09/09/2003 5/10

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CÂMERA OCULTA
A funcionária errou – 1

Cabe discordar da posição do jornalista Nelson Hoineff com relação à funcionária da empresa que ensinava a burlar a lei. Entendo que numa concepção mais abrangente de justiça essa funcionária poderia ser absolvida, mas não podemos esquecer que são estes pequenos deslizes que fazem com que haja um sentimento de impunidade, criando o conceito corrente de que se pode cometer crimes, pois não haverá punição.

Miguel Ribeiro

 

A funcionária errou – 2

A funcionária certamente não tem culpa de ter de fechar 45 minutos diários de programação, mas certamente estava cometendo um erro. Se é interessante ou não a veiculação do material ficaria a critério do editor do JN. O que realmente é inaceitável é a defesa da funcionária que estava praticando uma atividade ilegal, forjando documentos. Não se discute o tamanho do desfalque, que certamente é de pouca importância, mas condenar a direção do jornal com o intuito de defendê-la, não há como

Renato Auar

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Pequenas palavras, grandes delitos – Nelson Hoineff

 

MÍDIA E BOMBAS
Direito à autodefesa

Sobre o artigo "A mídia e o terrorismo", de Nilmário Miranda: o problema é que o direito à autodefesa é anterior ao direito humano do criminoso. Numa situação em que não há garantias para a entidade agredida (um cidadão que não pode contar com a chegada rápida da polícia), não se pode esperar que se resolva a questão com frieza e elegância. Simplesmente tratar bandidos e agressores com palavras doces só resolve o problema na cabeça ingênua de alguns ou na mente maliciosa de outros.

Liberdades fundamentais são a vida, a liberdade de não ser escravo e de ser dono das coisas que são suas, que você conquistou com o suor de seu trabalho. Se você se deixar matar, escravizar ou ser roubado nada mais vale a pena. E isso é válido tanto no caso do terrorismo internacional quanto no caso de invasões de propriedades rurais (e já se tem notícias de invasão de propriedades urbanas inclusive) contra a lei.

É com alivio que leio o artigo de Alberto Dines no OI, pois num mar de relativismo moral que é a imprensa de hoje o jornalista não cai na armadilha do multiculturalismo irracional.

Jorge Valentim Filho, Rio de Janeiro

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Terror quer a mídia, mídia entrega-se ao terror – Alberto Dines

A mídia e o terrorismo – Nilmário Miranda

 

JORNALISMO CONTROLADO
Poder perdido

Eu diria que a imprensa perdeu o respeito como poder denunciante e informativo. Nos últimos anos o que vimos foi uma imprensa autocontrolada. Tratando o leitor ou telespectador como se fosse despido de intelecto; manipulando, omitindo ou conduzindo a notícia, conforme seus próprios interesses. Tenho em minha opinião que a grande imprensa é a maior responsável pelo atraso da nação. Os veículos de massa criaram o indivíduo superficial, sem ideal e individualista, e simultaneamente a imprensa o mantinha distante da verdade. Hoje, começam a pagar por isso, seja no descompromisso dos autores, como também no descrédito dos receptores das notícias. Nenhum poder tem capacidade tão avassaladora de construir ou destruir como a imprensa e, infelizmente, a nossa destruiu o nosso país.

Ronald Facury Wigg

 

Sem acesso é difícil

É, amigo, sem acesso fica difícil realizar o trabalho que o povo espera. É necessário pôr a boca no trombone e criticar mesmo.

Conceição Pearce de Souza

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Mídia e o monólogo dos poderes – Luís Eblak

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