instâncias de governo, segmentado de acordo com as necessidades de cada uma, e a operacionalização do sistema já é feita de modo restrito aos da "panelinha". O que está faltando?

O artigo 37 da Constituição, genérico, fica muito fácil burlar. Que tal uma campanha usando um ditado muito comum aqui no meu interior nordestino (logo aqui): "Com pano branco na janela urubu não encosta". Por que o OI, essa trincheira, não encampa essa idéia? Estou cansado de achar que tudo vai ser resolvido e ver que tudo continua como dantes. É hora de radicalizar. O governo federal, em relação a estados e municípios, tem uma ferramenta infalível para exigir do gestor público transparência total (claro, ressalvados alguns interesses públicos estratégicos): é só casar o envio de recursos com a atualização das informações online.

José da Almeida Bispo

 

PARANÁ
Críticas justas

Há um sofisma sobre "geração de empregos". Não adianta gerar empregos que não produzam bens e serviços demandados pelo ser humano, por exemplo, comida, roupa, casa, educação saúde, lazer sadio (não vale drogas e similares). Proíbam-se máquinas agrícolas, e vai faltar gente pra trabalhar na produção de alimentos. Todo mundo terá emprego. As casas de bingos, como as atuais, não melhoram a qualidade de vida da sociedade em que atuam. Pelo contrário, mesmo que não haja "lavagem de ativos financeiros". Não vi a matéria, mas mulher grávida em reportagem é claramente demagogia, apelação, parcialidade, desonestidade, defesa de interesses não-explicitáveis. Como participante do custeio da coisa pública, gostaria de ver aquela repórter fora da minha relação de despesas.

Jorge Hardt Filho

Leia também

Sindicato condena críticas de governador a jornalistas – Adir Nasser Junior

 

SPEEDY
O paraíso no Japão

No Japão o indivíduo tem opção de escolher entre pelo menos quatro empresas que oferecem internet rápida pelo sistema ADSL, a preço extremamente convidativo e qualidade de serviço muito superior à oferecida pelos provedores no Brasil. E mais um detalhe, não existe limite de tráfego mensal para download. Embora o serviço tenha preço atraente, os provedores têm que pagar à NTT, detentora da rede física de telefonia no Japão. Ou seja, no Japão o compartilhamento da rede de serviço de telefonia, pelo menos no que tange ao provimento de internet ADSL, é uma realidade. Além disso, o respeito ao consumidor no Japão pelas empresas de telefonia é regra nº 1. Se o cliente reclamar e for constatado que a empresa errou imediatamente o erro é corrigido e a diretoria pede perdão, até de joelhos, ao assinante.

No Brasil acontece tudo ao contrário. O indivíduo que deseja assinar um serviço de internet ADSL não tem opção de escolha além da empresa de telefonia fixa herdeira do monopólio Telebrás da região do assinante. O preço de assinatura do serviço é pelo menos o dobro do cobrado no Japão, e a velocidade de acesso é cerca da quarta parte ou metade da dos japoneses. Um detalhe a mais: aqui no Brasil (São Paulo especificamente) a operadora que oferece esse serviço ameaça impor limite de tráfego mensal aos assinantes, sob pena de pagarem acréscimo por megabyte transferido acima do estabelecido.

O compartilhamento de rede no Brasil não acontece, embora a legislação corrente o permita. As detentoras da rede de telefonia estabelecem tal preço de compartilhamento que impede a concorrência. Por que isso é permitido? Não seria um dever da Anatel ou do Ministério das Comunicações estabelecer esse preço?

Temos de reclamar de todas as maneiras dessa configuração absurda do serviço, de qualidade ruim, limitação de uso e a preço exorbitante, sem opção de escolha da operadora pelo assinante.

Rogério Machado Lima

 

Tudo pelo ganha-ganha

Numa propaganda a Telefônica alega, em justificativa frouxa, que 5% dos usuários ocupam 50% do tráfico na internet, e com isso o sistema se torna lento. Alegam também que os praticantes de spam prejudicam a velocidade do sistema. Estou de acordo, já passou da hora de se ajustarem essas falhas. Por que 5% de usuários inconvenientes prejudicam 95% dos usuários cordiais? Imaginei que a Telefônica tivesse competência suficiente para cumprir a sua parte. Confiei numa empresa que protegesse seu patrimônio e honrasse o nome diante dos clientes. Penso que, para garantir os serviços para a maioria (95%) dos usuários, a Telefônica deveria utilizar meios que não lesassem a maioria. Deveria deixar de se comportar como um banheiro público, em que alguns entram e fazem o que bem entendem. Ao oferecer um serviço à população, como o Speedy, deveria investir em estrutura para eliminar intrusos. Não concordo com a justificativa de usar os intrusos para alterar o sistema e piorar as condições para todos.

Se há programas que limitam esses intrusos por parte dos usuários também deve haver para os fornecedores do serviço. Por que a Telefônica não inibe o tráfego desses invasores? Essa empresa não tem dirigentes competentes, perderam o respeito pelo cliente, só se importa com o ganha-ganha a qualquer preço. Precisamos parar de votar definitivamente nesta corja de supostos representantes da nação, que só levam, usufruem e não representam o povo em nada.

Antonio Donizetti Senerini

Mande-nos seu comentário


Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe