08/07/2003 8/11

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EXCESSOS & OMISSÕES
Tim, Chiquinho e Jayson

Excelente o artigo de Daniella Wagner, que corajosamente aponta para as mentiras e manipulações do noticiário visando a atender aos interesses econômicos e políticos em detrimento do respeito aos leitores e telespectadores, com graves prejuízos para a opinião pública conduzida e manipulada criminosamente e impunemente. O Globo mente e induz a opinião pública a crer que um professor de educação física que há mais de 15 anos dedica sua vida à causa dos socialmente excluídos tem vinculação com o narcotráfico que ele combate com seu trabalho de redenção dos jovens excluídos. Nos EUA, o New York Times perdeu anúncios e credibilidade e teve que demitir seus jornalistas mentirosos, enquanto aqui no Brasil esse fato criminoso serve de base para a instalação de uma CPI, que alimentada com essas mentiras serve para promover a venda de seus exemplares manchados pela falta de ética e respeito aos leitores.

Heloisa Couto

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A pauta que ninguém quer ver – Daniella Wagner

 

Historinhas coloridas

O texto de Leandro Marshall está perfeito. A Folha aos domingos dá a impressão que deseja intencionalmente nos tirar das matérias jornalísticas de tanta publicidade colorida que apresenta, como se dissesse para nós – larga o Cony, deixa pra lá o Rossi, não vá ao Jânio, fique com as nossas historinhas coloridas de papel. O seu tema complementa, na minha opinião, muito bem o do Dines, "O inferno astral dos jornais". Parabéns.

José Rosa Filho, Brasília

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Quinto poder e jornalismo transgênico – Leandro Marshall

 

Bustani, inexplicável silêncio

Não dá para entender a falta de repercussão na imprensa da indicação do diplomata brasileiro José Maurício Bustani, ex-diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) para ao Prêmio Nobel da Paz. Mais estranho ainda na medida em que Bustani se notabilizou exatamente pela corajosa resistência em aceitar como verdadeira a tese de que o Iraque possuiria armas de destruição em massa, conforme pretendiam fazer crer à opinião pública mundial os governos dos EUA e da Inglaterra, na ânsia de buscar um motivo que justificasse a covarde agressão ao povo iraquiano.

A história comprovou que Bustani estava coberto de razão quando resistiu tenazmente à estratégia montada por Bush e Blair, objetivando criar uma rede de mentiras para induzir a opinião pública mundial a aceitar o assalto ao Iraque. Antes da guerra, o brasileiro pagou com o cargo na Opaq. Talvez continue pagando, pelo boicote da grande mídia.

Júlio Ferreira, Recife

 

Notícia rapidinha, susto brutal

No Estadão e na TV, a notícia informa: um ultra-leve caiu em Jundiaí (SP), um morreu e o outro quase. Não menciona tipo de aeronave, marca, modelo, cor, nome de proprietário ou piloto. Deixou a mãe de cada piloto de ultra-leves apreensiva. Para que serve este tipo de notícia? Notícia incompleta é um desrespeito. É falta de amor à profissão de repórter. Profissionalismo de araque, descaso com o leitor, o ouvinte. Os repórteres devem estar pensando em abastecer as pessoas com acontecimentos trágicos para que elas tenham assunto durante os comerciais da TV.

Mario Lucio Fortes Bustamante de Siqueira

 

Pela mídia justiceira

Como ex-estudante de Jornalismo – não segui na profissão –, gostaria de comentar o texto do jornalista José Carlos Aragão. Ao iniciar a leitura, de pronto tendi a concordar com o texto. Realmente, se nós começarmos a fazer justiça pelas próprias mãos o país viverá um estado de guerra, pois são tantas as "impunidades" que o cidadão comum começa a perder a paciência. Mas, por este mesmo raciocínio, mudei de pensamento. Se não começarmos a tomar atitudes mais efetivas o marasmo que toma conta das nossas "autoridades" continuará e, o que eu acho pior, aumentará. Portanto, acredito que a atitude do editor decidiu mostrar apenas o infrator, digamos, da economia popular, foi acertada. Até porque estariam sujeitos a retaliação estes torcedores que agiram contra quem os lesava – risco ao qual o editor não quis expô-los.

Miguel Ribeiro

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Limites delicados – José Carlos Aragão

 

Público apático

O que estarrece não é a comprovação do que se intui desde sempre, mas a apatia do público, que consome as notícias sem refletir sobre elas.

Oscar Quiroga

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