MÍDIA & REFORMAS
Quem será o próximo?
Quem será o próximo bode expiatório? Sou funcionário público como qualquer pessoa que queira e tenha competência de vencer um concurso público e estou há muito tempo decepcionado com nossa imprensa quase sempre unilateral que, entre outros fatos, me qualifica como privilegiado. Ninguém discute que em nosso país muito poucas pessoas contribuem (constantemente ou não) para a previdência, seja devido à informalidade ou ao desemprego, à sonegação empresarial (muitos anistiados por este governo). Ninguém lembra da enorme dívida que o governo tem com a previdência e sua má administração.
Ninguém discute que as pessoas estão vivendo mais e tendo menos filhos e que isso não pode ser considerado uma coisa ruim. A previdência não pode ser considerada como uma empresa privada, visando lucro. É obrigação do governo custear os velhos e os desvalidos, independentemente do "lucro" e de uma forma mais responsável e justa do que é tratada nossa dívida externa. Ninguém frisa que o funcionário público desconta sem falta 11% do seu salário bruto e não tem direito a ascensão profissional vertical por mais mérito que tenha. Ninguém discute as aposentadorias escandalosas, precoces e cumulativas dos nossos políticos! Depois que conseguirem acabar de vez com nossos servidores públicos, quem será o próximo bode expiatório? A mulher que se aposenta mais cedo? As pessoas que vivem demais?
Está clara a rendição da imprensa às elites que a patrocinam, principalmente os bancos detentores da previdência privada. Tudo facilitado pela estarrecedora falta de educação pública e conseqüente inconsciência popular.
Elber Viana de Araújo
Olho nos privilégios
Moro em São João do Piauí, no meio do empobrecido semi-árido piauiense, vejo fila enorme de velhinhos no único banco da cidade para receber a aposentadoria e sei que aqui mesmo existem pessoas que (não sei se contribuíram) recebem o equivalente a toda aquela fila, mesmo tendo trabalhado bem menos ou quase nada. Este é um grande problema, e acho que mereceria uma lei retroativa no sentido de estabelecer um teto máximo e mínimo bem próximos, pois as leis que permitiram estas tais super-aposentadorias nunca foram éticas ou morais.
Tito Cardoso
Jango derrubado
Professor Beraldo, você só se esqueceu de dizer que o Jango foi deposto pelo pessoal aí da "sua" cidade, naquela época (como está hoje?) repleta de professores da direita festiva.
José Rosa Filho, Brasília
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