08/07/2003 3/11

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CASO BANESTADO
O prisioneiro sabe

Tenho acompanhado na imprensa e no Observatório essa nova safadeza envolvendo políticos, o Caso Banestado, mais o caso de corrupção de funcionários públicos e políticos envolvendo a empresa Fidelity-Metrored (cujo processo judicial não deu em nada, que o diga o promotor especial Mendroni, de SP) e o caso do Dossiê Cayman.

Se cruzarem as informações, que são muitas, tem muito ou tudo a ver.

Uma coisa é certa: creio que se poderá percorrer tudo mais rapidamente se ouvirem um especialista no assunto, operador desse sistema de transferência de dinheiro ao exterior. Falo de Oscar de Barros, que está preso em Miami no Federal Detention Center, pois sabe do sistema e dos nomes de personalidades do mundo político e empresarial. Os quais se sentem tranqüilos, pelo fato de essa pessoa encontrar-se onde está e calada até o momento.

Creio que se a imprensa, somente a imprensa, ouvi-lo e publicar na íntegra suas informações, será um grande furo de reportagem e de grande ajuda para a sociedade.

Renato Carlos Pavanelli

 

Como Bob Woodward

Muito boa a matéria sobre o Banestado. Hugo Studart, da Dinheiro, ao conseguir a lista de implicados trabalhou como Bob Woodward no Watergate. Ele merece diploma e troféu!

Jack Soifer

 

A ética do âncora

Quantos outros jornalistas vocês conhecem com ética igual ou semelhante à do Boris Casoy? Ele chega até a ser ingênuo neste mar de lama. Agora, está às voltas com o maior escândalo de que o país (entorpecido) já teve notícia. Espero que ele leve isto até o fim. Senão, não há mais em quem acreditar.

João Escobar

 

Ferramenta de trabalho

Num momento em que me sinto combalida pelo começo do recesso na Casa, que sempre traz junto a calma, o vazio e a pasmaceira, me revigoro com a graça de suas palavras no artigo sobre o Caso Banestado.

Sem entrar no mérito das suas colocações, quero parabenizá-lo pelo uso, abundante, esmerado e há muito não visto, da nossa língua pátria, tão rica e bonita.

Nacionalista extremada que sou, regozijo-me ao ver um colega dominar a profícua ferramenta de trabalho que temos. Sei das limitações que nos são impostas pelo chamado falar coloquial nos meios de comunicação, principalmente no meu caso, já que sou apresentadora de televisão. Mas, quando posso, também gosto de "viajar" no português. Mais uma vez, obrigada por ter me dado este prazer inesperado!

Tuca Ivanicska, jornalista

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