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Edição de Marinilda Carvalho
Incrível o leitor do Observatório!
Bem, a maioria das cartas, claro, é sobre a cobertura da posse do novo governo e de fatos paralelos a ela. Chama atenção mensagem que denuncia o descaso do Correio Braziliense com seu leitor. O jornal chegou à porta do assinante às 20h do dia 31/12 informando que Lula passaria o réveillon na Granja do Torto. Lula foi a duas festas, e o Correio teve que "retificar" a "informação" na edição do dia 2. Coisa de amador...
Mas o leitor do Observatório é incrível porque, em meio às festas do Ano Novo e da posse, deu atenção ao precioso artigo do jornalista esportivo Odir Cunha, santista assumido e resolvido que vem enfrentando dificuldades na carreira por sua opção pelo time da Vila Belmiro.
Quem gosta de futebol, tem queixas da mídia esportiva e perdeu a chance de ler o texto na edição de Ano Novo deve aproveitar incontinenti esta nova oportunidade: o link para o artigo está no pé das cartas sobre o assunto.
Longa vida a Diego, Robinho e... Odir Cunha!
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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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GOVERNO LULA
Do general ao especialista de mercado
Como sempre, o bisturi de Alberto Dines continua afiadíssimo. Cortou no ponto certo. Tenho cá minhas opiniões a respeito deste tal de Senhor Mercado, além das corretíssimas que Dines apontou. Se substituir "o mercado" por "as Forças Armadas", teremos a mesma assombração que sempre povoou parte da imprensa brasileira, servindo a deus-sabe que interesses. Lembram-se do tempo em que "os ministros militares vetam a nomeação de fulano", "as Forças Armadas consideram que...", típicos da República de 46? Lembram- se da famosa ameaça: "a Vila vai descer"?
Pois é, acho que nesses novos tempos de capitais voláteis e aliança com a especulação – em detrimento da produção, como Dines muitíssimo bem apontou –, o mercado tomou o lugar das Forças Armadas como avantesma preferencial, além de ser o sujeito oculto na frase da preguiça jornalística. Se antes era mais fácil telefonar ao general ou coronel preferido (todo jornalista que se prezasse tinha o seu), hoje também é mais fácil ligar para o seu "especialista de mercado".
E assim continuaremos a ser brindados com longuíssimas e irrelevantíssimas matérias sobre as barbas dos ministros, as diferenças entre a estrela do PT e a bandeira americana nas lapelas de Lula e Bush, se o cerimonial agiu corretamente ao permitir que as mulheres usassem calça comprida na posse, além de outras transcendentais questões.
Depois a turma se queixa de que ninguém mais lê jornal.
Lucia Hippolito
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Sístoles, diástoles e risadas
Acho que leio a Veja semanalmente apenas pra dar umas boas risadas. Dá pra explicar a razão dessa bagunça na primeira frase do último parágrafo do artigo intitulado "E se ele ainda fosse assim?", da primeira edição do ano de Veja? Abaixo, transcrevo:
"Como num movimento dialético, em que uma síntese produz uma sístole e uma diástole que acabam por se integrar numa nova síntese que, por sua vez, fará tudo recomeçar de novo, o PT e o Brasil mudaram e evoluíram até acertar o passo para o matrimônio nas urnas." Sem palavras,
Maicon Vinicius Nunes, Porto Alegre
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