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Edição de Marinilda Carvalho
Nota da Redação:
O Observatório
da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo
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identificada sua autoria.
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MEIO AMBIENTE
"Sujão" na Globo
Meu comentário não se refere a nada escandaloso, pelo contrário, é acerca de algo bem sutil, que vem ocorrendo há muito tempo. No Bom dia Brasil (25/7/01), uma das chamadas referia-se a um certo tratado ambiental que estaria sendo assinado por diversas nações, com exceção de um país, chamado de "sujão".
Minha indignação é com o fato, de que, em minha opinião, o termo "sujão" ameniza, alivia, e até "tira o pé do acelerador" do peso da noticia. Aliás já temos o "apagão". Quantos outros "ãos", virão para esconder a verdade atrás de lentes cor-de-rosa?
Ao falarmos "sujão", estamos com o "jeitinho brasileiro" de em nada se aprofundar de verdade, dando o desconto, um significado errado, que no imaginário pode levar a uma associação subjetiva como um país "menino travesso" – aquele que suja... o menino mau, o querido "bad boy". Tom brincalhão para uma noticia tão séria. É a tal questão de cometer o pecado, e sair com uma piadinha para "aliviar".
Não precisamos mais de alívios na imprensa. Eu acho que esta questão não poderia ser tratada de modo tão leviano. Afinal, as palavras "maior agressor do meio ambiente" cairiam bem melhor frente à importância da notícia, pois quando tratamos de meio ambiente e seus impactos negativos não podemos amenizar palavras para descrever os danos realmente causados, e que terão suas contas pagas pelas gerações futuras.
Marcelo
Boratto Carvalho Pinto, Florianópolis
PORTUGUÊS DE MENAS
Série infeliz
Infeliz, para dizer o mínimo, a série de artigos que tem sido publicada pelo Observatório sob o título "Português de menas". Trata a linguagem de forma preconceituosa e martela a velha (sim, porque surgiu há muitos séculos e séculos) idéia de que o correto é o que dizem as gramáticas, como se elas fossem neutras e escolhessem sem parcialidade e com muito critério o corpus que "analisam".
Está mais do que na hora de o site dar espaço a alguém que trate o assunto (linguagem) de maneira científica. Para ler os mesmos e equivocados comentários sobre o tema, bastaria eu consultar meu livro de "Comunicação e Expressão" do ginásio. Cordialmente,
Gabriela
Vieira, Campinas-SP
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