ENTREVISTA / EWALDO DANTAS
Aula (re)inaugural
Parabéns Ewaldo Dantas. Uma verdadeira aula (re)inaugural. Fantástico! Tanto mais para nós que vivemos esses tempos bicudos. Não há o que refutar.
Luiz Paulo Santana, Belo Horizonte – MG
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AIDS & MÍDIA
E a Igreja?
Assisti ontem ao programa, o qual tratava sobre Aids e Imprensa. Sempre acompanho o OI, mas quero registrar o que me pareceu uma injustiça.
Como previa, as discussões desaguaram na polêmica posição da Igreja quanto ao uso de preservativos. Estava presente, dentre outras pessoas, um senhor salvo engano, presidente de uma associação gay, o qual disse barbaridades próximas à blasfêmia.
A meu ver e, para manter o nível e a imparcialidade, um representante da Igreja deveria ser convidado.
Do modo como foi, deu a impressão de o programa ter sido conduzido a pôr em evidência apenas um ponto de vista, uma vez que todos os que ali se encontravam eram uniformes em seus pensamentos.
Um senhor chegou a sugerir que garotos de 14/15 anos exigissem de suas escolas que estas lhes distribuíssem camisinhas. Que tal o colégio incentivar a ter uma sexualidade responsável e não propor e reforçar práticas sexuais cada vez mais cedo...? Esse ponto de vista não foi abordado.
Silvaldo William Gregório, Manaus/AM
BUSH NO IRAQUE
O presidente mente, a imprensa cai
Mais uma vez o mundo foi enganado pelo presidente dos EUA, George W. Bush, que durante visita surpresa ao Iraque, no feriado do Dia de Ação de Graças, convocou a imprensa para participar de mais uma pantomima criada pelos marqueteiros à serviço da Casa Branca. O esquema era simples, o presidente norte-americano queria dar uma demonstração de apoio aos soldados que participam da arriscada ocupação do território iraquiano. Nada melhor para melhorar a imagem interna do presidente Bush, assim como para tentar levantar o moral da tropa, do que uma visita surpresa a uma região de guerra, com o objetivo de dividir com os soldados o tradicional almoço do Dia de Ação de Graças. Todos haviam aceito o fato como verdade, até que o prestigioso jornal norte-americano The Washington Post divulgou que tudo não passou de mais uma "armação" do presidente Bush, pois até mesmo o enorme peru utilizado para compor a foto divulgada aos quatro cantos do mundo, era na verdade um cenográfico artefato de plástico. Por que será que não consigo ficar surpreendido com esse episódio? Não me surpreenderei sequer se ficar comprovado que essa foto não foi tirada no Iraque, e sim em um cenário montado em um canto qualquer da Casa Branca.
Júlio Ferreira, Recife (PE)
PRÊMIO UNISYS
Propaganda infeliz
Após ler a matéria da jornalista Eliana Bardanachvili, cliquei no link www.multirio.rj.gov.br, para conhecer seu sítio.
Imediatamente após entrar no sítio a janela é substituída por outra donde só se pode sair por meio de um clique que emite um voto para o sítio no iBest.
Um sítio que coloca a busca de um prêmio na frente dos seus leitores não merecem nem um nem outro (com desculpas a B. Franklin pela blague).
Arnaldo Mandel
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REALEZA EM PÂNICO
Reclama, mas gosta
A família real inglesa tolera o sensacionalismo por razões econômicas. Mais do que temer pela própria respeitabilidade, a rainha, os príncipes e princesas da Inglaterra têm um verdadeiro pavor de perder o patrimônio e as gordas pensões que recebem do erário inglês. Contanto que ninguém enfie a mão na sua algibeira, as celebridades reais toleram tudo. Aliás, creio que esta foi a única maneira descente que encontraram para preservar a monarquia inglesa. Como não reinam de verdade há muito tempo, a anarquia da imprensa preserva seu status real. Enquanto forem alvo das reportagens bombásticas, dos escândalos familiares, os membros da família real serão considerados necessários pelos seus defensores, que não são poucos naquela ilha chuvosa e cinzenta. Os reis e rainhas ingleses já trocaram o poder político pelo dinheiro. Agora trocam por dinheiro a própria imagem pública. Seguem um princípio muito simples: pode-se perder tudo, menos o dinheiro que compra toda tranqüilidade.
Fábio de Oliveira Ribeiro
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