4/10

Envie para um amigo    Procure no arquivo

CORREIO BRAZILIENSE
Réveillon e jornalismo desonesto

Assinante do Correio Braziliense, recebi em minha casa sua edição de 1º de janeiro às 20h do dia anterior, e o que me incomodou, parecendo-me jornalismo desonesto, foi ler sobre como o futuro presidente havia passado seu réveillon na noite do dia 31.

Ora, não seria mais honesto, dado o fechamento antecipado daquela edição, ter informado ao leitor deste fato e noticiado o que provavelmente teria acontecido na noite anterior em tempo verbal mais apropriado? Confesso que fiquei tentado a torcer para que ocorresse um fato inesperado só para ver como ficaria a credibilidade daquele jornal no dia seguinte.

Acho que vou passar a ler apenas a seção de horóscopo.

Em tempo: apenas hoje, dia 2, saiu a "retificação" sobre o réveillon inesperado do presidente. Continuo achando que seria mais honesto informar do fechamento antecipado, e não fazer exercício de futurologia.

Alfredo Schechtman

 

MANIPULAÇÃO
A Globo cortou Drummond

Por que a Globo falseou poema de Carlos Drummond de Andrade? Após a queima de fogos na Praia de Copacabana, a Globo apresentou, em homenagem ao centenário de Drummond, o poema Receita de Ano Novo. Por que a Globo grosseiramente CORTOU um determinado trecho do poema? Nota-se claramente que as atrizes que declamavam recitaram o verso, porém, a matéria foi editada, cortando-se um trecho.

E neste corte, sublinhado abaixo, a montagem destruiu a mensagem poética de Drummond, uma chamada à realidade. Ou será que teremos de viver realidades montadas – grosseiramente – até mesmo na montagem de versos poéticos? Por quê? Aqui, o poema na íntegra, a parte "cortada" em itálico:

Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ver,

novo até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta ou recebe mensagens? passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido

pelas besteiras consumadas

[nem parvamente acreditar

que por decreto da esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.]

Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.

Mario Aléxis, Belo Horizonte

 

GUERRA ANUNCIADA
A grande Babilônia

Os estados unidos (com letras minúsculas, me desculpe o povo americano) são a parte que mais refletem o "Mal" em nossa época, pela soberba semelhante à da grande Babilônia descrita na Bíblia. Espero que as profecias não se cumpram com tal país.

Agnaldo Figueiredo

Leia também

A mídia, o lobo e o cordeiro – Muniz Sodré

Mande-nos seu comentário


Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe