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GOVERNO LULA
Casoy, hora de amadurecer

O jornalismo imparcial e objetivo sempre foi marca defendida pela TV Record. Sempre discutindo e informando os fatos sob uma ótica crítica dos problemas do país, o telejornalismo da rede parece estar mostrando uma certa tendência à opinião pessoal. Fica claro nas entrelinhas que Boris Casoy não engoliu a idéia de ter Lula na presidência. Fã de Fernando Henrique, ao qual não se pode negar a importância no desenvolvimento do país em vários setores, o jornalista que é a cabeça pensante do telejornalismo da Record não consegue escapar do tom jocoso e debochado quando o assunto em pauta é o PT. Nota-se em vários programas a busca por uma brecha, por um ângulo que dê uma melhor chance à sugestão de fracasso.

Não sou jornalista, nem cientista político, muito menos militante do PT. Sou um cidadão brasileiro, tenho orgulho de meu povo, tenho orgulho de ter errado no passado e sei que posso ter errado no presente. Mas não posso, pelo legado que carrego, deixar de acreditar que o país em que vivo e sonho se deixe levar pelo pessimismo. Pelo que sei, a política no país está engatinhando, como uma criança de poucos anos. É nossa obrigação cuidarmos desta criança dando a devida educação política, despertando a consciência de que é preciso arriscar e errar para se chegar ao acerto.

Lula é símbolo, por si só, desta esperança de acreditar. Cabe a nós, e não a meia dúzia de jornalistas, políticos e empresários, a responsabilidade moral de cuidar desta esperança. Lá fora, o mundo, mais do que nós mesmos, sabe o potencial de nosso país, de nosso povo. Está na hora de descruzarmos os braços e encarar esta realidade. Nenhum governo vinga sem o povo unido. Nenhum povo progride sem um governo forte e consciente. Esse é o momento de amadurecer, não é mesmo Sr. Boris?

Renato Peixoto


Lembrei da Zélia

Foi um fiasco a participação da nova ministra das Minas e Energia na coletiva de posse do novo presidente da Petrobras. Sua arrogância professoral me fez lembrar a ex-ministra Zélia Cardoso de Melo que, à época, acuada pelas legítimas indagações dos jornalistas, partia para o menosprezo irônico de seu interlocutor. A nova ministra faria melhor ao país se percebesse que agora deve, sim, satisfações aos brasileiros. Senti até calafrios pela triste lembrança de um filme que queríamos esquecer. Deus permita que a esperança não dê lugar ao medo.

João Sérgio Leal Pereira

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